sábado, 26 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

1968: as novas formas do amor


"A geração de jovens que literalmente fez arder as ruas e praças da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina, sendo esbordoada, espadeirada ou até fuzilada por sua ousadia, fez arder também uma série de conceitos e pré-conceitos que cercavam, e por vezes, cerceavam o amor."


Flávio Aguiar


Artigo na íntegra aqui.


Fonte: Agência Carta Maior.


O retorno do rei

Novas barreiras discriminatórias são erguidas pelo mundo. Raça e cor, aparentemente, não contam mais. Isso ainda existe, mas não se fala mais. Em seu lugar entram a religião, a fé e... a cultura!
Flávio Aguiar
Artigo na íntegra aqui.

Maio de 1968, em Cannes, e “Partner”

Por Sérgio Rizzo

Os organizadores do Festival de Cannes divulgam amanhã (dia 23), em entrevista coletiva, a programação deste ano. A 61ª edição do evento, a ser realizada de 14 a 25 de maio, fará homenagens à 21ª, interrompida pelos eventos de maio de 1968.

A seção Cannes Classics projetará filmes que integravam a mostra competitiva daquele ano. “Eu Te Amo, Eu Te Amo”, do francês Alain Resnais, “Peppermint Frappé”, do espanhol Carlos Saura, e “Quatro Devem Morrer”, do inglês Peter Collinson, estão entre os que já foram anunciados.

O festival de 1968 foi aberto em 10 de maio, sexta-feira, com a exibição de uma cópia em 70 mm de “...E o Vento Levou” (1939). Quatro dias antes, em Paris, as universidades haviam sido fechadas e a polícia ocupava o Quartier Latin. A escalada de manifestações começara em 22 de março, na Universidade de Nanterre, cujas dependências administrativas foram ocupadas por estudantes em represália às prisões que se seguiram a um protesto contra a intervenção militar dos EUA no Vietnã.

Em Cannes, profissionais de cinema solidários aos estudantes articularam o apoio público a eles. A Associação Francesa da Crítica propôs que as atividades fossem suspensas no dia 13, segunda-feira, para que todos participassem da manifestação nacional convocada para o dia. O fundador do festival e então seu diretor-geral, Robert Favre Le Bret (1905-1987), não acatou a sugestão. Decidiu apenas suspender festas e demais eventos sociais.

Os cineastas François Truffaut (1932-1984), Jean-Luc Godard, Roger Vadim (1928-2000) e Claude Lelouch, bem como o ator Jean-Pierre Léaud, entre muitos outros, organizaram protestos contra o afastamento de Henri Langlois (1914-1977) da direção da Cinemateca, por determinação do ministro da Cultura, o escritor André Malraux (1901-1976). Integrantes do júri de longas-metragens, como a atriz Monica Vitti e os cineastas Louis Malle (1932-1995) e Roman Polanski, também saíram às ruas.

No dia 18, sábado, gritos de “revolução, revolução” calaram na sala escura os de “projeção, projeção” antes do início de “Peppermint Frappé”. Godard afirmou que o filme seria exibido “contra a vontade de seu autor”.

Na manhã seguinte, Le Bret entrega os pontos em nota oficial: “O conselho de administração decide encerrar o 21º Festival Internacional de Cinema no domingo, 19 de maio, ao meio-dia”. Não houve premiação.

Enquanto Cannes vivia a mais incendiária de suas edições, Bernardo Bertolucci fazia na Itália “Partner”, recém-lançado em DVD no Brasil. O colunista José Geraldo Couto escreveu na Ilustrada sobre o disco, que inclui nos extras duas longas entrevistas, uma com o diretor e outra com o montador Roberto Perpignani.

Bertolucci conta como o ator francês Pierre Clémenti (1942-1999), que viajava até Paris durante os finais de semana, lhe trazia informações sobre as manifestações estudantis, incluindo palavras de ordem que foram parar no filme. Enquanto “Os Sonhadores” (2003) é “sobre” 1968, “Partner” é “de” 1968, e expressa com riqueza aquele maio do qual muito ainda vai se falar nas próximas semanas, não só em Cannes.

Contribuição de nosso colega Bruno - 2º ano!

Fonte: http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Finalidades da História?

Que a China é um país grande e poderoso, todos sabem. Que o Dalai Lama é o líder espiritual budista do Tibet, todos sabem também. Quando se sabe que este mesmo líder espiritual está exilado na Índia, por conseqüência de conflitos com a China, pode ser que isso seja uma novidade. Talvez não para todos, mas para mim, por exemplo, que nunca me liguei na história oriental, é.

Onde quero chegar com isso?

Primeiro, vou aos fatos: Os conflitos que estão acontecendo no Tibet e as discussões que isso vem causando são destaques na mídia. O que ocorre é que o Tibet luta por sua independência do governo Chinês, e este diz que o país faz parte do território da China desde o século XIII.
Os tibetanos defendem que já houve períodos de separação, como entre 1911 e 1950, independência que foi tirada por Mao Tse Tung, que invadiu os territórios e os tomou para a China.

Em 1959 houve um levante popular no Tibet por sua independência; ocorreram várias mortes e a manifestação, fracassada, resultou na fuga do Dalai Lama do país e sua peregrinação pelo mundo em favor da paz. Rendeu ao líder o Prêmio Nobel da Paz de 1989.

No último 10 de março, monges protestaram lembrando os 49 anos desta manifestação além das mortes. Rapidamente, este protesto tomou conta dos tibetanos e alcançou repercussão mundial, ainda mais nas vésperas de a China ser a sede das Olimpíadas.

Há uma enorme repressão contra as visões separatistas no país: acadêmicos chineses que escrevem sobre o Tibet o tratando como país à parte da China são censurados; nas escolas, é ensinado que os dois países são inseparáveis, como um único. Agora durante este protesto, o que ocorre é que os tibetanos manifestam-se contra uma repressão religiosa e desigualdade econômica, na maior movimentação dos últimos 20 anos.

O que me chamou realmente a atenção para este fato, foi quando li que a China estava usando a história para reforçar este poder sobre o Tibet através de um museu, “O primeiro museu de Pequim dedicado exclusivamente ao Tibet”. Este museu exibirá antiguidades e documentos, todos reforçando o domínio da China sobre o país desde o século XIII. O próprio Dalai Lama não vai aparecer depois do ano de 1959, ano em que ele foi para o exílio. Aí ocorre que a história está sendo ferramenta para manipular a própria visão da história. A China vai usar a história do tempo em que o Tibet foi seu domínio para legitimar esta posse dentro do museu. As diferenças, discórdias e mortes (é óbvio) não serão citadas. A diversidade cultural, a singularidade religiosa e o povo serão passados em branco. Tudo em favor de demonstrar que a China é soberana, minimizando o Tibet como uma partezinha do país.

A história pode ser e é, muitas vezes, utilizada como ferramenta política para tentar legitimar possessões e soberanias, ou dizer quem é maior que quem, dependendo de uma interpretação que pode ser feita de várias formas muito subjetivas. O exemplo deste fato que vem a tona no mundo inteiro é claro, serve para que percebamos como podem haver visões de mundo distintas.
Minha intenção aqui, não é assumir visões políticas ou defender o Tibet, mas o que eu quis levantando este assunto foi fazer com que nós todos possamos ver como a história pode ser mal usada. Dentro da academia, somos ensinados a ver a história dos vencidos e vencedores, estudar ambos os lados para depois ter uma conclusão. Mas quando se fala de dominação cultural, ou até social, até onde as pessoas podem interferir, ou cortar partes da história?

Eis a questão. Quem pode interceder por aquele que é mais fraco, a ponto de não conseguir que sua história prevaleça? Quem pode dizer que é o mais forte e que sua história é a que deve ser a divulgada? Se eu for continuar discutindo aqui, entro no assunto da história oficial, dos heróis, e o texto vai ter umas várias páginas. Fico por aqui e deixo a discussão para um próximo texto, quem sabe.


Da nossa querida Thaís - 2º Ano.


Fonte:Http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/04/18/china_usa_a_historia_para_reforcar_dominio_sobre_tibete_1278046.html


A natureza não é muda

"O Equador está discutindo uma nova Constituição. Entre as propostas, abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história, os direitos da natureza. Parece loucura querer que a natureza tenha direitos. Em compensação, parece normal que as grandes empresas dos EUA desfrutem de direitos humanos, conforme foi aprovado pela Suprema Corte, em 1886."

Eduardo Galeano

Artigo de Eduardo Galeano na íntegra aqui.

Fonte: Agência Carta Maior

Exposição de Artes na biblioteca!


terça-feira, 22 de abril de 2008

Eu não sou cachorro, não!!!

Estou lendo esse livro de Paulo César de Araújo. Ele trata de um seguimento musical que ao longo dos anos vem sofrendo muito preconceito no Brasil: a música chamada “cafona”. Tal como ele em seu livro, vou sempre colocar essa palavra entre aspas, pois ela está muito carregada desse preconceito, quase sempre colocada como inferior em relação à chamada MPB.

Em seu início, é definido o que é Musica Popular Brasileira e o que acabou sendo classificado como “cafona”, e para ele essa distinção está extremamente ligada com a questão econômica. Os compositores que pertenciam e pertencem à Classe Média brasileira, que tinham acesso às universidades, foram classificados como MPB. Aos outros, que vinham da camada mais pobre da população (a maioria da população, deve-se ressaltar), e que não tiveram acesso ao nível superior de ensino, restou serem chamados de “bregas” e “cafonas”.

O autor traz também a tona uma outra indagação: porque esses cantores nunca foram apreciados com um estudo aprofundado de suas obras? E porque os estudos sobre musica brasileira sempre o classificaram como “alienados” ou que estavam cooperando com a ditadura? Paulo César de Araújo procura mostrar que esses cantores fazem, na verdade, parte de uma outra história brasileira. Não reduz o mérito de compositores como Chico Buarque e Milton Nascimento, mas mostra que essas pessoas não puderam ter uma ação mais direta socialmente (pelo menos no ato da instituição do AI-5, em 1968), porque muitos estavam trabalhando e precisavam daquele trabalho, daquele salário para sobreviver. É o caso de Odair José, Agnaldo Timóteo e outros da mesma época. Eles viram os acontecimentos do aumento da repressão, a passeata dos Cem Mil, mas não se envolveram, nem sentiram diretamente nada mudar em suas vidas.

No livro fica evidente o fato que os “cafonas” atacavam a Ditadura por outros lados. A grande maioria deles não estava fazendo musicas diretamente políticas, mas discutiam temas cotidianos que iam de encontro ao que o governo militar gostaria que a sociedade brasileira transparecesse. Já de início, eram todos trabalhadores e com histórico de pobreza e trabalho infantil. Depois, quando passaram a ser cantores e compositores, tinham temáticas que não agradavam aos censores. Esse tema é discutido em todo o livro, mas tem seu capitulo especifico no de numero cinco do livro: “Reinado de terror e virtude – Odair José na mira da repressão”.

Ao analisar os períodos de maior repressão política que se seguiram aos processos revolucionários na Inglaterra de 1640, na França de 1789 e na Rússia de 1917, o autor [Crane Brinton] observa que em cada um deles a classe dirigente parece ter desejado impor “na vida aqui na Terra, parte da ordem, disciplina e despreza pelo vícios fácies que foram os objetivos dos calvinistas”. (...)

Guardadas as especificidades do caso brasileiro, é possível identificar que, no período que se seguiu à decretação do AI-5, as autoridades de nosso país também pareciam imbuídas desta tentativa de implantação de um “reinado de terror e virtude.”[1]

Desse modo, Odair José com suas músicas que passavam por temas como prostituição (Eu vou tirar você desse lugar), primeira relação sexual (com a censurada A primeira noite de um homem, que após insignificantes modificações conseguiu ser lançada com o nome Noite de desejos), uso de drogas (A viagem), também questionaram a ordem vigente e sofreram muito com a repressão. Na mesma linha Agnaldo Timóteo com musicas que tinham como tema o homossexualismo (Galeria do amor, Perdido na noite, Eu pecador), Dom & Ravel que eram do campo e cantaram os problemas de lá com a musica O caminhante, Luiz Ayrão que era o único com curso superior, em duas musicas principais: Meu caro amigo Chico, uma resposta a música Meu caro amigo, de Chico Buarque e a música censurada Treze anos, que após a modificação de seu título para O divórcio, virou sucesso nacional. Poderia citar muitos outros exemplos, sobre muitos outros elementos que a musica cafona atingiu, e que não deixava muito contente a repressão como a temática da divisão injusta de riquezas no Brasil, o feminismo e o divórcio.

Mas toda a argumentação do livro é para, além de mostrar outras histórias do Brasil, questionar porque esses cantores ficaram tanto tempo no esquecimento? Mais uma vez a história foi escrita de uma maneira que lembrasse e beneficiasse apenas uma parcela da população nacional, e “coincidentemente” uma parcela que tinha dinheiro em suas mãos. Pessoas de Classe Média que detinham capital, dominavam a economia brasileira mas que não tinham poder político de decisão. Nossos livros contam como se apenas essas pessoas tiveram que lutar por liberdade nesse país e, muitas vezes os pobres, a classe menos abastada financeiramente da população brasileira até hoje não viu e não sentiu essa liberdade. Parece mais uma repetição de tantos acontecimentos tristes da nossa história.
[1] ARAÚJO, Paulo César. Eu não sou cachorro, não – música popular cafona e Ditadura Militar. 5ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. Pg 54/55.
Douglas Neander

"O que é que esse curso tem??"


Vamos conhecer as estrelas do nosso curso!



De 3ª (22/04) à 6ª(25/04) apresentações no intervalo, na frente do Jornal Mural, apresentações dos nossos talentos, nossas estrelas...ou ao menos...calouros do mundo da fama...


E o Jornal Mural também está no clima, uma página para cada ano! Vamos lá poetas, literatos, cronistas e etc! O espaço é de vcs! Colaborem! Envio até quarta ao meio-dia, após, traga impresso :)


Não percam!


Aumento de mensalidade 2007

Alguns acontecimentos têm me chamado a atenção nos últimos dias e, depois de uma conversa com alguns amigos, achei melhor escrever sobre isso.

Há dias atrás, fui procurado por dois companheiros de história que me disseram algo que achei alarmante: o presidente do DCE, Carlos Gehlen, afirmava que no fim do ano passado, o representante dos alunos que estava na reunião que definiu o aumento de mensalidades votou contra. Não se absteve, votou contra. Isso realmente me deixou preocupado por algumas razões, que vou enumerar a seguir.

Quem já estava aí no ultimo ano, deve se lembrar do dia da votação. Estávamos em grande número na porta da Reitoria e esperamos todos os professores saírem da reunião, inclusive o professor Martinho, da Pró-Reitoria de Administração, e o professor Paulo Ivo, nosso reitor. Alguns desses nos disseram que não houve voto contra, apenas algumas abstenções. O representante do DCE de São Bento do Sul nos passou à mesma informação. A ata dessa reunião não pode ainda ser lida por todos, cinco meses depois, por ainda não ter sido aprovada.

Mas o que me causa estranhamento é a afirmação do DCE dizendo ter votado contra. Alguém está mentindo. Foram os professores no dia da votação? Isso inclui nossa chefe de departamento, professora Marta. O DCE está blefando agora? A seriedade na construção dessa ata é tão grande quanto acreditamos? Existe a possibilidade de alteração? Alguma coisa errada está acontecendo, e devemos nos manter atentos.

Talvez a obscuridade por trás do aumento de mensalidade seja muito maior do que pensávamos.

Douglas Neander

“O Paraguai não pode ser uma ilha entre as outras nações”

"Em Assunção, Carta Maior conversou com Fernando Lugo, candidato apontado como favorito para vencer as eleições presidenciais no Paraguai. Para Lugo, é fundamental consolidar a identidade política e realizar um processo transformador dentro do país."

Clarissa Pont

Leia entrevista na íntegra aqui.

Fonte: Agência Carta Maior

Sites interessantes!!!!

Nossa querida amiga Angela (3º ano), enviou alguns links que são sugeridos pela magnânima professora Iara e tem como intuito ajudar o pessoal do 3º e 4º ano nas sua árdua luta do estágio. Mas povo dos dois primeiros anos, façam uma visita também, pode ajudar em algum trabalho.

Biblioteca Virtual do Futuro da USP

Projeto eu vivo aqui

Passatempos de Língua Portuguesa, História e Geografia

Vídeos educacionais no portal domínio público

Aproveitem!!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uma palestina em Mogi

"Faz pouco mais de meio ano que a palestina Ayeda Rajai Nasri Ama, de 26 anos, foi transplantada do Oriente Médio para Mogi das Cruzes, nos arredores de São Paulo. Ela e sua família fazem parte do grupo de 107 refugiados palestinos que deixaram o Iraque em guerra, viveram em campos na fronteira com a Jordânia e, em setembro passado, acabaram reassentados no Brasil. A aclimatação de Ayeda em Mogi vai da curiosidade ao receio, do prosaico ao profundo. Como âncoras para não se perder nessa travessia de vida, ela tem a determinação, a família e a obsessão pela educação."

Leia a matéria na íntegra aqui.

O novo Paraguai

"Com a candidatura de Fernando Lugo, o Paraguai tem a chance de superar seus graves problemas econômicos e sociais. Lugo propõe a conquista da soberania nacional, incluindo a soberania energética, para que o país deixe de ter uma economia meramente agrícola, produtora de gado e exportadora de matérias primas."


Artigo de Emir Sader na íntegra aqui.



Mil perdões!

Agora é momento do CALHEV pedir desculpas ao nosso companheiro Rodrigo, vulgamente conhecido pelos becos de Joinville por Rodri, e para a Maria Elisa. Duas noticias que vocês enviaram para o nosso e-mail, por algum motivo acabaram indo parar na pasta de spams, e eu acabei apagando sem ler.
Mil perdões. Prometemos que isso não vai acontecer novamente! Continuem contribuindo, esse espaço é de todos.

Curtas

Com vontade de ter acesso a alguns curtas?

Visite o site Porta Curtas!!

Essa foi uma contribuição da nossa amiga Cibele, mas ela não deixou que fossem colocadas fotos de sua enorme formosura!

Contra a condenação de Marcelo Pomar

Florianópolis, 16 de fevereiro de 2006. Aproximadamente 30 pessoas ligadas à Frente Tarifa Única Sim! Aumento Não! manifestavam-se em frente ao Terminal de Integração do Centro. Eram integrantes do Movimento Passe Livre, da União Florianopolitana das Entidades Comunitárias, entre outras pessoas que estavam prestando apoio.
Dezesseis capangas não-identificados atacaram subitamente a manifestação, quebrando materiais e ameaçando os presentes. A polícia não apenas deixou de prender os agressores como os escoltou. No meio da confusão, o militante Marcelo Pomar, do Movimento Passe Livre foi detido pela PM, acusado de ter incitado o crime. Os policias afirmam que Marcelo havia incitado um linchamento dos capangas, quando disse o extremo oposto. "Isso é uma inversão de valores, o que eu falei foi 'não lincha'", afirma Marcelo.
Dias depois, o jornal ANotícia, encarte AN Capital, publicava a identidade do líder dos agressores. Trata-se de Ermelino João Vieira, cujo RG é de nº 2.950.608. Ele apareceu em fotos trajando uma camisa azul, orientando os agressores e dialogando com policiais militares enquanto estes os escoltavam para sair do tumulto. A Polícia Civil, encarregada de investigar o caso, mesmo portando essas informações e as imagens das câmeras de vigilância postadas no local, não deram prosseguimento.
No entanto, Marcelo Pomar será julgado, por incitação ao crime, no dia 13 de maio. Em junho o Tribunal de Justiça ofereceu a Marcelo a chamada transação penal, na qual o réu aceita o arquivamento do processo e, em troca, paga uma pena alternativa, como serviços comunitários ou pagamento de cestas básicas. Na prática, a transação soa como aceitação de culpa. Pomar não concordou: "Sou inocente, não aceitei".
Não havia dúvida de que se tratava de capangas. Mas de quem? Dos empresários do transporte? Da Prefeitura de Florianópolis? Policiais da inteligência? Quem pagou 16 homens para agredir manifestantes? A população e os movimentos sociais de Florianópolis precisam aderir à campanha contra o julgamento de Marcelo Pomar. Este é um ataque político às organizações populares e uma afronta aos direitos democráticos. Portanto, um ataque a todos e todas nós.

Acesso ao dossiê completo aqui.

Massacre de Eldorado dos Carajás completa 12 anos

Fonte: Revista Fórum


Após 12º anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA), trabalhadores rurais, liderados pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), promoveram com ações focadas em áreas urbanas e órgãos públicos para lembrar o massacre.

Além dos tradicionais bloqueios de estradas e invasões a fazendas, os sem-terra entraram em secretarias estaduais e agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Segundo líderes do MST, a movimentação de hoje, 17, deve ser ainda mais intensa. "E os próximos dias também, dependendo de como as negociações com o governo vão evoluir", disse José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST.

As principais reivindicações são as conhecidas: mais assentamentos de famílias e investimentos na produção agrícola. "Nossa pauta já está amarelada", disse Oliveira, para quem a insistência se deve à demora na resolução das exigências.

Ontem, foram ao menos 53 atos em 15 Estados e no Distrito Federal, sem registro de conflitos. Desde o início do "abril vermelho", foram feitas outras 47 ações.

No Rio, manifestantes interromperam, por pouco mais de uma hora, o trânsito nas duas pistas da rodovia Presidente Dutra, no quilômetro 242.

Segundo a direção do MST no Rio, de 200 a 300 famílias participaram da manifestação. Além do fechamento da Dutra, foram ocupadas uma agência da Caixa Econômica Federal em Campos (RJ) e outra em Volta Redonda (RJ).

No Pontal do Paranapanema (oeste de SP), cerca de 200 integrantes do MST bloquearam a entrada de três agências do Banco do Brasil em Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha Paulista e Rosana.

Bancos de 14 cidades do Paraná também foram alvo dos sem-terra, que exigiam a criação de um novo crédito agrícola que dê infra-estrutura a assentamentos. Outras agências em cinco cidades de Santa Catarina e em seis municípios do Espírito Santo foram palco de manifestação.

Em Bauru (350 km de SP), o MST invadiu o prédio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Segundo o membro da direção estadual do movimento, Lourival Plácido de Paula, os sem-terra cobram a entrega de cestas básicas atrasadas aos acampados.

Na capital paulista, sem-terra entraram na Secretaria da Justiça, pedindo a "federalização dos hortos florestais", segundo nota do MST.

No Rio Grande do Sul, outra secretaria estadual, a da Agricultura, foi invadida. A desocupação aconteceu só após o chefe da Casa Civil gaúcha aceitar recebê-los. Outros manifestantes ainda estavam no pátio da sede do Ministério da Fazenda, em Porto Alegre, até a conclusão desta edição.

Em Goiás, houve obstrução das BRs 153 (em Porongatu) e 060 (Varjão). Em Bom Jardim de Goiás, sem-terra entraram em uma agência do Banco do Brasil. O MST também afirma que 200 famílias ocuparam ontem fazenda em Crixás.

Em Sergipe, aconteceram invasões a fazendas de três municípios e a uma agência do Banco do Nordeste, em Carira.

Houve um bloqueio também na entrada do porto de Maceió (AL). O embarque e desembarque de carga em quatro navios ancorados no local foi suspenso. Até o início da noite, o bloqueio continuava.

No Pará, um grupo de cem agricultores do MST fez uma caminhada na região central da capital Belém. Houve também ações em Imperatriz do Maranhão (MA), Natal (RN), Cáceres (MT), Itaquiraí (MS).

Em Brasília, integrantes do MST e do MATR (Movimento de Apoio ao Trabalhador Rural) ocuparam ontem, 16, por mais de oito horas, a sede da CEF (Caixa Econômica Federal). O grupo reivindicava o cumprimento de projetos ligados à habitação em assentamentos rurais e pediam uma audiência com o ministro Márcio Fortes (Cidades). Reclamava do descumprimento de acordo feito ano passado, de que 30 mil casas seriam construídas, além da burocracia para se receber o crédito, que é intermediado por associações e cooperativas. O MST alega que pouco mais de 6.000 casas foram construídas.

A invasão, pacífica, teve a participação de cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar do DF (o MST estimou em mil o número de manifestantes).


Estrada da Vale


A Vale informa que integrantes do MST voltaram a ocupar hoje, 17, a EFC (Estrada de Ferro Carajás), no Sudeste do Pará.


Mais uma contribuição de Maikon Jean Duarte.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Mais imprensa alternativa

Nosso camarada Maikon, mandou mais alguns recados. O primeiro é que existe também o blog do MPL, que pode ser interessante para ser acessado e ficarmos informados. O CALHEV então decidiu fazer a propaganda do Vivo na Cidade, o xodózinho do nosso amado egresso.

Aproveitamos para informar a existência do Fora do Lugar – Livros, onde encontramos estoques de livros ligados aos movimentos sociais e pensamentos politicos radicais.

É isso aí!

O desafio da razão: Manifesto para a renovação da história

"É tempo de restabelecer a coalizão daqueles que desejam ver na história uma pesquisa racional sobre o curso das transformações humanas, contra aqueles que a deformam sistematicamente com fins políticos e simultaneamente, de modo mais geral, contra os relativistas e os pós-modernos que se recusam a admitir que a história oferece essa possibilidade. A análise é de Eric Hobsbawm."



Fonte: Carta Maior

terça-feira, 15 de abril de 2008

China faz relatório sobre violação de Direitos Humanos nos EUA

"Em resposta a documento que critica situação dos direitos humanos na China, governo chinês fez seu relatório sobre os EUA. “Recomendamos ao governo dos EUA que enfrente seus próprios problemas em matéria de direitos humanos e deixe de aplicar as pouco inteligentes práticas de dois pesos e duas medidas com respeito a isso”, diz o documento."

Leia mais: Agência Carta Maior

Condenação do vereador Adilson Mariano

O vereador da corrente marxista do PT, Adilson Mariano, foi condenado a um ano e três meses de detenção, podendo ser substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de dois salários mínimos, pelo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal, Renato Roberge, em dezembro de 2007 sob a justificativa de “incitar” os manifestantes a impedirem o funcionamento do transporte coletivo – Artigo 262 do Código Penal Brasileiro – durante as manifestações populares contra o aumento abusivo da tarifa de transporte coletivo, em maio de 2003.
Para maior esclarecimento, cumpre colocar que aconteceram três aumentos sucessivos em seis meses na época, o que justifica o número de manifestantes chegar à 5 mil pessoas nas ruas, durante quatro dias. Ainda é importante lembrar que não houve invasão do terminal, mas sim um fechamento do acesso ao terminal central. As manifestações foram paradas com repressão policial violenta, onde estudantes foram presos e Mariano foi processado pelas empresas de transporte público de Joinville, que possuem o monopólio do serviço a quase 40 anos. A Justiça de Joinville acatou o requerimento das empresas e condenou criminalmente o vereador.
É visível que tal condenação não passa de uma criminalização dos movimentos sociais, cujo alvo é qualquer militante que defenda a classe trabalhadora. Deve-se colocar também que tal condenação fere o artigo 29, inciso VIII, da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade do parlamentar em virtude de suas palavras, opiniões e manifestações públicas, não podendo ser processado judicial ou disciplinarmente por ações que estejam relacionadas com o exercício do mandato. Outro ponto que merece ser salientado é com relação aos direitos constitucionais de representação, de liberdade de expressão, da manifestação de idéias e da defesa dos direitos, porque condena o vereador por estar ao lado dos trabalhadores e jovens na defesa de suas reivindicações.
É interessante colocar que o vereador é autor de projetos de leis que questionam o monopólio que as empresas Gidion e Transtusa detém sobre o transporte público a quase quarenta anos na cidade o que pode ser considerado uma parcialidade de conteúdo político em prejuízo do vereador.
Salientamos que não se trata de um partidarismo da parte da postura do CALHEV, uma vez que o Centro Acadêmico não é vinculado a nenhum partido político, mas sim de apoio às pessoas que lutam pelas causas da classe trabalhadora, uma vez que, a luta pelo transporte público e pela liberdade de expressão também é nossa.

Felipe Rodrigues - 3º Ano!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Imprensa Alternativa

Nosso querido egresso Maikon Duarte passou alguns links de Mídia fora do eixo. Vale a pena conferir.


Usem e abusem companheiros!!!

Ocupação na UnB derruba Reitor, derruba Vice e segue na Luta

A Ocupação da Reitoria da UnB completa hoje 11 dias. Os estudantes se reunirão em Assembleia Geral às 12hs do dia de hoje para decidir os rumos do movimento.

A ocupação conseguiu a consquista de sua primeira exigência, a saída do reitor Thimothy Mulholland e do vice-reitor Edgar Mamiya. Thimothy primeiro pediu afastamento por 60 dias, deixando seu vice no cargo, Edgar Mamiya logo em seguida entregou carta de pedido de exoneração ao minístro da educação, Fernando Haddad. Ontem, dia 13/04, Thimothy Mulholland pediu a renúncia ao cargo, e agora a direção da UnB discutirá com o Ministro Haddad quem assumirá o cargo.

Na última sexta-feira, dia 11, o Conselho Universitário (CONSUNI) se reuniu mas não conseguiu resolver os impasses, chamando uma nova reunião para a próxima quarta-feira, dia 16. Vale ressaltar que a reunião do CONSUNI foi restrita aos conselheiros/as, dentres eles/elas alguns que já são conselheiros/as a mais de uma década, e não houve transmissão da reunião pela TV UnB, ou por qualquer outro meio. Ou seja, num momento tão importante para a Universidade de Brasília, os/as conselheiros/as universitários/as não se preocupam em criar mecanismos de transparência para que a comunidade universitária possa acompanhar as desisões que implicarão os novos rumos da UnB.

A ocupação segue com sua programação diária, algumas aulas foram trasferidas da sala de aula para o prédio ocupado da reitoria, há também oficinas e grupos de estudos, a água e a luz foram novamente religadas a rádio voltou a funcionar, e regularmente são postadas novas informações no blog da ocupação. Os/as ocupantes deixam claro que somente o atendimento da primeira reinvidicação do movimento (saida do reitor e do vice) não atende os seus anseios, pois enquanto a estrutura administrativa obsoleta da universidade não mudar, não haverá perspectivas de melhoras na UnB. Há ainda uma longa pauta de exigências a serem atendidas. A luta continua!

Fonte: Centro de Mídia Independente

Blog da Ocupação: Ocupação UnB

UNIVILLE na comunidade!


Essas horas contam! Sim, elas ajudam a completarmos as extracurriculares (teria hífen?) ao término dos quatro anos!

Campanha pede o confisco das terras de escravagistas e sua destinação para a reforma agrária

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

O Movimento Nacional pela Aprovação da PEC do Trabalho Escravo conclama as entidades civis e cidadãos brasileiros a se somarem à luta contra aberração, contribuindo pela aprovação da lei que dá direito ao estado confiscar as terras dos escravagistas, que está empacada no Congresso, por causa da bancada ruralista. Saiba como participar.

Há 13 anos tramita no Congresso uma proposta de emenda constitucional que prevê o confisco das terras de escravagistas e sua destinação para a reforma agrária. No dia 12 de março, entidades que atuam na luta contra o trabalho escravo realizaram, em Brasília, uma mobilização envolvendo cerca de mil pessoas, seguida de um abraço simbólico ao prédio do Congresso para tentar pressionar os parlamentares.

Deputados e senadores da bancada ruralista têm atrapalhado o andamento do processo e a dificuldade para vencer essa oposição é grande. Eles colocam a propriedade acima da dignidade, o lucro acima da vida. Recentemente, consideraram o projeto (PEC 438/2001) como a quarta proposta legislativa na lista das que mais podem trazer danos ao agronegócio.

O Movimento Nacional pela Aprovação da PEC do Trabalho Escravo começou um abaixo-assinado para pressionar o parlamento e fazer a proposta andar. Ele já estava circulando em papel e agora há uma versão eletrônica. A intenção é atingir um milhão e entregar à Câmara dos Deputados como forma de pressão.

Consulte http://www.reporterbrasil.org.br/abaixo-assinado.php e repasse essa informação.



Mais um apoio de nossa querida amiga Maria Elisa - 3º Ano!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Editorial

Olá!
Lá vamos nós em mais uma renovada nas publicações!!! Esta semana vamos tratar de dois “amigos” do CALHEV, contar mais uma vez no Jornal, no Zine e no Blog, porém mais profundamente, quem foram e porque têm a ver com o CALHEV.
Não são nossos “heróis”, ou coisas assim, você verá, ao conhecê-los melhor que estas duas escolhas têm fundamento. Foram dois homens que agiram, que tentaram fazer sua parte dentro daquilo que acreditavam, por mais difíceis que tenham sido as circunstâncias e as conseqüências disto.
Desta forma, nos inspiram a fazermos, mesmo que nosso máximo seja pouco para mudar o que criticamos, mas que ao menos tentemos, pois podemos conseguir. Nos inspiram justamente a tentar agir e influenciar os outros com isso. A não ficarmos sentados, reclamando apenas...
Além disso, essa semana teremos colaborações dos acadêmicos do curso e um texto a respeito da greve nos Correios, recém-encerrada. Mas a discussão do que a gerou não para por aí.
O convite para que você envie seu material continua de pé! Logo teremos uma nova edição do CASCA, finalmente, e a lista de talentos está sendo estudada, queremos todos ver e ouvir o que é que esse curso tem!!!!

Boas leituras!

Gestão Unimultiplicidade

OAB pedirá a Tarso que impeça PF de desocupar reitoria da UnB

Entidade também pede à UnB que religue a energia elétrica e a água no prédio ocupado.Alunos demonstram cansaço e ocupação pode terminar nesta sexta.


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai pedir ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, que não autorize a Polícia Federal (PF) a desocupar à força o prédio da reitoria da Universidade de Brasília (UnB), invadido na quinta (3) por um grupo de cem estudantes. Esse pedido é resultado de uma reunião, ocorrida na noite desta terça-feira (8), da qual participaram o presidente da OAB, Cezar Britto, representantes do movimento estudantil e também da UnB. Além disso, a OAB comprometeu-se a intermediar os encontros entre os estudantes e a UnB. "O mais importante, para nós, é a preservação da instituição universitária e do movimento estudantil, dois organismos fundamentais à democracia", declarou Britto. "Entendo que, com isso, o impasse foi superado e vamos restabelecer o diálogo que deve existir nas instituições democráticas", acredita o presidente da OAB.

Sinal de cansaço

Nessa mesma reunião, a OAB também se comprometeu a encaminhar a uma comissão da UnB uma proposta para que a energia elétrica e a água do prédio ocupado fossem religadas. Segundo estudantes que participam da ocupação ouvidos pelo G1 nesta terça-feira, sem água e luz, o movimento ficará enfraquecido. "Pode ser que tudo acabe até sexta-feira", disse Raul Cardoso, um dos coordenadores da ocupação à reitoria. Nesta quarta-feira (9) - o sétimo dia da invasão -, haverá, às 12h, uma assembléia geral dos estudantes. Eles podem deliberar sobre a permanência ou não na reitoria. Às 18h, um novo encontro entre estudantes e UnB deve ocorrer na OAB.

Após reunião ocorrida no MPDFT na noite desta terça, o vice-reitor da UnB, Edgar Nobuo Mamiya, disse que os estudantes da instituição que ocupam o prédio da reitoria podem mesmo discutir a desocupação do local na assembléia marcada para aas 12h desta quarta. "É uma conversa madura. Acho que eles vão levar o assunto à assembléia para discussão. A preocupação maior é evitar a desocupação com risco à integridade física dos estudantes. Essa é uma posição da administração da UnB, dos promotores e dos estudantes."

Outras Notícias a respeito da ocupação:

Eunaldo Verdi

Muitos questionam quem foi Eunaldo Verdi, e existem aqueles ainda que questionam uma possível mitificação do mesmo. Entretanto, o patrono de nosso Centro Acadêmico não é venerado como herói, e sim nos serve como exemplo de inspiração. Nos motiva a continuarmos lutando por aquilo que sonhamos e acreditamos, mesmo com situações desfavoráveis.

Verdi nasceu em Pouso Redondo em 2 de dezembro de 1954. Era filho de Valdemir e Teodolina Verdi. Faleceu de derrame cerebral em 10 de outubro de 1986 em Blumenau. Residia em Joinville e foi sepultado em sua terra natal, tendo por toda a sua vida atuação dinâmica e ativa, conseqüente e marcante.

Titular da cadeira de Literatura Brasileira e Chefe do Departamento de Assuntos Culturais da FURJ, sempre acumulava funções nos eventos em sua área, não apenas na FURJ, mas em toda a cidade de Joinville. Formado em letras pela FURJ no ano de 1978, fez pós-graduação em nível de mestrado em 1980 pela UFESC. Seu currículo, tanto como professor como jornalista, e sua atuação na vida acadêmica são honráveis.

Como constava no texto sobre Eunaldo na exposição dos dez anos do CALHEV:

“O Centro Acadêmico de História leva seu nome pela sua coragem e caráter solidamente forjado nas lutas em prol da qualidade do ensino público e gratuito, pela sua coragem de se opor frente às maquinações dos que detinham o poder decisório, pela sua transparência nos atos políticos, pela sua postura profissional pautada pela ética, e finalmente pela sua paixão à cultura, ao ensino e à democracia.”

O material da exposição dos 20 anos do CALHEV, em 2007, em referência a Eunaldo Verdi foi exposto em forma de varal numa singela homenagem à MAU (Mostra de Arte Universitária). Foto no mural.

“Verdi foi um homem que viveu para alimentar laços democráticos por expressões artísticas.” Marhareth Campos – companheira de Eunaldo Verdi, mãe do seu filho, Tiaraju. Assim, entendemos que por essas razões estão marcados todos seus esforços colaborativos para o movimento estudantil universitário livre e democrático.

Vladimir Herzog

Vladimir Herzog nasceu em Osijsk, na Iugoslávia,e veio com os pais para o Brasil ainda pequeno fugindo do nazismo que assolava a Europa no início do século passado. Brasileiro naturalizado, filho de Zigmundo e Zora Herzog, casado com Clarice Herzog , pai, professor da USP, teatrólogo e jornalista, Vlado, como era chamado pelos amigos, era um homem íntegro e um profissional competente, muito ligado às manifestações culturais.


Vladimir foi intimado a prestar depoimento no DOI do II Exército de São Paulo a respeito das suas atividades políticas, onde foi preso e morto no dia vinte e cinco de outubro de 1975, aos trinta e oito anos de idade. Era ligado ao Partido Comunista do Brasil-PCB e trabalhava como diretor do telejornal A hora da Notícia da TV Cultura, quando foi morto.


O corpo foi mostrado à imprensa, pendurado a uma grade por uma tira de pano do macacão de prisioneiro que usava. No entanto, os jornalistas Duque Estrada, Jorge Benigno Jathay e Leandro Konder, que estavam presentes durante a prisão de Herzog, afirmam que ele morreu sendo torturado pelos militares. A polícia política alega que Herzog após ter assumido que era integrante do PCB, suicidou-se.


Muitos jornalistas, familiares e boa parte da opinião pública não acreditaram na versão de suicídio dada pela União. Todos sabiam que Vladimir tinha sido assassinado nas dependências do DOI. Alguns companheiros do jornalista quiseram ver o corpo do amigo no IML, mas foram impedidos. Segundo o juiz Márcio José de Moraes " o laudo da morte de Vladimir não seguia as exigências legais. Não tinha valor".


No velório havia a presença de policiais à paisana. O enterro foi no dia vinte e sete de outubro de 1975, de acordo com o ritual da religião judaica. O rabino Henry Sobel, não colaborou com a versão do governo e decidiu que Vlado não seria enterrado como suicida. Depois do episódio da morte de Vladimir, o governo brasileiro tomou iniciativas e tentou controlar aquela situação, que violava a dignidade e os direitos humanos. Houve uma revolta por parte dos jornalistas, que começaram a se mobilizar, cada um à sua maneira, e contestar o sistema ditatorial que assassinava e reprimia. Uma facção da sociedade também começava a dar sinais da sua insatisfação com as arbitrariedades do regime militar.


O sindicato dos jornalistas, em São Paulo, teve um papel muito importante nesse momento. Mostrou coragem em uma época em que o medo dominava o país.
Finalmente, em 1978, a justiça admitiu que a União foi culpada pela morte do jornalista. O governo resolveu em 1987, nove anos mais tarde, que seria pago uma indenização à família de Herzog, a qual só seria recebida durante o governo FHC. Hoje, Vladimir é tido como símbolo de luta pela democracia no Brasil.

"Nós fugimos do nazismo e escolhemos o Brasil por que achávamos que era um país de liberdade.” Zora Herzog, mãe de Vladimir

"Eu em nenhum momento acreditei no suicídio de Vladimir. Tinha certeza de que ele tinha morrido torturado." Clarice Herzog, mulher de Vladimir

"Que a memória de Vladimir faça dessa geração a geração da esperança que renasce todos os dias, e que as esperanças em conjunto formem uma corrente irresistível, que nos levará a dias melhores." D. Paulo Evaristo Arns, então Cardeal Arcebispo de São Paulo.



Último aviso
Caso alguma coisa me acontecer,informem a minha família,foi assim, assim tinha que ser
tinha que ser dor e doresse processo de crescer
tinha que ser dobradoesse medo de não ser
tinha que ser mistério esse meu modo de desaparecer
um poema, por exemplo,caso alguma coisa me suceder, vá que seja um indícioquem sabe ainda não acabei de escrever.
Paulo Leminski
Fonte: http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/legado/poesia_vlado.html

Greve dos Correios - II


Acredito não ser novidade para ninguém que, na ultima semana, os correios estavam parados.

Em alguns estados, como o Paraná, a greve chegou a 90% do efetivo[1]. Algumas informações não-oficiais aqui de Joinville dizem que, na verdade, a greve foi dos profissionais externos, os que estão na rua entregando cartas, não dos que trabalham dentro das dependências da empresa.

Para alguns que não tiveram oportunidade de acompanhar o evento, o que nossos colegas estavam pedindo não era nada de anormal e fora de órbita: era simplesmente o cumprimento de um acordo. Essa combinação rezava que os funcionários receberiam, a partir de dezembro, um abono de 30% do valor de seus salários. Em março, sem maiores explicações, esse valor parou de ser repassado. Queriam ainda uma mudança na política de distribuição da chamada “Participação nos Lucros” que, ao que tudo indica, não esta sendo feita de maneira igual e justa.


Ontem a greve acabou em todo o país. “Os trabalhadores decidiram aceitar a proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e da direção dos Correios, feita na quarta-feira da semana passada, de prorrogação por 90 dias o pagamento do abono de 30% que os trabalhadores recebem desde dezembro, mas que fora interrompido em março[2].” O acordo ainda reza que o pagamento do abono de março seria pago dois dias depois da volta ao trabalho, e que os dias parados não seriam descontados.


O trabalhador em sua eterna luta por justiça. Devemos sempre a esses o nosso apoio.


Agenda Cultural galera!!!!




Dionisos Teatro
se apresenta na 20ª FESTILHA – Festa das Tradições da Ilha em São Francisco do Sul com o Espetáculo ENTARDECER
Data: 10/04/2008 - quinta-feira
Local: Cine Teatro 10 de Novembro – Centro Histórico
Horário: 20:00
ENTRADA FRANCA

SINOPSE:
Nino, Maria e Ubert encontram-se em algum lugar, qualquer lugar entre a lembrança e o esquecimento. Uma janela entre o que foi e o que poderia ser, e os sons de passado que se aninham em nosso presente. Fios de tempo que nos fazem vivos pela lembrança.
O espaço da memória e do esquecimento o vivido e o contado revivido, re-significado. Existiu mesmo? Aconteceu mesmo? Contamos o que fomos ou o que poderíamos ter sido? Vida que foi ou poderia ser. Ou pode ainda ser. Entre o entardecer e o breu da noite, muita luz ainda há, mesmo que filtrada pelo tempo. Pra amanhecer é preciso antes entardecer.

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A atriz da Dionisos Teatro, Clarice Steil Siewert participa do Projeto Cena Aberta.

AJOTE - Associação Joinvilense de Teatro e
PROJETO
CENA ABERTA
O TEATRO EM QUESTÃO

Convidam para palestra
Teatro Playback: Algumas Histórias
com
Clarice Steil Siewert *

O teatro playback (playback theatre) é uma forma teatral em que pessoas da platéia contam histórias pessoais que são encenadas pelo grupo de atores e músicos. Este formato foi criado em 1975 por Jonathan Fox, nos Estados Unidos, e é praticado hoje em mais de 30 países. Neste encontro, a atriz Clarice Steil Siewert tem como objetivo falar um pouco sobre o histórico desta prática, suas influências, formato e contextos em que é praticado. Partindo de uma ótica de teatro na comunidade, pretende abrir uma discussão sobre os aspectos artísticos, terapêuticos e sociais do teatro playback.

* Clarice Steil Siewert é atriz da Dionisos Teatro e mestranda em teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina sob orientação da Profa. Dra. Márcia Pompeo Nogueira.

Galpão de Teatro da AJOTE – Cidadela Cultural Antarctica
14 de abril (segunda-feira) - 20 horas - Entrada franca.

Maiores informações: Amarildo (91295714) ou Clarice (34326654)
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DIVULGANDO:

Aberto o Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura.
Inscrições para o Edital de Apoio às Artes 2008 até 16 de maio e para o Mecenato Municipal até 30 de maio.
Realização: Fundação Cultural de Joinville
Informações: 47 3433 0127
http://br.f552.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=simdec@joinvillecultural.sc.gov.brhttp://www.joinvillecultural.sc.gov.br/

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CICLO DE CINEMA
Abril 2008 – FILM NOIR
Sextas e Sábados
19h – Cidadela Cultural Antarctica
Rua XV de Novembro, 1383
ENTRADA FRANCA
Realização: Fundação Cultural de Joinville
A Programação se encontra no site: http://www.joinvillecultural.sc.gov.br/

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O seculovinte.com.br apresenta

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA...
Anúncios, reclames e retratos do passado

A partir de 7 de abril em diversos lugares de Joinville.
Resultado de longa pesquisa, as mostras resgatam alguns dos mais marcantes anúncios veiculados no século passado. São imagens que ficaram saudosamente guardadas na memória e na cultura do povo brasileiro.
Mais informações: http://www.seculovinte.com.br/


Colaboração da nossa querida Maria Elisa - 3º ano!!

REUNIÕES DO CALHEV

Toda Sexta-feira, 18:30h na sala A-203!
Participem, é de extrema importância.
Tragam seus amiguinhos!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Greve nos Correios atinge 23 Estados e o DF; adesão cresce


Apenas três Estados não cruzaram os braços. No Paraná, adesão passa de 90% na área operacional. Confira imagens e vídeos de passeata realizada em Curitiba. Empresa descumpriu lei que trata da participação nos lucros.


A greve nacional dos trabalhadores dos Correios entra em seu segundo dia nesta quarta-feira (2/4). A categoria cruzou os braços em 23 Estados e no Distrito Federal. Dos 26 Estados brasileiros, apenas Minas Gerais, Roraima e Espírito Santo ainda não aderiram ao movimento.


Na tarde de ontem (1º/4), o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) realizou uma passeata pelas principais ruas do Centro de Curitiba. Cerca de 300 trabalhadores participaram da manifestação.


Conforme o sindicato, a adesão à greve no Paraná ultrapassa 90% dos trabalhadores da área operacional. A adesão crescente em todo o país obrigou a direção dos Correios a suspender serviços de entrega rápida, como o Sedex 10.


A categoria mantém na capital paranaense um acampamento 24 horas diante da sede estadual da empresa.


Os trabalhadores exigem o cumprimento de um acordo assinado em novembro de 2007 pelo ministro Hélio Costa (Comunicações) e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio. O referido termo de compromisso prevê o pagamento "em definitivo", a partir de março deste ano, do adicional de risco aos carteiros, no valor de 30% do salário-base.


O adicional foi pago nos últimos três meses. Mas na última semana a empresa resolveu suspender o pagamento. O salário inicial de um carteiro é de apenas R$ 600.


Lucros mal distribuídos


Outra reivindicação da categoria diz respeito à participação nos lucros e resultados (PLR) referente a 2007, ano em que os Correios obtiveram um lucro recorde de R$ 830 milhões.


Os trabalhadores denunciam o favorecimento de chefes, gerentes e diretores dos Correios, que receberam a título de PLR valores até 300 vezes maiores que os pagos aos trabalhadores.


O Sintcom-PR apurou que o presidente dos Correios teria recebido cerca de R$ 44 mil a título de participação nos lucros. Nos Estados, os diretores regionais da empresa teriam sido brindados com aproximadamente R$ 20 mil.


Por outro lado, a maioria dos trabalhadores recebeu valores inferiores a R$ 400. Há casos de trabalhadores que receberam menos de R$ 150.


O sindicato aponta que a direção dos Correios descumpriu a legislação ao definir os critérios da PLR de forma unilateral, sem a participação dos trabalhadores. "A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados", diz o artigo 2º da lei federal 10.101, de 2000.


A Fentect (federação nacional da categoria) e o ministro Hélio Costa têm novo encontro nesta quarta-feira, em Brasília. Para o Sintcom-PR, o aceno inicial de Costa, de que estenderia o adicional de 30% por mais três meses para negociá-lo na seqüência, não interessa à categoria.


Quanto à participação nos lucros, o ministro ratificou a proposta já rechaçada pela categoria, de garantir pelo menos o valor pago no ano anterior. Ocorre que em 2007 o lucro da ECT cresceu meio bilhão. Foi 153% superior ao de 2006.


"Queremos a garantia de pagamento do adicional de risco de forma definitiva, conforme o documento assinado pelo governo", afirma Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sintcom-PR. "Quanto à PLR, defendemos a distribuição linear, sem privilégios, sem abismos entre quem recebe demais e quem recebe quase nada."


Leia também:


A íntegra do termo de compromisso assinado pelo governo: http://www.sintcompr.com.br/xoops/arquivosfck/Image/imagens/2008/termo800.jpg ? Exemplo do "abismo" da participação nos lucros: http://www.sintcompr.com.br/xoops/arquivosfck/Image/imagens/2008/cartas_abismo_plr_vertical700.jpg



Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/04/416128.shtml

terça-feira, 1 de abril de 2008




Fotos - enterro do DCE

Na primeira sexta-feira de aula, dia 22/02, foi realizada uma manifestação dos cursos de História, Letras e Geografia (e outras pessoas que foram se somando no caminho) . "Enterramos" a atual gestão do DCE, a MUDE, pois ao se omitir nas discussões e na votação da mensalidade no final do ano passado, morreu para nós.

A relação continua, afinal as entidades estudantis precisam de diálogo. Mas nossa posição não é mais como tentamos, de estabelecermos uma crítica e construirmos juntos. Construir junto não é largar na mão do outro, como o que o DCE fez.

Enfim, veja aqui: http://calhev.blogspot.com/2008/02/coisinhas-que-voc-precisa-saber-desde-j.html
aqui: http://calhev.blogspot.com/2007/12/notcias.html
e aqui: http://calhev.blogspot.com/2007/12/comunidade-acadmica-da-univille.html
o que publicamos no blog e divulgamos na universidade quando isso aconteceu. Pelo blog existem fotos, fuce à vontade!!!

Esse ano não podemos de forma alguma deixar isso se repetir! Para isso, usemos as eleições do DCE e não desanimemos dessa mobilização que se iniciou nessa época de aumento de mensalidades e só tem crescido!


ah, as fotos!









Feira do livro!

O SESC Joinville e o Instituto Feira do Livro querem convidar você a prestigiar a FEIRA DO LIVRO – ETAPA JOINVILLE entre os dias 04/04 e 13/04/2008.

Uma Programação Cultural totalmente gratuita para você e sua família prestigiarem.

04/04/2007
ESPETÁCULO DE TEATRO
“DEVORADORES DE LIVROS”
c/ o Grupo Porto Cênico de Itajaí
- 9h -

Bate Papo com presença Nacional do Autor
MOACYR SCLIAR
- 19h30min -


Confira a programação e horários no site da Feira do Livro
www.institutofeiradolivro.com .br

- SEÇÕES DE CINEMA -
- PROJETO BAÚ DE HISTÓRIAS COM O GRUPO CALÇADA DI VERSO - CURITIBA -
- CONTAÇÕES DE HISTÓRIAS -
- LITERATURA COM SABOR -
- ENCONTRO COM AUTORES LOCAIS -
- FESTIVAL DE CURTAS METRAGENS -
- APRESENTAÇÕES DE DANÇAS -
- EXPOSIÇÕES E VENDA DE LIVROS -


O QUE: FEIRA DO LIVRO – JOINVILLE
QUANDO: 04 à 13/04/2008
HORÁRIO DE VISITAÇÃO:
Segunda à Sexta-feira das 9h às 21h
Sábados e domingos das 9h às 18h
LOCAL: Praça Nereu Ramos
ENTRADA FRANCA


Maiores informações no Setor de Cultura do SESC Joinville (47) 3441-3305
e/ou no Instituto Feira do Livro (47) 3422-1133

SESC FAZ CULTURA

Artigo enviado para calhev@yahoo.com.br - MANDE O SEU TAMBÉM!!!

O ensino da cultura indígena nas escolas públicas e particulares
Por Israel Aparecido Gonçalves

Toda medida que venha favorecer e trazer o debate sobre as minorias na esfera pública é bem vinda. A nova lei 11.465/08, que altera um artigo da lei de Diretrizes e Bases (LDB) vem colocar nos currículos das escolas, públicas e particulares, a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura dos povos indígenas no Brasil. A lei, na sua aplicabilidade, infelizmente, não alterará a estrutura da grade curricular nas escolas, aliás, como não cria uma nova disciplina, essa lei, como muitas outras no Brasil, ficará mais na ordem do discurso do que na real inserção do Estado na melhoria da dinâmica educacional.
As histórias das populações indígenas serão desenvolvidas ao longo do ano letivo, como um tema transversal, ou seja, pode ou não ser adotado nas aulas de história, geografia e literatura. Aqui vem a primeira problemática; as disciplinas de história e geografia na grade curricular são mínimas, os professores não têm tempo, muitas vezes, nem para ensinar ou debater os temas já ministrados em sala de aula, tendo como pressuposto, muitas vezes, um calendário escolar cheio de feriados, homenagens e claro, de "reuniões pedagógicas". Um demonstrativo da lacuna temporal dessas disciplinas está na própria grade curricular, pois de cada cinco aulas de Língua Portuguesa ou de Matemática há duas de história e duas de geografia. Assim, mesmo com cinco aulas por semana, os alunos não conseguem dominar a matemática básica, como consta no relatório do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP) divulgado semana passada. Imaginamos agora quais serão as compreensões, dos alunos, das complexas culturas nativas, que serão abordadas em duas, três ou quatro aulas por mês no ano?
Um segundo problema diz respeito à formação dos professores. Muitos não tiveram aulas sobre os povos indígenas na sua graduação e nem na pós-graduação, ou seja, como ensinar algo que não se aprendeu? Entendemos que pior do que não ensinar a história dos povos indígenas é ensiná-la de forma equívoca, hora apelando para um nativo como um ser exótico ou hora como incapaz de sobreviver em meio à globalização. Mas não queremos caminhar no discurso da impossibilidade da implementação do ensino dos povos indígenas e da cultura africana nas escolas, que já se faz há tempos necessária, mas expor que a lei 11.465/08 é uma forma de usar, novamente as minorias para auto promoção como diria o príncipe Don Fabrizio, na obra: O Leopardo "se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude", isto é, o governo faz novas leis na área da educação para continuar na demagogia de uma educação futura de qualidade, enquanto no presente, vemos a mercantilização do ensino em todos os níveis e o abandono das escolas públicas. Talvez a escola em Tempo Integral resolve-se a questão, mas só podemos melhorar a educação no Brasil se fizermos uma revolução na estrutura atual. Construir escolas e fazer leis são requisitos importantes, mas geralmente essas novas escolas são inauguradas em tempos de eleições e as novas leis surgem desvinculadas da realidade, o que deixa evidente a falta de um projeto nacional para educação. Corremos o risco, ao incluirmos no ensino das escolas brasileiras, "disciplinas" baixadas por leis ou decretos feitos em gabinete, como a história africana, a cultura indígena e entre outros excluído da nossa história, reforçar um Brasil legal, em quanto no Brasil real, percebemos cotidianamente os pré-conceitos e os milhões de analfabetos funcionais. Nesse sentido a história da cultura indígena brasileira tem muito a nos ensinar, pois nem uma nação indígena criaria uma "lei" ou regra que não funcionasse na prática.


Israel Aparecido Gonçalves: graduado em História (Univille), especialista e em sociologia política (UFPR) e professor de Antropologia no curso de Ciências Sociais do ISCA Faculdades (Limeira-SP). E-mail: educa_isra@yahoo.com.br


Tel. (19)8199-1163

Longas esperas, frio na barriga, curiosidade, sonhos, insônias.
Sono, ônibus, apelidos, tranca ouvido.
Cadê Curitiba? Estamos perdidos!Olha uma avestruz!Opa uma cruz!
O circo chegou, a barraca instalou, a barriga roncou.
Feijão, banana, arroz, salada, plenária.
Bebe um, interas dois, vomita três, capota 4.
Maracatu, maracatu, racatuma, catumara.
Sem terrinha não rola, dilúvio lá fora, Gogiola.
Bebidas, babilônias, todo mundo sem vergonha.
Sendo rimas pobres ou rimas ricas o que mais nos importa é o que este EREH significou em nossas vidas....



Camis Negretti
26/03/2008


Editorial


Nessa semana, com o EREH, estamos vivenciando um novo tempo no curso de História, e tomara que também na Univille como um todo...pessoas com empolgação, boas idéias e vontade de se mobilizar pelas questões que envolvem o movimento estudantil.
Um momento muito esperado e que deve ser vivido com intensidade. A partir de sexta iniciarão as reuniões específicas do CALHEV para discutir onde podemos ampliar nosso campo de atuação no movimento estudantil. Não mais nas segundas, mas em dias específicos, fique ligado!
E esta edição das publicações do CALHEV estão voltadas às recordações do EREH e algumas considerações a respeito. Além, claro, da agenda cultural para que ninguém fique vendo novela em casa.
E insistimos enlouquecidamente em avisar que você pode mandar seu desenho, seu texto, sua música, sua poesia, sua foto, ou o que quiser para por no Herzogão! Deixe a vergonha de lado!
E cuidado!! Negretti está à solta e procura por seus pés!


Gestão Unimultiplicidade

X EREH!



Estive já em três EREH’s. Foi comentado, em algumas rodas de conversas em Curitiba que eu era um dos mais experientes, nesse sentido, que estava no encontro. Não sei se é verdade.
O que interessa realmente é que esse foi o EREH que tive a minha maior participação efetiva, e o resultado foram algumas alegrias e frustrações que vou repartir com vocês nesse texto.
A primeira alegria já aconteceu aqui mesmo em Joinville: nós conseguimos encher um ônibus para fazer essa viagem. Depois o envolvimento que nossa escola teve no encontro, foi algo lindo. Sempre vi a maioria dos estudantes dentro dos espaços de discussões. Tudo bem que era exigido uma presença mínima para o recebimento do certificado, mas prefiro acreditar que o interesse comandou nossas atitudes.
A tristeza foi perceber que o Movimento Estudantil de História, ainda continua (se não em sua maioria, nos seus principais lideres) sem fazer uma crítica aos seus objetivos e ao seu contexto.
A maior decepção que eu tive foi perceber ainda a busca de bandeiras de luta fora da realidade de vida dos estudantes que a FEMEH representa. Vivemos uma situação extrema de sucateamento das universidades públicas, esvaziamento das universidades privadas, PROUNI, Ensino a Distância e outros problemas reais e palpáveis do dia-a-dia do educando. A FEMEH é um órgão de organização estudantil, e deve-se preocupar prioritariamente com os problemas dos estudantes.
De maneira alguma quero dizer que as questões conjunturais não tem importância e não devam ser debatidas. Mas da mesma maneira que aprendemos que para trazer o interesse do aluno para a aula, devemos partir de sua realidade, acredito que para fazer o movimento estudantil crescer e ganhar a força de outros tempos devemos partir da nossa realidade local: pensar globalmente e agir localmente. Só assim, conseguiremos sair do campo das discussões intermináveis.
Movimento Estudantil está muito além de manifestações esporádicas de fim de ano contra aumento de mensalidade. Está em procurar, buscar, se informar, comparecer em reuniões de Centro Acadêmico, criticar, tentar construir. Está muito mais do que voltar com a pilha cheia depois de encontros: é deixar a energia nunca acabar.


Douglas Neander

Metamorfose Cia. Cênica apresenta...

Espetáculo Teatral:

"S.O.S uma mulher só"
Livre adaptação do texto de Dario Fo e Franca Rame

Dias: 28, 29 e 30 de março/2008
e 3, 4 e 5 de abril/2008

Local: Galpão de Teatro da Cidadela Cultural Antarctica - Rua XV de Novembro

Ingressos:
R$ 16,00 Inteira
R$ 8,00 meia (para estudantes, professores e idosos acima de 60 anos)
R$ 5,00 (especial para grupos de 20 pessoas com compra antecipada - informações: 9144 5323)

Ficha técnica

Elenco:
Angela Finardi
Sabrina Lermen
Samuel Kühn

Direção:
Encenação: Nando Moraes
Direção de Atores: Lucas David

Prestigie e Divulgue!!!

ATENÇÃO!!!

Mudanças nos horários do CALHEV!!!

Agora, as reuniões de Segunda-feira terão um caráter mais burocrático. Na sexta-feira, às 18:30h é que o bicho vai pegar, e vamos discutir os movimentos do nosso centro acadêmico.

Compareçam!!!

Convidem amigos!!!!

DIÁRIO DE BORDO... OU DIÁRIO DO EREH...


Quando voltávamos, eu refletia acerca do que tinha acontecido, em nossas vidas (se é que posso dizer assim), ou na minha. Bom em 2006, EREH Joinville, até participei, porém não tanto quanto gostaria, pra mim era novidade então tudo foi muito legal.. porém falta minha é claro não ter participado dos GDs propostos, e palestras, achei que o pessoal da organização precisava da minha ajuda... Então eu os ajudei... Mas sabe, eu curti bastante também, era o primeiro, tava conhecendo o pessoal, estava me conhecendo, conhecendo o meu curso...
EREH 2007 até nos empolgamos, mas depois, pela falta de organização, e indecisão do pessoal de lá , não deu.
EREH 2008, ah, esse ficamos esperando muito, pois, querendo ou não, esse seria o primeiro, então tá, fomos... expectativa de conhecer pessoas, o lugar, como seria, a organização, se ia chover, se ia dar sol, esfriar....e mais expectativas.
Chegando lá.....meu que legal.....um lugar muito bonito, inspirador o que eram aquelas árvores.....longe das complicações, um lugar para se curtir ao máximo, sem exceção !, e porque não sem pudor....!ah ......
Legal, primeira plenária, a apresentação....Burocracias....Primeira impressão: as faculdades estão com o mesmo problema que nós da UNIVILLE – aumento das mensalidades, entre outras coisas é claro, E esse seria um grande encontro (e foi)...... O som estava ruim....
O primeiro palestrante Emir Sader (ainda com o problema do som): uma aula de História da América Latina (melhor que a da querida) mas uma aula. Um pouco de chuva que molhou minhas coisas...
AHHH o que falar do MARACATU.....o que foi aquilo......vamos trazer eles pra cá....muito bom....
Uma manhã muito fria, mas uma manhã que prometia, ao menos era o que o sol dizia. GDs muito interessantes, 1° Universidade e Movimento estudantil: (estava no grupo dentro do circo), fiquei com muita vontade de falar....contar experiências, pois o que deu, ao menos pra entender que aquele era o momento de trocas mesmo...) quando ouvi o pessoal das outras universidades falando sobre seus movimentos, ações, seus problemas..o Bes....falou, ahhh grande alívio.... porque? Eu explico: não sei se entendi ao certo, mas vamos lá, o que se discutia era o que estava acontecendo nas universidades a respeito de movimentos estudantis, quais eram esses, e sobre problemas que o pessoal tanto de faculdades privadas, quanto públicas estavam e estão passando...tá, até aí tudo bem. Aí em um determinado momento, começou a ser falado algo sobre a abertura dos arquivos da didatura militar. Eu pensei...tá...assim....não entendi ( o pessoal do 3° ano sabe que quando eu não entendo, pronto, todo mundo tem que me explicar até eu entender, não é questão de burrice, ou lerda, ou qualquer outra coisa....) enquanto isso, o pessoal ia discutindo sobre isso, e dando datas: “ – ah dia tal, no dia que aconteceu isso” uma manifestação do maio de 68.....” foi o que eu consegui captar naquele momento..... o Bes pediu a palavra, e falou, o que o Neander já tinha falado um pouco, lá na plenária inicial sobre a situação da nossa universidade, a questão do nosso curso como estava....
Pelo o que eu entendi, e minhas reflexões, ( depois de ter pensado sobre a ditadura, e lembrado que eu tinha lido alguma coisa no jornal, e se bem me lembre passou alguma coisa na tv sobre isso)
A abertura dos arquivos do regime militar poderá contribuir para a localização dos corpos das pessoas desaparecidas naquele período.Segundo o presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Augustino Veit, ainda estão desaparecidas 64 pessoas que participaram da guerrilha do Araguaia na década de 70 e dez militantes políticos que atuaram contra a ditadura.
"Os familiares daqueles que morreram e nós, militantes de direitos humanos e cidadãos brasileiros, temos que saber em que circunstâncias essas pessoas morreram, se morreram sob tortura, se morreram enforcadas", afirmou Veit, em entrevista à Agência Brasil.
Veit afirmou que a abertura dos arquivos será importante também para a história do país. "Os pesquisadores, os historiadores poderão agora, finalmente, talvez, revelar o que a sociedade ainda não sabe sobre o que ocorreu durante a ditadura militar".
Segundo ele, a iniciativa não influenciará na indenização dos familiares dos mortos e desaparecidos, porque já foram concedidas. "Independentemente da localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos, a indenização às famílias já foi dada", informou.
Autores de crimes
Veit acredita que a abertura dos arquivos secretos da ditadura dificilmente revelará informações sobre os autores dos crimes e das torturas cometidas contra militantes políticos.
Para ele, existe a possibilidade de documentos oficiais ainda estarem em poder das Forças Armadas ou de particulares.
"Espero que todos os documentos que os serviços secretos das Forças Armadas produziram durante o regime militar tenham efetivamente sido transferidos para a Abin", afirmou Veit.
As suspeitas do presidente da comissão, de que nem todos os arquivos ficarão à disposição da sociedade, aumentaram depois da revelação de que arquivos supostamente do período militar teriam sido queimados na Base Aérea de Salvador (BA) no final do ano passado. "O caso dos documentos que foram encontrados na Aeronáutica de Salvador pode ser uma demonstração de que os documentos do SNI não tenham sido transferidos todos eles", avaliou.
Veit disse ter ficado preocupado com a apuração da suposta queima de arquivos porque os inquéritos realizados na época foram contraditórios quanto à autenticidade dos documentos.
Segundo ele, um terceiro laudo está sendo feito a pedido do Ministério Público da Bahia. "Se efetivamente a investigação apontar para a veracidade dos documentos, isso será uma demonstração de que documentos ainda estão sendo retidos em mãos de particulares ou em unidades das Forças Armadas", ressaltou.
De acordo com Veit, a comissão aguardará os resultados da investigação e vai analisar os documentos da ditadura que serão colocados à disposição da sociedade no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.Caso fique comprovado que documentos estão sendo mantidos em sigilo de forma irregular, Veit disse a comissão exigirá a apuração do caso por uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
pera aí, não estamos falando sobre as mesmas realidades, e pelo que eu entendi o Bes queria dizer que: (e foi o que ele falou) , em se tratando de UNIVILLE, a nível de licenciaturas, curso de História, NÃO TEMOS CONDIÇÕES DE “FAZER OU NOS JUNTAR PARA PARTICIPAR DESSA MANIFESTAÇÃO ESTUDANTIL QUE É PARA LUTAR A FAVOR DA ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA MILITAR, POIS ESSA NÃO É A REALIDADE DA UNIVILLE, OU MELHOR DO NOSSO CURSO.....
Ainda refletindo sobre isso, conversava com algumas pessoas que estavam por ali. Pensando eu, poxa ...ano passado e esse ano nós do curso de história coneguimos fazer reavivar as manifestações estudantis no nosso curso tão esvaziado, olha quantas pessoas se mobilizaram e compartilharam da nossa manisfestação, muito, mas pouco, ainda é pouco, ou melhor somos poucos. Concordo com o Bes, a acredito que outras pessoas concordam que não temos como “arcar” com uma manifestação deste tamanho que é a favor de um fato super importante, que é a abertura dos arquivos da ditadura militar se:

Boa parte das pessoas, inclusive eu, ( que depois disso estou participando) não participam nem das reuniões do CALHEV,
Não sabem o que é um movimento estudantil
Não sabem o que significam esses arquivos
Não vão pra aula
Não lêem os textos
Poxa, como faremos um movimento sem saber primeiro de questões pontuais, conceituais, e básicas pra que isso se desenvolva com muita força .....
Acredito que fica um pouco difícil.,
Opinião: DEVEMOS AGORA, NÃO COMEÇAR UMA MOTIVAÇÃO PARA OS MOVIMENTOS ESTUDANTIS, MAS SIM COMTINUAR E REAVIVAR ESSE MOVIMENTO, POIS TEMOS SIM CAPACIDADE SE PARARMOS E DISCUTIRMOS PRIMEIRO O QUE É, POR QUE É PRA QUE É O QUE ISSO VAI SERVIR, OU SEJA, PRA QUEM, POR QUEM E PARA QUEM.
Angela - 3º Ano.