quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Blá Blá e Blá!

O CALHEV deseja a todos um final de ano muito bom, renovador de fato...

Que possamos estar com pessoas que gostamos (e aquelas que não gostamos tanto mas que nessa época a convivência é necessária!!!), nos divertir, esquecer por instantes os problemas e as dificuldades e sonhar!

Que tenhamos um Natal muito bom, sendo cristãos ou não, que possamos encontrar nesse período um momento de reflexão acerca da vida, do que passamos este ano, sejam coisas boas ou ruins, que possamos respirar, olhar adiante e fazer planos para o próximo ano.

Talvez não realizamos os nossos sonhos por completo, mas enquanto sonhamos, temos vida dentro de nós. Se pararmos de sonhar, que significado ela terá?Então, em vez daquele clichê todo de Feliz Natal, Feliz Ano Novo e tudo o mais (que ainda assim o CALHEV deseja), desejamos que não paremos de sonhar e que aproveitemos esses dias mais relaxados (nem tanto para alguns, mas é a vida de proletário minha gente!!!) para sonhar 2008.

Que no próximo ano estejamos renovados para lutar por esses sonhos e que contemos uns com os outros para horas boas de contemplação do sonho realizado e para as horas difíceis onde eles parecem estar distantes demais.

O CALHEV também sonha! Que em 2008 possamos ter um ano ainda mais produtivo que 2007, que possamos fazer um trabalho mais completo pelo nosso curso e colegas!!

Um forte abraço e afinal de contas, BOAS FESTAS!!

CALHEV
Gestão Unimultiplicidade

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

COREHI!

FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA

DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA – DAH/FAPA

CONVOCATÓRIA PARA O CONSELHO REGIONAL DE ENTIDADES DE HISTÓRIA – COREHI/SUL

O DAH/FAPA – Diretório Acadêmico de História RE-ATIVO/FAPA e a FEMEH – Federação do Movimento Estudantil de História, convocam os CA's e DA's de História de toda região sul a participarem do COREHI - Conselho Regionla de Entidades de História – SUL – a realizar-se no dia 15 de Dezembro de 2007 na Universidade Federal do Paraná/UFPR

ORGANIZAÇÃO: Conforme as resoluções do último conseslho regional de História , que o ocorreu no Encontro Nacional em Mato Grosso ENEH/UFMT, realizado de 02 a 09 de sembro na Universidade Fderal de Mato Grosso , convocamos a todos membros dos diretórios acadêmico e estudantes enteressado em estarem organizando o próximo encontro Reginal de História e a organizar o movimento estudantil de História da região sul. Pois as lutas que teremos que enfrentar durante o ano de 2008 como educação pública e popular, abertura dos arquivos da ditadura e as lutas com os movimentos socias so poderam ser construídas coletivamenete e com o extremo contatoentre os DA’s e CA’s.

O Conselho acontecerá no dia 15, das 10hs às 17hs, com previsão de pausa para almoço das 12:00h às 13:30h. O custeio da alimentação fica por conta de cada entidade e estudantes com o lugar a ser definido. Caso for necessário haverá estadia para os participantes do conselho.

As pautas deverão ser vencidas até o horario proposto devido ao fato de não termos alojamento para os participantes.

O local do conselho será no Centro Acadêmico de História da UFPR localizado na Rua General Carneiro, 460 – Edificio Dom Pedro I, 6º Andar , Centro de Curitiba/PR.
Campus Reitoria da UFPR.
( Rua do Mercado Municipal, em frente a rodoviária)

SUGESTÃO DE PAUTA:
Ø Informes;
Ø Organização do EREH/ 2008, UFPR/Curitiba. CAHIS/UFPR;
Ø Orgnaização da ida ao ENEH/2008, em Minas Gerais;
Ø Organização da FEMEH – SUL (articulação da comunicação com os estudantes) ;
( articular uma atividadede no inicio do semestre que congregue todos estudantes, DCE, D’As/C’As do movimento estudantil da História)

Obs: a pauta proposta poderá ser rediscutida durante o COREHI.

Portanto, existe a possibilidade de mudança, inclusão ou exclusão de pontos da mesma.

DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA RE-ATIVO - DAH/FAPA

“NÃO VIEMOS ATÉ AQUI PARA DESISTIR AGORA”

Endereço eletrônico: dahmafalda@gmail. com

Relatório do Conselho Estadual de Entidades de História - COEEHI

FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA - FEMEH/SUL

DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA – DAH/FAPA

Relatório do Conselho Estadual de Entidades de História - COEEHI

O Conselho estadual ocorreu no dia 01/12, (sábado), na casa de estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou às 11h e estendeu-se até às 16h. Contou com a participação dos representantes do diretório acadêmico da UFSM, UCS (Universidade de Caxias do Sul), UNISINOS e FAPA. Os objetivos do conselho foram estarmos organizando o movimento estudantil do estado do Rio Grande do Sul através de um contato maior entre as escolas. E trazer as escolas que estão afastadas do ME, como as do interior, em tornos das atividades da FEMEH como os calendarios de lutas com os movimentos populares, encontros estaduais, reginais e nacionais. Sendo assim, foram discutidas as segintes pautas: informes, COREEHI, EGEH e FEMEH-SUL (cominicação e atividade da femeh/sul que articule o ME da região).

Segue abaixo as pautas com suas deliberações.
Informes
· O camarada do CA/UFSM informou sobre um interdito baixado pela direção da universidade sobre os estudantes onde os mesmos estão proibidos de qualquer manifestação na universidade, podendo os mesmos serem expulsos da universidade.
· Os camaradas da UNISINOS propuseram pautas de lutas do ME que construisse uma unificação do movemento. E ressaltou a necessidade do ME também se voltar em torno de atividades que discutam a regulamentação do ensino privado.
· O DA/FAPA informou a situação do ME da faculdade onde os D’AS e o DCE estarem proibidos de passarem em sala de aula. E o plebicito a ser realizado na instituição para os estudantes decidirem sobre a passgem em sala de aul; contruibução para o ME no DOC; diminiução dos dias da semana acadêmica dos cursos, atualmente são 5 dias e a direção quer restringir a 3 dias. Medidas estas propotas pela direção, o que joga o corpo discente contra os D’As e o DCE.

COREHI.
· Tiramos uma proposta de data para o conselho regional no Paraná para o dia 15/12. Os represntantes presentes no conselho confirmaram desde já a participação no conselho de representantes dos respectivos D’As/C’As.
· A FEME/SUL fica por conseguir com a escola sede do enconcontro regional 2008/UFPR se existe um projeto do encontro para que possamo discutir estadulamente propostas para a construção do encontro.
· Houve uma proposta do compa do D’A da UFSM em relação ao regional que se formasse grupos de trabalho no encontro. Para que desta forma a organização não se sobrecarregue das atividades e também possam participar do encontro. Grupos que pudessem contruibuir na organizaçõ estrutural do encontro.

EGEH.
· A escola sede do encontro, D’A/UNISINOS, estva com dificuldade de iniciar a organização do encontro devido aos problemas de data., já que em 2008 serão raros o feriados. Em nossas discuções tirmos a data do encontro para os dias 30,31 de maio e 1º de junho ( sexta, sábado e domingo). Não tiramos datas anterior e nem posterior porque temos o regional no Parná e o encontro nacional em Minas Gerais para nos organizarmos.
· A escola sede esta se propondo construir o encontro juntamente com as demais escolas. No sentido de que todos possam construir as mesas e pautas do encontro enviando nomes de professores e mesas a serem discutidas. Para isto a escoal fica disposta receber sugestões até o final de abril de 2008.
· O DA fica de envia até o mês de dezembor um proposta de grade de atividades, que não será fechada, para que as escolas interessadas possam acresentar ou discutir pautas construindo assim coletivamento o encontro.
· O tema do encontro será “ Os 40 anos do maio do Maio de 68”. O econtro acontecerá na escola pública Pedrinho, centro de São Leopoldo.
· O valor da inscrição ficou em R$ 20,00 reais ( com certificado, alimentação e estadia). O certificado será entregue no final do encontro.
· Tiramos que as comunicações a serem apresentadas sejam voltadas ao tema do encontro. Mas isto não signica que outros trabalhos não possam ser apresentados.

FEMEH-SUL
· Em relação a FEMEH centramos o debate em torno da necessidade de fortalecer a comunição entre as univesidades da região uma vez que existem muitas escolas que desconhecem o moviemento estudantil da História e muitas outras estão afastadas por falta de comunicação.
· Tiramos um contato maior com comunidades acadêmicas que estão no orcut, e a construçãodo orcut da FEMEH-SUL.
· Construção de um periódico mensal com os informes sobre as escolas e as lutas que estiverem acontecendo na região. Para que possamos imprimir e distribuir nas universidades divulgando as lutas do movimento estudantil. O DA de Santa Maria se propos a fazer o primeiro exemplar do pereiódico.
· Construção de um blog da femeh-sul, o camarada do DA/UNISINOS se propos a construir o blog com a Debora do DA/ FAPA.
· Construção de pautas regionais que unifiquem o ME como a educação pública e popular, abertura dos arquivos e a regulamentação do ensino privado.
· Por último tiramos uma atividade cultural em março da femeh que possa trazer as universidades da região sul. A proposta é que seja um festival de bandas com carter político informativo e construtivo do movimento estudantil da história da região sul. Estão abertas propostas para esta atividade e é de estrema importância que outras escolas se envolvam além da FEMEH/SUL.

DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA RE-ATIVO - DAH/FAPA

“NÃO VIEMOS ATÉ AQUI PARA DESISTIR AGORA”

Endereço eletrônico: dahmafalda@gmail. com

Discotecagem no Stupp.Dj Marcius, Gugues e outros: - O CALHEV convida e recomenda!





Maikon K, ex-presidente do CALHEV é um dos convidados.

Vai iniciar ajeitar a agulha e apertar o play nos LP`s por volta das 22 horas.

Entre as bandas selecionadas estarão os discos de Clash, Against Me!, No Hope for the kids, Mano Negra, Bikini Kill, Tribe 8, 7 year Bitch, Wasted, Rhythm Actvism, The Plungers, This is my Fist, New Model Army, Observers, Tom Waits...

Entrada Franca

Local: Bar Stupp - Na esquina da rua João Colin com Max Colin [ Na frente da antiga Prefeitura Municipal ]

Data: 14 de dezembro de 2007.

Começa às 23 hs.

Confira!

domingo, 2 de dezembro de 2007

OBJETIVOS

Não fizemos tudo o que pretendíamos, mas fizemos várias coisas, não podemos apenas apontar as falhas né? Reuniões periódicas, Jornal Mural, Zine, CASCA´s, Cultura, Comunicação, Exposição 20 Anos do CALHEV, viagem a Porto Alegre, entre outras coisas destes seis meses!
Foram seis meses intensos, mesmo com os percalços. E esperamos outros seis meses ainda mais intensos, e com uma participação maior!
Faremos aqui uma relação dos objetivos de campanha e o que foi (ou não) feito:

- Buscar maior apoio e identificação dos demais acadêmicos com o CALHEV
Conversar no corredor, entradas em sala de aula, eventos, periódicos e outras coisas foram feitas pelo CALHEV, dispondo-se aos demais alunos do curso, procurando-os, chamando-os a participarem. Mas tudo é uma faca de dois legumes, como dizia o poeta!

- Manuteção da autonomia e postura crítica do CALHEV
Mesmo sem constantes brigas, o que não é necessário todo o tempo, o CALHEV mantém sua autonomia e postura crítica em relação ao Departamento, ao DCE e em geral. Com o Departamento e o DCE, apesar das discordâncias, a ausência de brigas proporciona um clima de discussão, o que tem dado resultados positivos para ambos os lados. A crítica, quando bem feita e bem colocada, ajuda a crescer.

- Ampliação de CASCA´s, Cine CASCA´s, Jornal Mural e Zine
Alcançado. Aproveitamos o espaço para agradecer aqueles nossos cantores e artistas que colaboraram nos CASCA´s e demais eventos, sempre que solicitados. E aqueles que ainda não o fizeram e querem, nos procurem!
E apesar de todos os pedidos e do espaço aberto, poucos acadêmicos colaboram com o Jornal Mural enviando suas produções. Mais uma vez, o espaço é aberto: desenha? Recorta? Cola? Pinta? Fotografa? Escreve? Mande para o Herzogão!

- Fomentação cultural
Através do Jornal, do Zine, dos eventos que divulgamos e dos que realizamos, temos buscando fomentar a cultura em nosso meio. Existem idéias ainda não realizadas, de eventos especiais para isso.

- Reuniões periódicas
Esse ano nossas reuniões ocorriam às segundas, no intervalo. Quando não tivemos, foi por motivos justos (outras reuniões, eventos, provas, trabalhos, turmas dispensadas, etc). No próximo ano, será escolhido um dia propício!

- Manter, estreitar e alcançar novas parcerias (entidades estudantis e movimentos sociais)
Mantivemos ligação com o MPL, em alguns momentos com CMI e Ielusc, mas nos falta muito nessa área. Só não falta vontade!

- Revitalização e ampliação do Banco de Textos
É um longo trabalho e novela de outras gestões que já iniciou e tem desenvolvido seu enredo. Outras gestões já fizeram uma pré-divisão e algo relacionado às referências. Nós organizamos (faxina mesmo!) a sala do CALHEV para torná-la mais acessível e com a organização da exposição dos 20 anos do CALHEV, esvaziamos o arquivo de ferro destinado ao banco de textos. Um começo para nossa gestão, que ainda espera chegar ao fim dessa novela!

- Participação ativa na criação de programas de intercâmbio para História
Fomos em busca, tivemos reunião com o Reitor e o pessoal do Arni. Estabelecemos contato com universidades e institutos Franceses e Portugueses, mas com o envolvimento em outras atividades e percalços na vida dos interessados envolvidos nisso, deixou-se o projeto de lado. Caso você tenha interesse, manifeste-se e o CALHEV irá lhe ajudar a correr atrás disso. Não é impossível, mas também não cai do céu!

- Reflexão sobre os rumos de licenciatura
Temos participado de algumas discussões, expressado nossas opiniões e para o próximo ano será colocado em prática o projeto do movimento de reflexão e ação, conjunto com outros CA´s de licenciatura da Univille.

- Estreitar contato com a família de Eunaldo Verdi e promover os projetos relacionados à vida de nosso patrono
Já tivemos uma ligação com D. Margareth e Tiaraju. Ela esteve presente na Exposição dos 20 anos do CALHEV, participou e doou livros e continuamos em contato com eles. O CALHEV quer realizar o sonhado projeto de um livro a respeito dele e tem discutido sobre o assunto. D. Margareth quer doar materiais, e assim, matemos o contato e viva a memória de alguém que inspira quando se fala em movimento estudantil e fomentação cultural.

PALAVRA DA DIRETORIA



Deixamos nosso material de campanha guardado quando nos elegemos, em maio, porque queríamos nós mesmos, avaliarmos o desenrolar de nossa postura e o alcance de nossos objetivos. E chegou a hora de fazermos isso com o curso. Não se trata de qualquer espécie de demagogia, e sim, da vontade de que o CALHEV seja, de fato, a representação dos seus membros. Para isso, montamos uma chapa, reunimos idéias, as expusemos e pedimos o apoio há seis meses.
Ao fim desses seis meses ficamos felizes com o que conseguimos fazer e com as pessoas que se envolveram. Mas ainda não é o bastante. Nem de atividades, muito menos de envolvimento dos membros. Está sendo um ano diferente do comum. O curso não está mais tão apático, silencioso, mas está mais retraído em suas salas, cuidando de suas próprias vidas e problemas, sem se ocupar de coisas mais além.
E não há a necessidade de nos conformarmos com isso. E nós, do CALHEV, somos especialmente inconformados. Sonhamos com um envolvimento maior, para podermos realizar mais atividades, mais atuação nos movimentos estudantil e sociais.
O curso de História é respeitado pela postura crítica de seus alunos, pela atitude e envolvimento destes. Mas, atualmente, estamos distantes de merecer este respeito. Vemos alunos conformados com o que vêem distantes, e alienados de qualquer atividade contestadora.
Nunca há unanimidade, mas ousamos dizer que estamos num dos momentos mais crítico da história do CALHEV. Em tempos onde era muito difícil expressar opiniões, lá estavam os alunos de boa aberta!
Atualmente nossa opinião deve ao menos ser ouvida, não há proibições de falar. (Sermos atendidos é outra questão, claro) Mas não existem muitas vozes empenhadas em se fazer ouvir.
Há muito mais na faculdade do que vir às aulas, pagar as absurdas mensalidades e no fim dos quatro anos ganhar um belo diploma verde. E na vida também. A realidade não precisa ser aceita. Ela pode ser contestada, podemos buscar transformá-la, fazendo nossa parte. Fazendo-nos ouvir. Mas isso exige esforço e nem todos estão dispostos a isso.
O que nós queremos com tudo isto e com esta avaliação é incluir você nisto, tentar influenciá-lo com a nossa vontade de fazermos algo por nós, pelo curso, por mudar aquilo que criticamos. Porque não basta criticar apenas por mostrar o que consideramos errado. É preciso fazer algo, sair do lugar confortável e ir em busca do que se acredita!

GESTÃO UNIMULTIPLICIDADE



Ao relermos o que escrevemos há seis meses, no período de campanha, chegamos a ficar felizes pois mantêm-se o que dissemos, e a nossa postura. A chapa reduziu-se pela metade, mas outros somam-se no caminho, e somos ainda diversos, unimúltiplos. Estilos, séries, e idéias diversas que se conjugam horizontalmente, tendo todos o mesmo tom de voz, de ação.
Pensamos nas experiências de outras gestões para potencializar a nossa atuação. Queríamos desenvolver um CA antenado ao curso, representando os acadêmicos e o curso frente à Univille, ao Departamento e aos movimentos estudantil e sociais.
Firmando a postura crítica e autônoma, nos propusemos a buscar atender de forma democrática as necessidades dos acadêmicos e do curso. Buscando também o apoio do maior número possível dos membros para promover a identificação dos mesmos com seu CA.
Seis meses depois, a postura crítica e autônoma é algo estabelecido, uma base firme de nosso Centro Acadêmico. A horizontalidade também se tornou algo praticamente natural. Existe a brincadeira com nosso ilustre presidente e responsabilidades pertinentes ao secretário e à tesoureira, mas na prática, nas reuniões, não existe ninguém subordinado ou inferior. Todos tem a mesma voz e a mesma abertura. Uns são mais quietos, outros mais falantes, mas isto não configura qualquer superioridade, pois as decisões são tomadas juntas.
E temos buscado nos “antenar” ao curso, ver gostos e idéias que agradem, que envolvam os alunos. Mas nem sempre temos sucesso. Quanto à representação, temos desenvolvido uma relação de parceria crítica com o Departamento, estando abertos às críticas deste e este às nossas. Não há uma procura dos alunos ao CALHEV para resolver problemas com professores e coisas relativas ao Departamento, possivelmente por desconhecimento dessa possibilidade e pela abertura que encontramos em nosso Departamento para fazermos isso diretamente.
Em relação aos movimentos estudantil e sociais, temos falhado, pois não temos saído dos limites da Univille para isto. Reitorias ocupadas pelo Brasil, e a maioria de nós, alheios a isso. Não deveria ser essa nossa atitude. Em relação ao movimento estudantil da Univille, estamos nos reafirmando como curso ativo e crítico através das atividades desenvolvidas pela diretoria do CALHEV. Somos membros da diretoria do Conselho de Entidades Estudantis e tivemos atuação intensa no processo eleitoral, e somos praticamente o único CA desse conselho que não está envolvido ideologicamente, fraternamente, ou outras formas, com a gestão do DCE. Somos voto vencido, dada a não-participação de outros CA´s autônomos. Somos no Movimento Estudantil da Univille, respeitados pela postura autônoma e o envolvimento intenso. Bom seria se assim fosse em relação à cidade, ao Estado, à FEMEH-Sul...chegamos lá, quem sabe!
Continuamos em parceria com alguns movimentos sociais, principalmente o MPL, mas também é pouco!
Estamos fazendo o que tem sido possível, e acreditem, o ano está puxado para todos! Muitos sonhos ainda não foram alcançados, mas “os sonhos não envelhecem” (Milton Nascimento).
Venha conosco, ainda restam seis meses e com a ajuda de mais pessoas poderemos chegar mais perto disso tudo que ainda não foi feito e das mudanças que acreditamos serem necessárias!


(e estamos vendo que com mais pessoas, o barulho é maior!)

Avalição do CALHEV

Anexaremos aqui material produzido para a avaliação do CALHEV que ocorreu na última semana :)
Os resultados serão analisados assim que nossos cérebros, após um final de ano louquíssimo voltarem a se concentrar em alguma coisa!!!!!!!!

Dia 22/11 a Gestão Unimultiplicidade completa seis meses em atividade. É hora de parar, pensar, discutir relação e fazer planos para os próximos seis meses! Muito se fez se deixou de fazer e ainda há muito pela frente.
Tivemos baixas na diretoria e o envolvimento de todos ainda é escasso. Mas isto, por pior que seja, é algo que sempre ocorre e acaba por se esperar, contudo, ainda sonhamos mudar essa situação.
Nos próximos dias iremos passar nas salas, e o que for possível no corredor, com os formulários de avaliação. Participe, seja sincero e avalie-se também.
A partir dessa avaliação queremos estabelecer novas propostas, ações e melhorar o que está indo bem. Temos feito o possível para representarmos a nós todos no Movimento Estudantil da Univille, realizarmos atividades no curso e etc., mas não é o bastante. Precisamos de você também. E não é por nós, é pelo nosso curso.
Então, aproveite para fazer sua crítica, mostras suas idéias, aquilo que acha que está faltando e venha junto buscar isso!


Gestão Unimultiplicidade

+ algumas






(algumas) fotos do dia do "Cadê?" 29/11






Cadê o DCE?

Cadê a discussão?

Cadê a planilha?

Cadê vc aqui?


(algumas) fotos do dia do "Cadê?"

sábado, 1 de dezembro de 2007

À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIVILLE



O Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi – CALHEV e o Centro Acadêmico de Letras vêm por meio desta carta aberta esclarecer e tornar público as discussões acerca do aumento da mensalidade de graduação.
Desde o dia 20 de Novembro, quando ocorreu a primeira reunião entre o Conselho de Entidades Estudantis (CA´s) e o DCE – Diretório Central dos Estudantes, com pontos de vista variantes entre conformidade e contrariedade, vinha se discutindo meios de diminuição e discussão, uma vez que o DCE foi informado de que seria pequena a flexibilidade e não haveria espaço para discussão.
Ainda nesta semana, no dia 23, tivemos outra reunião, com mais estudantes presentes, quando se estabeleceu uma comissão de representantes de 5 Centros Acadêmicos, responsáveis por coordenar a discussão e as atitudes, dependendo sempre, do aval do DCE que é o órgão competente para estes fins. Para o dia 26 ficou marcada uma nova reunião, onde a comissão, dentro de suas áreas de conhecimento, iria, junto com os demais estudantes presentes nesta reunião, discutir um documento a ser entregue, solicitando a discussão do aumento. Foi elaborado um panfleto divulgando tal reunião e o DCE se responsabilizou de distribuir. Não o fez.
No dia 26, a participação nesta reunião foi mínima, sendo que nos reunimos em sala de aula, esperando grande participação, caso tivesse sido feita a divulgação. Como encaminhamentos, foi feito o documento e seria marcada uma reunião com Pró-Reitores e Reitor para apresentá-lo. Como a Reitoria só dialoga com o DCE, acordou-se que este faria o agendamento. Sendo que há proximidade, uma vez que o reitor em exercício no dia da posse compôs a mesa de posse.
Hoje, 27, fomos ao DCE e ninguém sabia se havia sido ou não sido marcada a reunião e a disposição para tal foi decepcionante. Em resumo, discutiu-se, discutiu-se, e algumas pessoas se engajaram na luta em defesa dos estudantes. A Gestão Movimento Universitário em Defesa dos Estudantes foi omissa várias vezes, além de mostrar-se conformada com o aumento na primeira reunião. Sem contar que o Presidente do DCE afirmou que a mobilização não daria em nada, que não adiantava ir contra.
Não nos cabe neste momento julgar a postura do DCE. Faremos isso mais a frente, com certeza. O que nos move neste momento é o aumento das mensalidades. Levaremos adiante essa mobilização, e contamos com o seu apoio. Nesta quinta-feira, será a votação para o aumento das mensalidades. Os Chefes de Departamento votam. Converse com o seu, dialogue, pressione.
A reunião será às 19h30min. Estaremos nos reunindo por volta de 18h30min na área externa ao prédio da Reitoria, pois a votação será no auditório. Participe. A mobilização será pacífica e pretendemos apenas discutir e negociar esse aumento, usufruindo de um espaço de práticas democráticas dentro de uma Universidade, lutando pela permanência dos alunos em seus cursos, com mensalidades acessíveis.
Participe!

Notícias

Estamos vivenciando nos últimos dias o renascimento da mobilização estudantil na Univille, o que muito nos empolga, mas que por outro lado, é relativo à uma pequena parcela, principalmente pelo fato do DCE Gestão MUDE - Movimento Universitário em Defesa do Estudante, nada fazer pelos seus pares.

Anexaremos a seguir a carta que foi divulgada às pressas e por isto acabou não vindo para o blog, explicando os últimos acontecimentos e convidando para a mobilização do dia 29.

Foi uma noite muito significativa para o movimento estudantil.

Dois CA´s constituídos e diversos outros cursos representados lutando por um espaço de discussão do aumento das mensalidades, coisa que em uma UNIVERSIDADE não foi feita. E que segundo o reitor, tinha espaço para ser discutida com um DCE.

Questionando um DCE omisso. Que chamou reunião e se apresentou com tom de conformidade e pessimismo. Que que jogou suas responsabilidades nas costas de uma comissão que deveria acompanhar e auxiliar e "esqueceu" de algumas coisas encaminhadas, como o caso dos panfletos e da reunião que deveria ser marcada. Um DCE que achou que CA`s iriam fazer o que foi eleito para fazer no espaço da Universidade como um todo.

Questionando um DCE que tem voto no Conselho de Administração e tem seu representante que só pode ser substituído oficialmente. E que acusa os membros da comissão que foram designados para discutir o aumento na reunião que o DCE marcaria ANTES da votação com o reitor como se estes fossem os responsáveis pela sua inexistente atuação. E a reunião não marcou, não se sabe o porquê.

No dia da votação do aumento das mensalidades, o representante designado pelo exmo. presidente do DCE se omitiu na votação, representando, claro, o interesse dos estudantes.

Questionando ainda os chefes de departamento com seus maravilhosos discursos em sala e partidários, que na prática não existem. Que debocham, que dizem que a culpa é nossa por não ter um representante que vote a nosso favor.

Não elegemos esse DCE e não nos contentaremos com essa peleguice.

O aumento foi votado e a seleção natural continua. Afinal, para que gente que não pode pagar na universidade? Não pode, não faz. Oras bolas!

Mas não desistimos tão fácil! A luta é contra um DCE pelego, contra uma universidade que não abre espaço para discussão, dizendo-se democrática. Contra uma realidade que nossos professores falam, falam e falam. E não fazem.

Junte-se a nós, segunda-feira nos reuniremos no corredor de História para traçarmos as próximas atividades. É hora de se fazer ouvir!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Lembrete!

Conforme editais em sala de aula, amanhã teremos Assembléia Geral do curso, na sala do primeiro ano, às 20:30h.
Em pauta, o aumento das mensalidades. Informes do que vem sendo feito, não feito (leia-se DCE), o q será feito ainda e a participação de nossa chefe de departamento.

Contamos com todos nós!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Não fique em casa!


Prestigie! Ex, atuais e futuros proto-historiadores se apresentando!!


http://www.andes.org.br/dossie_reuni.htm#9

"Dossiê Reuni"

Blogs!

UFPR: http://forareuni.wordpress.com/2007/11/

UNIRIO: http://forareuniunirio.zip.net/

UNIFESP: http://www.ocupeunifesp.blogspot.com/

UFSCAR: http://ocupacao.blog.terra.com.br/

UFSC: http://ocupacaoufsc.livejournal.com/

UFRJ: http://www.ufrjocupada.blogspot.com/

UFF: http://www.ocupacaouff.blogspot.com/

UFPE: http://ocupaufpe.blogspot.com/

UFES: http://ocupaufes.wordpress.com/

UFBA: http://ocupacaoufba.blogspot.com/

FSA: http://www.ocupacaofsa.blogspot.com/

UFC: http://www.ocupacaodaufc.blogspot.com/

UNIR: http://www.ocupacaounir.blogspot.com/

UFRURAL - RJ: http://ocupacaorural.blogspot.com/

Blogs!

A FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA CONTRA O REUNI! TODO APOIO ÀS OCUPAÇÕES DE REITORIA!

Os estudantes de história do Brasil, no último Encontro Nacional identificaram no REUNI um grande inimigo. Como parte do projeto de Reforma Universitária do Governo de Lula, o Decreto intitulado "Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades" vem desferir mais alguns golpes contra a educação pública brasileira.

Em 2001, o Banco Mundial publicou um documento com "recomendações" para educação superior Brasileira. Nele constavam algumas diretrizes que deveriam ser seguidas pelo Governo, para que se concretizasse no país o plano de fortalecimento do Mercado da Educação, inclusive com larga fatia para ser abocanhada pelas multinacionais. Isso passava, evidentemente, pela desresponsabilizaçã o do Estado com este setor e para o conseqüente aprofundamento do programa neoliberal no país.

As principais "'sugestões" do Banco Mundial eram:
1) Que o Estado Brasileiro reduzisse seus "gastos" com educação superior, uma vez constatado que nosso país era um dos que mais dispendia seus recursos neste setor. Vale lembrar que menos de 10% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos estão cursando universidades, sendo que destes somente 20% estão nas universidades públicas...

2) Que o Ensino Superior Público brasileiro começasse a cobrar mensalidades e abandonasse o princípio de gratuidade

3) Que o financiamento das Universidades Públicas se desse com critérios de desempenho institucional e de acordo com a adesão aos programas governamentais, eliminando o princípio da autonomia universitária

O REUNI, a nova cartada do Lula-neoliberal, implica em expansão inconseqüente das universidades federais sem recursos adicionais, sem contratação de mais professores, sem infra estrutura adequada, sem políticas de permanência estudantil. Ou seja, significa a precarização da universidade, disfarçada de democratização do acesso. Afinal, sem permanência estudantil não há democratização do acesso. Sem contratação de professores e infra estrutura adequada, não há ensino de qualidade.

Fora isso, as mudanças curriculares impostas pelo REUNI, baseadas na proposta demagógica da "Universidade Nova", são extremamente nocivas para a qualidade das universidades. A implementação do Bacharelado Interdisciplinar implica em uma formação generalista de jovens que estará condizente com a demanda de mão de obra para o mercado. Um suposto período de aprofundamento na formação acadêmica só será alcançado por poucos, por aqueles que atravessarem um outro obstáculo sócio-econômico. O REUNI institui mestrados e cursos profissionalizantes após o Bacharelado Interdisciplinar, com menor número de vagas, o que impõe um novo processo seletivo, um segundo vestibular.

Por fim, as universidades que aderirem ao programa receberão uma quantia a mais de recursos, o que implica na redução de recursos de outras universidades, dado que o montante total para a educação superior não aumentou, apenas será repartido de maneira injusta entre as instituições. A autonomia universitária é eliminada, e os Conselhos Universitários acabam funcionando como correia de transmissão das políticas governistas, aprovando o REUNI automaticamente e sem discussão com a comunidade.

É por estes motivos que o REUNI vai contra um projeto de educação pública, gratuita e de qualidade, reivindicado historicamente pelos movimentos sociais da educação! Os estudantes de História, representados pela FEMEH, apóiam todos os processos de luta contra o REUNI, pois todos os instrumentos devem ser empregados em defesa de uma universidade autônoma, democrática e de qualidade! E o Governo Federal será desmascarado pela luta dos estudantes, professores e funcionários que não se rendem e não se vendem !

Por uma UNIVERSIDADE autônoma e democrática!
Pela expansão de vagas nas universidades públicas com qualidade, recursos e permanência estudantil!
Em solidariedade às greves e ocupações de REItorias contra o REUNI!

Coordenação Nacional da Federação do Movimento Estudantil de História - FEMEH

Reuni?????

Pois é, estamos ouvindo falar disso, e por mais que a realidade seja diferente da nossa, precisamos estar antenados ao que acontece. A partir desse post, e alguns em diante, vc ficará sabendo do que está acontecendo nas Universidades Federais pelo Brasil...

Segue material recebido por email, da Coordenação Nacional da Federação do Movimento Estudantil de História - FEMEH. Leia, visite os blogs. Não é com você, mas é com nossos iguais.
O CALHEV se solidariza com os grupos e as as ações de ocupação que vem sendo realizadas, sendo a favor da luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Não temos gratuidade em nosso ensino, pois não há universidade federal na nossa cidade, e a "expansão" da universidade federal em Joinville atende somente aos empresários que precisam de mão-de-obra qualificada. Nada de licenciaturas. Essa é outra luta e precisamos estar junto com outras universidades na luta pela educação em nosso país.

Saudações em luta!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Carta de Apoio

No dia 31 de Outubro ocorrerá na UNIVILLE a próxima eleição para o comando do DCE. Esse ano três chapas resolveram se inscrever a fim de pegar a batata quente do movimento estudantil. A atual gestão MUDE está tentando sua reeleição, há uma outra chapa contando com a participação de um acadêmico do primeiro ano de História, e uma terceira chapa que também tem um representante do nosso curso.
O CALHEV em uma reunião extraordinária discutiu se deveria apoiar alguma dessas frentes. Decidiu apoiar a chapa Independência e Luta, e os motivos serão enumerados na seqüência.
Há alguns anos, o CALHEV vem lutando contra algumas pessoas que se envolvem no movimento estudantil com o único propósito de usa-lo em benefício pessoal ou trampolim político. Quase sempre para as duas coisas. Esse movimento sempre contou com a participação de outras CA’s, e sempre foi uma luta muito complicada. Surpreendentemente, nessas eleições a chapa I9 se aliou justamente com esses elementos, com o intuito de chegar a presidência do DCE com a chapa I9. Até que ponto alguém que se alia com pessoas sem ética consegue ser ético?
A chapa MUDE passa por problemas semelhantes. Alguns apoios cerceados pela chapa não trazem ao CALHEV a mínima confiança, já que têm um histórico no mínimo duvidoso quanto a sua preocupação com o movimento estudantil. Fora isso, ainda mantemos uma postura crítica quanto ao que foi esse ano de mandato, acreditando que se as prioridades fossem outras, muito mais coisas poderiam ter sido feitas, beneficiando mais diretamente todos os estudantes do nosso “Universo”.
Desse modo, decidimos apoiar os concorrentes da chapa Independência e Luta. Têm base no Movimento Passe Livre, não fizeram conluios eleitorais e já está na hora de tirar o DCE das mãos de partidos políticos. Conhecemos alguns de seus integrantes e sabemos que as intenções são as melhores, além dos princípios desta chapa serem praticamente os mesmos do CALHEV: independência, horizontalidade, postura crítica, ação efetiva, entre outros.
Dia 31 vote ! A movimentação estudantil é muito importante e um ensino de qualidade ultrapassa as paredes das salas de aula. Traga documentos com foto, procure as urnas e vamos tentar fazer da UNIVILLE um “Universo” melhor, com mais vida e com mais movimentações.

Gestão Unimultiplicidade

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Darci de Matos quer isentar empresas de transporte de impostos



Em um momento de "consciência" sobre o problema do transporte coletivo, os vereadores de Joinville aprovaram uma moção de apoio ao deputado estadual Darci de Matos (DEM, ex-PFL). Os elogios feitos a Darci se devem por conta de um
projeto de lei na Assembléia Legislativa que deixa de cobrar os impostos sobre o óleo diesel nas empresas de transporte coletivo de Santa Catarina. A idéia de Darci é baixar as tarifas com a isenção de impostos.
Além de dar uma folga aos empresários no quesito impostos, Darci quer ficar com uma boa imagem com a população mais pobre. Afinal de contas, ele é candidato declarado à prefeitura de Joinville. Darci declarou que, com a medida, as tarifas poderão ser reduzidas em cinco centavos.
Por conta desta "grande contribuição" para o bolso de querm paga ônibus, os vereadores joinvilenses fizeram uma
rasgação de seda ao futuro candidato na sessão de ontem na Câmara. A idéia de homenagear o nobre deputado veio da pessoa mais cotada para ser o vice na chapa de Darci, o presidente da Câmara, Fábio Dalonso (PSDB).
Zulmar Valverde (DEM), do mesmo partido de Darci, descobriu ontem, por acaso, que milhões de pessoas não conseguem ter acesso ao transporte coletivo no Brasil. “É preciso chamar a atenção dos governos para a redução e isenção de impostos”, conpletou sabiamente. Outro vereador que foi na onda foi João Luiz Sdrigotti (PMDB). "A classe operária fica impedida de utilizar os ônibus". Outra novidade.
Sdrigotti disse que são necessárias outras isenções como a do IPVA, na compra do combustível para baratear o valor do transporte coletivo. O vereador Odir Nunes (DEM) elogiou a frota de ônibus de Joinville e afirmou que o projeto tem visão voltada para o social. Já Adilson Mariano (PT) criticou a iniciativa e disse que, desta forma, o governo estará financiando o lucro dos empresários.
A opinião do Movimento Passe Livre

Isentar empresas ricas e poderosas dos impostos que elas devem pagar não é a maneira mais correta de baixar a tarifa. Caso o projeto de Darci de Matos seja aprovado, irão acontecer algumas situações:
1) O governo terá menos dinheiro para investir em saúde, educação, segurança e outros serviços básicos, o que é prejudicial.2) Empresas que nadam em dinheiro e exploram o sistema de transporte coletivo ganharão mais fôlego para continuar tendo lucros altíssimos e ainda ficar de boazinhas na história.
3) Poderá ser retirado cinco centavos das tarifas atuais. Em Joinville, isso significa passar de R$ 2,05 para R$ 2,00. Não é grande coisa para o usuário, mas para o empresário, é a garantia de muito dinheiro.

O que deve ser feito

Ao invés de financiar o lucro das empresas, o governo deve financiar a tarifa de quem precisa pegar ônibus.
O governo deveria criar mais impostos sobre a parte mais rica da população. Bancos e mansões de luxo poderiam sofrer um grande aumento no IPTU. Carros de luxo também poderiam ter mais impostos. Tudo isso, junto ao dinheiro de multas e outras cobranças, poderiam criar um fundo municipal de transportes.
Com esse dinheiro, o governo poderá financiar o passe livre para a população garantir um transporte coletivo público de verdade, fora da iniciativa privada.

Os paradigmas, os transportes urbanos e a Tarifa Zero - Por Lúcio Gregori

Os paradigmas são , em geral de difícil mudança. Na Ciência em que pese essa dificuldade, existe todo o aparato da demonstração matemática e empírica que garante a mudança. Mesmo assim, são clássicos os exemplos de Copérnico, Galileu e outros, vítimas à sua época de preconceitos, chistes e mesmo condenação moral ou religiosa.Quem hoje teria condições de defender o geocentrismo ou a invariância do tempo?
Como disse Eric Hobsbaun, historiador com seu humor tipicamente inglês em um dos livros mais recentes: A humanidade é muito conservadora. Afinal o que restou de concreto da sanguinária Revolução Francesa não foram propriamente a liberdade, a igualdade e a fraternidade, mas... a adoção no ocidente do sistema métrico decimal!
Da Revolução russa de 1917, não o comunismo mas...a adoção pelos russos, do calendário Gregoriano ao invés do Juliano!
Eu acrescentaria sendo apenas irreverente e parafraseando Shakespeare; muito barulho por quase nada!
Que dizer então dos paradigmas sócio-econômicos? São de mudança muito mais difícil. Não digo a mudança geral da sociedade mas de pequenas mudanças , digamos, setoriais.
É assim com os transporte urbanos.O paradigma existente diz que o transporte urbano é serviço público, mas é tarifado.De todos os serviços públicos municipais, o único que é pago no ato de sua utilização é o serviço de transportes urbanos.
De resto, uma contradição: se o serviço é público, não pode ser pago quando de seu uso. Ele é privado para aqueles que fazem tal pagamento!
A ninguém, pelo menos por enquanto, passa pela cabeça pagar matrícula e mensalidade na escola pública ou pagar procedimentos médicos ambulatoriais ou cirúrgicos nos serviços públicos de saúde, ou mesmo pagar a coleta de lixo no ato de sua utilização.
A ninguém também, infelizmente, passa pela cabeça andar de ônibus sem nada pagar quando de sua utilização!
É o paradigma existente e para sua defesa não faltarão os argumentos da indivisibilidade de alguns serviços públicos, a distinção entre serviço público ou de utilidade pública e assim por diante.Em palavras simples, não faltarão argumentos pseudo objetivos para justificar tal contradição.São pura enrolação.
A Tarifa Zero é o nome que teve um projeto do governo de Luiza Erundina em 1991. Propunha a criação de um fundo de transportes, que receberia todo o mês 25% das receitas da prefeitura e assim pagava o serviço de ônibus urbanos da cidade de São Paulo. Os usuários nada pagariam quando da utilização dos ônibus.
Para a constituição de tal fundo, foi necessário propor uma reforma tributária.Esta teve como fundamentos dois princípios: - Os maiores beneficiários dos transportes urbanos, são as empresas que através desse serviço, tem garantida a presença dos trabalhadores nos locais de emprego, e, pois, ao contrário do sentimento já introjetado no raciocínio, dos subalternos, de que os grandes beneficiários do transportes são eles e que portanto devem pagar por isso, conforme o paradigma vigente. - A reforma deveria ter como eixo o entendimento de que, quem tem mais paga mais, quem tem menos paga menos e quem não tem não paga.Era uma reforma para implantação de impostos fortemente progressivos e não regressivos, como em geral no Brasil.
Não era possível estabelecer uma taxa transportes, maneira mais direta de contemplar recursos para o fundo, pois a criação de impostos ou taxas é iniciativa exclusiva do parlamento nacional.
Os impostos que sofreram alterações mais radicais , seguindo os princípios acima , foram o IPTU e ISS. A reação ao projeto foi típica da reação a alterações de paradigmas. De um lado os interesses econômicos, que nunca estão dispostos a pagar o preço que lhes é devido na sociedade, sobretudo em relação aos serviços públicos.
De outro lado, as classes médias ditas cultas, as associações de classes a elas estreitamente ligadas e a mídia. Em todos os casos a estratégia era a de desqualificação do projeto.

“Os ônibus serão invadidos por vagabundos e bêbados que não têm o que fazer“. “Haverá depredações pois não se dá valor ao que não se paga”.
“Pobres inquilinos que terão de arcar com um altíssimo IPTU”. “Haverá um aumento geral dos preços pois o aumento de impostos serão repassados aos mesmos”.

O trabalhador não precisa de ônibus de graça mas sim de ganhar um salário que lhe permita ter um transporte de boa qualidade, foi o que disse à época Luís Inácio Lula da Silva. No governo e no PT, então partido da prefeita, a quantidade de reações contrárias foi enorme. Poucos secretários e membros da cúpula do governo abraçaram o projeto.
Especialistas em transportes e urbanismo viram diversos fantasmas na proposta, desde sua inviabilidade técnica ( o que é uma bobagem), até a idéia de que isso subverteria o uso do solo, estimulando o periferização da cidade, dada a gratuidade dos deslocamentos, etc...etc...
O que se pode dizer que a tarifa zero, ” muda tudo”, e é essa sua intenção. Com ela , finalmente se poderá ter a garantia do ir e vir da Constituição Federal. Com ela, finalmente, se terá, para os subalternos a liberdade de deslocamento, hoje privativo dos que tem automóvel e renda para usá-lo sem limites. Não é por outra razão que o automóvel tem o apelo quase mítico em possuí-lo. Com ela, se pode propor uma reforma tributária municipal “p’ra valer”.
Impossível falar sobre todos os aspectos e contradições evidenciados pela tarifa zero em um simples texto.
Além do potencial de revolucionar os transportes urbanos e assim a mobilidade de todos os moradores das cidades, ela tem um conteúdo de entendimento político que permite perceber com uma clareza impressionante, as verdadeiras travas, sejam políticas, econômicas, ideológicas, comportamentais, de valores introjetados etc... que impedem qualquer transformação mais profunda na sociedade brasileira.
No livro “Um governo de esquerda para todos”, Paul Singer, secretário de planejamento da prefeitura à época e um dos poucos secretários que defenderam ardorosamente o projeto, o leitor interessado poderá achar informações detalhadas sobre o projeto.
Em tempo. O projeto de 1991 não foi votado pela Câmara de Vereadores.
Pesquisa de opinião feita pelo Instituto Toledo deu como resultado que cerca de 70% dos entrevistados tinham entendido o significado da proposta enquanto reforma tributária e conseqüente gratuidade dos ônibus e aprovavam o projeto.
Nem tudo está perdido!

Amanhã é dia de atualizar o Herzogão e distribuir o zine! Então confira aqui algumas coisas que estarão neles!

Nas últimas gestões o CALHEV tem se relacionado com alguns movimentos sociais na cidade e tem buscado interagir de forma efetiva no contexto em que está inserido. Dentro disto, o estreitamento de laços com esses movimentos. Esta edição de Jornal Mural (e conseqüentemente do Zine e do blog) é ação resultante dessa interação.
Você lerá artigos relacionados às lutas do MPL – Movimento Passe Livre, enviados por membros do MPL em Joinville. No dia vinte e seis de outubro (sexta-feira que vem) acontecerá a 3ª Edição do Dia Nacional de Luta Pelo Passe Livre. As atividades vão ocorrer em mais de 20 cidades, em todo o país, em vários estados.
Aqui em Joinville, a manifestação ocorrerá na Praça da Bandeira, às 17:30h. Além da manifestação, ocorrerão outras atividades. Incluído na programação, o CINE CASCA, realizado nesta terça, dia 16, em parceria com o CALHEV, na Univille.
Com o material exposto em nossas publicações, com o CINE CASCA e com a parceria em relação ao MPL, queremos lutar juntamente por um direito que temos que é sempre deixado de lado pelos governantes.
Esperamos que você leia com atenção, e estamos com a reunião aberta para sua participação e discussão desse tema! O MPL possui um blog, que está indicado, onde você pode se informar melhor se assim quiser, e participar das reuniões e manifestações!

Gestão Unimultiplicidade

CONVITE!!! CINE CASCA 16/10




O Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi - CALHEV em parceria com o Movimento Passe Livre - MPL/Joinville realizará o CINE CASCA com o objetivo de discutir a realidade do transporte coletivo na cidade de Joinville e Brasil, principalmente, na construção da luta pelo passe livre estudantil.

E, nesse ensejo, convidar os estudantes para participarem da manifestação do dia nacional de luta pelo passe livre, 26 de outubro de 2007.

Será apresentado o documentário "A Revolta da Catraca" realizado pelo Coletivo Sarcástico de Florianópolis em 2005, e tem duração de 28 minutos.


Dia 16/10 (terça) às 18h na sala A201 - Univille.


NÃO PERCA!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Mande você sua produção para cá também!

A morte de João: uma cabra que continua na história

Por: Israel A. Gonçalves

João Pedro Teixeira, não consta que tenha freqüentado escola, nem que fosse hábil em algum idioma, era pobre, negro e tinha uma vontade, a mesma de muitos brasileiros, de ver em seu país justiça social, desejo prosaico, fruto de uma alma grande. Sua história, diferente de muitas, foi registrada em um documentário chamado: Cabra Marcado para Morrer, dirigido pelo então jovem cineasta Eduardo Coutinho em 1962, período que participava de uma equipe de estudantes da UNE que registrava as lutas sociais no nordeste brasileiro.


João Pedro fundou em 1958 à Liga Camponesa em Sapé, Paraíba. O seu meio social era marcado pela extrema exploração dos empresários da terra e pela miserabilidade do camponês, resolveu, com muita coragem e esperança, junto com outros trabalhadores criar uma associação que representasse os camponeses.


A primeira reivindicação foi um caixão, pois os camponeses sequer tinham condições de enterrar seus mortos, pegavam emprestado um ataúde na prefeitura da cidade. Por essas e outras reivindicações a associação passou de um grupo para milhares, chegou a contar com mais de vinte mil camponeses. Os latifundiários ao notarem a organização dos trabalhadores resolveram agir. Em um país sem lei, João Pedro foi assassinado por policiais a mando dos coronéis do sertão em dois de abril de 1962, levou três tiros pelas costas, o mandante do crime nada sofreu, todavia as idéias de João Pedro já estavam semeadas. Elisabeth Teixeira, sua esposa continuou a luta, junto à associação. Ela teve com João onze filhos, três foram assassinados e uma de suas filhas se suicidou, pois não agüentou ver sua mãe ir presa brutamente por policiais. A repressão piorou com o golpe militar em 1964, os dirigentes da associação foram perseguidos, presos e torturados de forma indiscriminada, por existir um suposto núcleo comunista em Sapé, algo que nunca existiu. Elisabeth teve que mudar de identidade e de cidade, foi para São Rafael - Rio Grande do Norte para não morrer, ficou dezessete anos na clandestinidade, sem ver seus filhos crescerem, pois não tinha condições de criá-los.


Ela não desistiu, com o ensino primário incompleto, ensinava crianças pobres a ler e a escrever em um casebre improvisado pelos moradores e também participava do sindicato local. Elisabeth continua na luta, através de palestras no MST, nas universidades de todo o país e nas passeatas pela reforma agrária.


As histórias de vida dessas pessoas devem servir como incentivos às lutas diárias contra as explorações. As transformações de um país se fazem pelas mudanças de hábitos dos indivíduos que compõem a nação, indiferente de sua escolaridade, idade, sexo, religião, cultura e etnia.
Lembro o saudoso Paulo Freire que escreveu “Na história se faz o que se pode e não o que se gostaria de fazer. Uma das grandes tarefas políticas que se deve observar é a perseguição constante de tornar possível amanhã o impossível de hoje".

Israel A. Gonçalves é professor de História. E-mail: educa_isra@yahoo.com.br

40 anos sem Che

Jornada 40 anos sem CHE

dia 04/10 - quinta-feira - 19h

Filme - Diário da Motocicleta

Local: CDH(rua Placido Olimpio de Oliveira, 660 - Bucarein)

dia 05/10 - sexta - 19h

Papo Cabeça - CHE, Juventude e Socialismo

Jeferson Forest - Juventude PT (Blu) e Robson Cunha - Juventude PDT (Jlle)

Local: Gabinete Dep. Carlito (av. Procopio Gomes, 558 - Bucarein)

dia 06/10 - sábado - 11h30

Encontro com CHE na PraçaMúsica, teatro e mística

Local: Praça do Mercado

Organização: Secretaria de Movimentos Populares do PT

Contatos: 8829-6510 (Douglas) 8819-8876 (Alex) 8827-5468 (Vilmar)

Palestra Direitos Animais: a última fronteira ética - o CALHEV recomenda!

Com o intuito de fomentar o diálogo sobre a ética com relações aos animais, o Instituto de Pesquisas Interdisciplinares para a Paz - InterPaz e a Sociedade Mundo Vegan promovem no próximo dia 6 de outubro a palestra de Laerte Levai, cujo tema é Direitos Animais: a última fronteira ética . O palestrante é Promotor de Justiça em São José dos Campos - SP, onde atua a favor dos direitos animais. É autor do livro Direitos dos Animais e de diversos artigos sobre o tema.

No local, os participantes serão contemplados com a exposição de obras de arte do pintor Fabrício Macedo Silva, promovida pelo InterPaz e pelo Vincianos de Joinville .

Local: Câmara de Vereadores de Joinville - Rua Hermann August Lepper, 1100 Bairro Saguaçú
Horário: 16h
Entrada Franca

Após a palestra, convidamos todos a saborear um delicioso jantar vegano e com alimentos orgânicos!

Local: Restaurante Empórium - Rua do Príncipe, 777 Centro
Horário: 19h
Valor: R$ 12,00
Reservas para o jantar podem ser feitas com Daniela pelo e-mail
dani_rosendo@terra.com.br ou pelo telefone (47) 99354483.

Cordialmente,
Sociedade Mundo Vegan

E agora, José?

A exposição passou, novos projetos...mas o blog não pode parar! Logo teremos o material da exposição disponível aqui!

Enquanto isso, a vida segue!

E nós continuamos pedindo! Mas desta vez é um pedido que estamos fazendo por outra pessoa, sempre com um bom motivo!

O Departamento está arrecadando, juntamente com o ex-aluno José Teixeira Chaves livros de Literatura e Literatura-infanto-juvenil para o ex-aluno Flávio Sprícigo está morando e lecionando em Rondônia, e a escola ainda não tem biblioteca. A Eucatur (empresa de ônibus que vai de Jlle à RO) levará os livros sem custo.

Portanto, leve ao Departamento sua colaboração até dia 5!

Está em cima da hora, mas você ainda pode colaborar! Nós também vamos!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007


O CALHEV – Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi, da Univille, convida para a Exposição “20 anos de Movimento Estudantil: História conta a sua história” que será realizada entre os dias 25 e 28 de setembro, na próxima semana.

A exposição foi elaborada a partir de levantamento de dados sobre as gestões, exposição de fotos, documentos e memórias de egressos. É O resgate histórico de uma entidade representativa de forte atuação no movimento estudantil da Univille e uma das mais antigas da cidade. Assim, procuramos influenciar os outros na continuidade da buscas de melhorias do ensino, integração dos acadêmicos e a participação dos mesmos na academia e na sociedade que os cerca.

A abertura da exposição ocorrerá no dia 25 próximo, às 19:30h no Anfiteatro do Colégio da Univille com apresentação musical e mesa redonda, seguidos de coquetel no Aquário, local da exposição. Em anexo, um cartaz de divulgação.

Gestão Unimultiplicidade

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pequenas famílias, grandes negócios

Liberdade de expressão e liberdade de imprensa são discussões que, por natureza, causam polêmica, confusão e múltiplas opiniões. As duas discussões também são, na maioria das vezes, levadas com simplismo, senso comum e falta de informação. Hoje, é comum ver os meios de comunicação extrapolarem os limites de toda e qualquer responsabilidade sobre seus atos. Os abusos não são punidos por causa da "liberdade de imprensa", que nos últimos tempos, virou escudo e valor absoluto para empresas de comunicação cometerem crimes, divulgarem mentiras deslavadas e influenciar, não completamente, a opinião das pessoas.
Exemplos disso temos aos montes. Um dos mais recentes é o caso da Radio Caracas de Televisión (RCTV). Toda a imprensa brasileira mostrou apenas uma versão da história. Chávez é um ditador, fechou o maior canal de TV da Venezuela, a sociedade fez imensos protestos contra o fechamento.
Na realidade, não houve fechamento de canal nenhum. O que aconteceu foi simplesmente a não renovação da concessão da TV. Concessões de TV e rádio não são e não devem ser eternas.Tanto é verdade que a RCTV continua operando em canal fechado.As concessões de TV pertencem, querendo ou não, ao estado. Por isso são concessões, pois os governos emprestam as ondas do espectro magnético para os canais operarem. Cabe unica e exclusivamente ao governo vigente decidir se renova ou não uma concessão, dependendo da legislação de cada país.
Sem falar que a imprensa não divulgou que a RCTV ajudou a seqüestrar Hugo Chávez no golpe que ele sofreu em 2002. A intenção era assassinar Chávez, enquanto as emissoras de TV divulgavam que ele havia renunciado. Foi a CNN em espanhol que deu "o furo" dizendo que Chávez havia sido sequestrado. Isso levou o povo venezuelano para as ruas, e o golpe foi um fracasso.
A questão, de qualquer forma, não é defender ou atacar o governo da Venezuela. O problema aí é a que a legislação brasileira é muito parecida com a venezuelana neste ponto, ou seja, as concessões podem não ser renovadas. E a concessão da Globo e da maioria de suas afiliadas vence justamente neste ano: 2007. Deu pra sacar a preocupação?
Se estamos fazendo esta análise de uma perspectiva legalista e democrática, a liberdade de imprensa jamais poderá contrariar o que a lei prevê. Então perguntamos: como é que ninguém respeita as leis de comunicação no Brasil? Como se divulga na imprensa detalhes de processos que tramitam em segredo de justiça? Como a imprensa divulga relatórios secretos da Polícia Federal? Como é que se desrespeita a legislação internacional sobre acidentes aéreos e se divulga a transcrição das caixas pretas do AirBus da TAM?
Sem falar, é claro, que os meios eletrônicos são controlados por políticos. A Rede Bahia, filiada da Globo, é controlada pela família Magalhães. Os Magalhães ocupam cadeiras nos Senado e na Câmara Federal.Legalmente , são proibidos de possuir concessões de rádio ou TV. Mas eles tem. O relatório do professor da UnB Venício Lima (disponível em
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=443IPB004 ) mostra claramente como os meios de comunicação são controlados por boa parte dos deputados federais e senadores, o que é altamente ilegal, de acordo com a Constituição Federal.
Isso significa que não é possível discutir liberdade de imprensa no país enquanto os meios de comunicação estiverem concentrados nas mãos de políticos e de pequenas famílias. Não há como haver liberdade de expressão num contexto de oligopólio da radiodifusão. Se os políticos são donos das TVs e das rádios, a imprensa eletrônica abordará apenas os temas de interesse do dono. O poder que possui uma emissora de TV é estrondoso. Mecanismos de controle público (e não estatal) deveriam ser instalados para fiscalizar a imprensa. Conselhos de espectadores com representantes de todas as áreas: governo, empresas, sociedade civil organizada. Isso acontece em qualquer país da europa, onde a comunicação é regulamentada (e não censurada) por conselhos e outras organizações comunitárias.
Enquanto isso, a imprensa vai continuar com seus descalabros país afora. A discussão de liberdade de imprensa está ligada umbilicalmente ao direito à comunicação e a democratização dos meios de comunicação.
Eduardo Guimarães, estudante do curso de Comunicação Social do IELUSC

SOBRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO...

Liberdade de expressão é o direito de se manifestar opiniões livremente. A liberdade de expressão é um conceito considerado freqüentemente integral nas democracias liberais modernas para eliminar a censura. O discurso livre é também apoiado pela Declaração Internacional dos Direitos Humanos, especificamente sob o artigo 19 da declaração universal dos direitos humanos e o artigo 10 da convenção européia de direitos humanos, embora esse direito não seja exercido em vários países. A liberdade de expressão é benéfica a qualquer sociedade porque permite a participação de todos através do direito de apontar erros, reclamar, sugerir ou criticar.
O direito à liberdade da expressão para a maioria não é considerado ilimitado; os
governos podem proibir determinados tipos prejudiciais de expressões. Sob a lei internacional, as limitações no discurso livre estão restritas à um rigoroso teste de três critérios: ser baseados na lei, perseguir um objetivo reconhecido como legítimo, e ser necessário (isto é, ter um propósito) para a realização desse objetivo.
Dentre os objetivos considerados legítimos está a proteção dos
direitos e da reputação de outros (proteção contra a difamação, calúnia ou injúria), e a proteção da ordem, da segurança nacional e do público, da saúde e da moral. As opiniões variam extensamente entre povos, nações e culturas diferentes a respeito de quando a limitação do discurso livre se encontra com estes critérios.
A liberdade de comunicação e expressão é muito útil e para o nosso bem, da mesma forma que comer, adoçar, temperar, trabalhar, descansar, etc, são igualmente úteis e importantes na vida de qualquer pessoa. No entanto, não podemos esquecer que: se exagerarmos em qualquer uma dessas coisas, elas tornam-se prejudiciais e danosas.”

Texto retirado do artigo sobre “ Liberdade de Expressão” de Valvim M Dutra, professor do Ensino Médio e autor do projeto “Renasce Brasil” -
http://www.renascebrasil.com.br

Vamos admitir: sua política é um saco!

1 - A mobilização do movimento estudantil universitário da UNIVILLE, especificamente, nos últimos cinco anos, período em que detive proximidade e participação, se caracterizou por, uma nova eleição a cada ano para o Diretório Central dos Estudantes (DCE), sendo que as alterações ocorreram somente nos títulos da chapas inscritas e algumas propostas.
Os (as) participantes eram (e são) as "figurinhas" de sempre, geralmente buscando a ampliação de possíveis eleitores para as eleições que ocorrem a cada dois anos (municipal, estadual e federal). Ou seja, a necessidade básica não era (e continua não sendo) os interesses da classe estudantil, assim deixada para segundo plano,aà meta era (e é ) o fortalecimento do PT, PSDB, PcdoB, PMDB, DEM e diversas outras agremiações político partidárias. Afirmando assim uma prática "silenciosa" de que a participação política transcorre somente nos Partidos Políticos e no fortalecimento destes com nossa "colaboração."

2 - Permanece a prática do "esquecimento", de negligenciar as potencialidades criativas, críticas e de quebra da ordem de manutenção do movimento estudantil universitário como um braço dos Partidos Políticos. Podemos notar essas características, quando no segundo semestre de 2003 a Reitoria encaminhou ao CEPE uma proposta de aumento de mensalidade, enquanto isso o DCE, com a gestão ‘Jornada Acadêmica’ manteve-se em silêncio, sendo assim os C.A´s vivos e críticos pressionaram o DCE para chamar uma Assembléia Geral, onde diversas vozes foram ouvidas e diversos encaminhamentos foram tomados, mesmo com resistências da direção do DCE.
Manifestações, debates e ações ocorrem inclusive à ocupação do prédio da reitoria no dia 30 de outubro de 2003, dia que acontecia a reunião do CEPE para votar o aumento das mensalidades. Os reflexos da ocupação os valores de proposta da universidade foi reduzida e 4 estudantes passaram a sofrer um processo administrativo por suposta “liderança’’ do movimento e responsabilidades dos donos ‘materiais’. No transcorrer do processo administrativo nada foi provada pela universidade de culpas aos estudantes, foram momentos que ficou visível o desconhecimento da UNIVILLE em relação ao movimento estudantil e também da prática democrática radical. Enquanto transcorria o DCE mantinha-se calado. Dessa maneira potencializou a sua derrota no processo eleitoral no ano seguinte, agosto de 2004, assim entrou a gestão ‘DCE é para lutar!’.

3 - A gestão ‘DCE é para lutar’ chegou à frente do DCE com a proposta de embate direto com a administração da UNIVILLE, principalmente para inserção do debate de que o acesso ao ensino universitário é um direito de todos/as, sendo que a direção do DCE eram os agentes desse embate. Felizmente, dentro dessa velha prática da ‘esquerda` de centralizar o poder na mão de pretensa ‘vanguarda’, ocorreu um canal aberto para participação dos/as estudantes, dessa maneira estudantes de cursos como: Letras, Engenharia de Produção mecânica, História e Ciências biológicas. Os/as estudantes do cursos apontados não tinham uma ligação direta às idéias e práticas de ‘vanguarda’ da gestão ‘DCE é para lutar’, mas aproveitaram uma certa abertura e articularam a criação de diversas atividades no campo da política radical por meio das expressões culturais.

4 – Nesse contexto organizou-se a criação de um espaço cultural, aproveitando a grande quantidade de salas para reuniões na sede do DCE. O Espaço Cultural chamou-se 30 de Outubro, uma referência a luta dos/as estudantes na busca da redução das mensalidades e democratização ao acesso ao ensino superior universitário. O espaço contava com a capacidade de 30 pessoas sentada. Por lá, aconteceram as mostras semanais em dois horários do “CINE-DCE” onde eram exibidos filmes fora do eixo comercial, que majoritariamente não circulam nas salas de cinema da cidade. Palestras sobre os mais variados temas, desde realidade do movimento estudantil no Canadá a situação das mulheres e outras.
Outro ponto importante é que nos primeiros meses de 2005, três estudantes universitário de Quebec- Canadá passaram a fazer estágio em Joinville e conhecer o desenvolvimento e aplicação do direitos humanos na cidade. Ocorreu uma aproximação com os três, Gabriel, Mari-Eve e Félix, o último citado é um criador de curtas metragens de animação, logo, ele se ofereceu para pintar um mural para ilustrar as paredes externas do Espaço Cultural 30 de Outubro.
Ficamos felizes, por estávamos há meses tentando contato com estudantes de artes visuais, design e artistas da universidade e a maioria marcou e depois não apareciam, tudo levava a crer que existia de um receio de contribuir com o DCE numa gestão ofensiva as políticas da administração da Univille. O Félix durante uma semana pintou o mural, com a contribuição de Mari-Eve e outro estudante de história chamado A. O mural foi construído com traços em preto, branco e amarelo compondo crianças, mulheres e homens com expressões carregadas de tristeza e ao mesmo tempo deixando margem para esperança. Importante comentar da efetivação do CUCA, onde manifestações artísticas aconteciam semanalmente, criação do Sebo Universitário com gestão diretas dos estudantes. Sempre pautado na inserção de discussões e de propostas de uma política radical de cultura.

5 – Infelizmente, a gestão ‘DCE é para lutar` desenvolveu as mesmas práticas das gestões anteriores, no período de campanha municipal passou a centralizar as ações em campanhas a vereadores de sua organização política externa do movimento estudantil universitário, deixando completamente amarrado as demais necessidade de nossas lutas em segundo plano, assim criando um fechamento de participação democrática. Dois anos depois, passaram duas gestões no DCE, a ‘Outra idéia” e atual “MUDE”.
A “Outra idéia” manteve as mesmas características das anteriores e contribuiu para o fechamento do Espaço Cultural 30 de Outubro, a “terceirização” do Sebo Universitário, e encerrou as apresentações por meio do CUCA. Enquanto a atual gestão MUDE é um silêncio total, poucos estudantes sabem onde fica a sede do DCE e seus objetivos e ações, nem ao menos executa a prática demagogia. A prática efetiva da atual gestão é perpetuar o esquecimento e buscar apagar de nossas memórias, nossas expressões, nossas práticas radicais.
O maior exemplo foi o ato de pintar de branco o mural do Espaço Cultural 30 de Outubro, assim potencializar nossa “desmemória” de momentos de lutas intensas e de criações críticas e participativas no movimento estudantil universitário, porém, sabemos que a semente de participação, democracia direta e lutas foram regadas no movimento e não será as suas práticas perversas na busca da ‘desmemoria” Assim continuamos respirando, participando e regando as flores.

6 – Aos "Jovens adultos (as)" e futuros politiqueiros profissionais, vamos admitir: sua política é um saco!!! Mantenha a calma não vamos tomar o poder, vamos destruir os poderes e os seus espaços de aniquilação da memória de luta da classe estudantil universitária, e, assim vamos partir para os setores das lutas sociais. Por favor, mais um momento de calma, todos vocês, sedentos por poderes, terão seus direitos de manter a memória dos seus momentos de poder. Mas a criação e participação será de todos e todas!!!

Colaboração de: Flávio Solomon
Em 01 de Agosto de 2007
Mais uma vez organizamos e produzimos o Jornal Mural, o Zine, e de quebra o nosso blog. Mas dessa vez tudo tem um gosto diferente. Você poderá ler nestes três lugares e refletir sobre um assunto que tem nos deixado incomodados desde quando pensávamos em um nome para nossa chapa concorrer às eleições. O mural do Espaço Cultural 30 de Outubro, ambos eram anexos ao DCE, mas hoje existem apenas na memória dos que já estão há mais de um ano na Univille.
As publicações dessa quinzena são temáticas e conjuntas ao “CASCA Félix Oufour Laperriere”. O nome é referência ao artista que pintou o mural ao qual nos referimos e que você conhecerá melhor nas publicações. Os fatos que presenciamos, desde a chegada dos intercambistas em 2005 e a pintura do mural no segundo semestre de 2006 não nos deixam calar. À época da pintura de branco do mural o CALHEV não conseguiu se articular adequadamente, mas ficou a indignação pela pintura e pelos significados que a obra possuía não só para os que vivenciaram os fatos, mas para o movimento estudantil da Univille.
Decidimos que o tema dessa quinzena seria “Liberdade de Expressão” e o CASCA levaria o nome de Félix. Buscamos colaboração com os acadêmicos do curso e com nossos parceiros, além da produção do CALHEV. Esperamos que seja feita a reflexão sobre liberdade de expressão não apenas no âmbito da sociedade em geral, mas dentro da Universidade, o que muitas vezes não existe.
Venha, participe do “CASCA Félix Oufour Laperriere”, reflita e se integre com os acadêmicos do curso de História. E esteja à vontade para colaborar com as publicações e participar das reuniões que continuam sendo realizadas às segundas-feiras, às 20:30h na sala do CALHEV, sala A-205a.

Gestão Unimultiplicidade

terça-feira, 7 de agosto de 2007

"CASCA Félix Oufour Laperriere"



O CALHEV convida você para participar do “CASCA Félix Oufour Laperriere” nos dias 8, 9 e 10 de agosto, nos próximos dias, no corredor de História da Univille, no bloco A.

Será um CASCA temático, sob o tema “Liberdade de Expressão” com as publicações do CALHEV seguindo essa temática.

PROGRAMAÇÃO:

08/08 – 18:30h – SALA A-203 – Apresentação de curta-metragem

09/08 – 20:30h – Corredor – Apresentação musical

10/08 – 20:30h – Corredor – Apresentação teatral

Não perca!!!!


UNIVILLE - BLOCO A - 2º ANDAR

Gestão Unimultiplicidade

terça-feira, 31 de julho de 2007

ENEH 2007 - CUIABÁ

Nos dias 2 à 9 de setembro ocorrerá em Cuiabá o XXVII ENEH, com o tema: “Terra de ninguém?”

As inscrições foram prorrogadas até dia 15/08!

Do projeto:

"O Encontro Nacional dos Estudantes de História em 2007 chegará na sua 27° edição. Desta vez, terá como sede a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), campus de Cuiabá.

Evento, de suma importância acadêmica e, sobretudo, política (no sentido de ser um espaço de articulação do movimento estudantil). Nesta edição traz a urgente necessidade da construção de um movimento estudantil de caráter combativo e articulado, dando ênfase no papel em que o estudante deve desempenhar em lutas populares.

Nesse sentido algumas diretrizes fundamentais são estabelecidas, tais como o tema: “Terra de ninguém?” Com tal titulo, queremos destacar o contexto específico da sede (que durante anos fora vista como terra de ninguém) e a atual conjuntura global em que a terra (que se amplia a diversos sentidos) é palco de disputas, por vezes sangrentas, entre oprimidos e opressores, explorados e exploradores e assim por diante.

O tema é composto por três eixos temáticos:
1)Territórios, fronteiras e resistência cultural;
2)A organização dos movimentos sociais e as relações de força e dominação no Mundo Contemporâneo;
3) Universidade de ninguém: A atual conjuntura da universidade pública e do movimento estudantil. "

Valores, e etc e tais pormenores, veja você mesmo no site do XXVII ENEH:
http://www.ufmt.br/eneh2007

Em relação à viagem, o CALHEV está buscando contato com outras universidades que irão.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

EM CARTAZ:

O PRIMO DA CALIFÓRNIA do ATOS TEATRO

O PRIMO DA CALIFÓRNIA une todos esses elementos em uma comédia de costumes, uma crítica social sobre como o dinheiro compra prestígio e poder. De ummodo totalmente divertido e através de tipos sociais, o texto mostra a vidade aparência da sociedade carioca do século XIX, aonde um "golpe de mídia" muda os personagens segundo seus próprios interesses. Mídia, dinheiro epoder são os ingredientes dessa comédia musical que "parece ter sido escritapara dias de hoje".A contemporaneidade de Joaquim Manuel de Macedo justifica a utilização de sua dramaturgia traçando um paralelo entre o comportamento social do séculoXIX e o modelo atual.

QUANDO: 04 e 05 de agosto, às 20h
ONDE: Cidadela Cultural Antárctica
QUANTO: R$10 / 5 (estudantes, professores e idosos)


(Ouvimos falar de um ator do quarto ano que está arrasando...confiram!!!!!!)
ATENÇÃO!
A Campanha do Agasalho 2007 está em seu fim! Ainda há tempo de arrumar o guarda-roupa e ajudar a quem precisa!

E chegou o segundo semestre...

Parece que acabamos de fazer Jornal Mural e Zine antes das férias, e já estamos fazendo os de pós-férias...o tempo passou super rápido essas duas semanas, e embora as energias da maioria não estejam tão recarregadas quando necessário, é preciso seguir em frente! O Zine está sendo distribuído, pegue o seu! e o JOrnal você sabe né...no corredor!
Ainda há muito a se fazer neste ano de 2007 e não há tempo a perder! Se esperarmos passar, a vida passa em branco por cima de nós!
Neste segundo semestre o CALHEV continuará trabalhando para por em prática os objetivos e movimentar o nosso corredor.
No começo de Agosto faremos um CASCA e se você quer ajudar, as reuniões continuam sendo às segundas-feiras, às 20:30h, mas com a organização da sala do CALHEV, passam a ser na NOSSA sala!!
Para a Semana da Comunidade estamos preparando uma exposição sobre os 20 anos de CALHEV que serão completados em setembro, quando teremos outras atividades.
Participe das reuniões, movimente sua vida e a do corredor onde você tem passado um tempo precioso que não pode ser apenas gasto, e sim aproveitado!
Venha com suas idéias, com suas reclamações construtivas e veja como será além de tudo, muito divertido!
E não perca, no Jornal Mural, matéria especial sobre a fofoca, e uma coluna “especial”!!!! no zine, um textículo do Brecht...NÃO PENSE BESTEIRA! É um pequeno texto super interessante: "Se os tubarões fossem homens".

Gestão Unimultiplicidade

Envie suas produções também!

Abaixo, material enviado ao email do CALHEV: calhev@yahoo.com.br

480 anos de Maquiavel

Israel Aparecido Gonçalves

Este mês faz 480 anos que Nicolau Maquiavel morreu. Maquiavel, filho de um advogado e pai da Ciência política moderna é um clássico que deve ser lido por todos aqueles que desejam uma melhor compreensão sobre o poder. Suas obras são marcadas por uma análise no realismo político, de uma observação apurada sobre as relações sociais. Maquiavel fracassou como político, pois não conseguiu se manter no seu cargo público por muito tempo. A culpa não é toda sua, pois o que conhecemos hoje como Itália era no século 16 um aglomerado de Repúblicas, Reinos, Ducados, Principados e os Estado Papais, todos lutando contra todos, quando não havia uma invasão estrangeira. Em Florença Maquiavel ocupou uma posição política relevante sendo segundo chanceler da República de Soderini. Nesse período o político Maquiavel pode demonstrar suas habilidades políticas, tentou formar um exército de cidadãos florentinos, ele não gostava das tropas feitas por milícias e conseguiu vários acordos diplomáticos. O cargo que Maquiavel ocupava é equivalente hoje ao ministério das Relações Interiores. Nesta época tudo era flexível e ele acabou atuando em várias secretarias da república e visitando cerca de 20 países. Estas viagens somadas as leituras que teve na sua juventude lhe permitiram uma compreensão global da situação da Europa.
Depois de um tempo, o governo de Soderini é pressionado pelos Médici os quais eram grandes comerciantes na época e tinham uma forte influência nas decisões políticas em Florença. Aliás, o papa Clemente 7ª era um Médici. Soderini sai do comando e Maquiavel acusado de montar um complô contra a família Médici, é preso, torturado e teve que pagar uma grande indenização. O florentino exilado e desejando reaver seu cargo político, agora no governo monárquico dos Médici, escreve em 1513, mas só publicado em 1532, com aval Papal, sua obra mais famosa e lida entre os políticos contemporâneos: O Príncipe. Obra curta com 26 capítulos desenvolve uma investigação sobre as relações sociais e de como um Príncipe deve exercitar o seu poder e como manter seu principado. Para espanto de todo este tratado foi recusado por Lourenço de Médici, cujo livro fora dedicado. Michel Foucault afirma que os críticos de Maquiavel têm uma leitura equivocada da obra máxima deste pensador, pois eles a têm como um livro sobre como governar um principado. A obra trata na sua essência sobre como manter o poder de um principado conquistado. O Príncipe é um livro que permite um Estado de Exceção (Regime Autoritário), todavia, se pegarmos todas as obras de Maquiavel vamos compreender que seu projeto de governabilidade está pautado por uma República e não por um Estado Forte. Maquiavel querendo a união da Itália como um Estado duradouro propõe que isto só ocorrerá sobre o comando de um príncipe, que terá o monopólio das decisões sobre as questões referentes ao Estado, mas este Estado só será consolidado se tiver instituições sólidas e com pessoas livres. Para tanto é necessário uma república.
Maquiavel, assim, triste por não ser reconhecido, continuou bajulando os Médici, conquistando cargos de menor relevância e chegou a escrever a História de Florença. Por ter escrito esta história com certo apoio dos monarcas, Maquiavel foi rejeitado no governo pelos republicanos que assumiram o governo florentino após o curto período monárquico. Tratado como traidor no governo de Médici e não compreendido pelos republicanos, Maquiavel nutrido de Virtú, mas sem Fortuna morre de desgosto em 22 de Junho 1527 aos 58 anos sem conseguir o que desejava sua permanência no governo e principalmente não viu seu projeto maior se consolidar, isto é: a unificação italiana, o que só ocorreu no século 19.


Israel Aparecido Gonçalves: pesquisador do grupo de estudos: Democracia e Instituições Políticas na UFPR, Professor de História do Colégio Exathum e de Filosofia no curso de Pedagogia da UTESC. israel@utesc.br

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Agende-se!

Eventos da Semana
05/07
Quinta-Feira
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00
06/07
Sexta-Feira
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00
Conferência Municipal de CulturaFaculdade Cenecista de Joinville - 19:00
Ciclos de Cinema - O CachorroCidadela Cultural Antarctica, rua XV, 1383 - 19:00
07/07
Sábado
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00
Conferência Municipal de CulturaFaculdade Cenecista d Joinville - 10:00
Ciclos de Cinema – O Mesmo Amor, A Mesma ChuvaCidadela Cultural Antarctica, rua XV, 1383 - 19:00
08/07
Domingo
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00
Conferência Municipal de CulturaFaculdade Cenecista d Joinville - 10:00
Concertos MatinaisTeatro Juarez Machado - 10:30
09/07
Segunda-Feira
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00
10/07
Terça-Feira
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00
11/07
Quarta-Feira
Exposição: Invenção da Memória, do Grupo Diferentemente IguaisMuseu de Arte de Joinville, R. XV, 1.400 - América - 09:00 - 17:00
Exposição PRETEXTO Arte contemporâneaGaleria de Arte victo Kursancew, D. Francisca, 800 - 08:00 - 20:00
Exposição Escola de Artes Fritz Alt - Curso de Cerâmica e Retrospectiva da carreira artística de Mario Avancini Anexo 02 – Cidadela Cultural - Segunda a Sexta, - 08:00 - 12:00