terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cesare Battisti

Em joinville:
http://www.barraracriminalizacao.blogspot.com/
Ato de solidariedade:
No dia 10 de dezembro (quinta-feira) acontecerá uma banca informativa do caso do Cesare Battisti. A banca estará acontecendo as 17 hs na praça da Bandeira, ao lado do Terminal Central Urbano.
Nas décadas de 60 e 70 o Estado italiano passou por um forte processo de direitização que, através de uma aliança macabra entre Estado e Máfia, passou a criminalizar toda agitação política.



Em resistência, surgiram grupos que buscaram na luta armada uma forma de se defender e promover uma revolução na Itália. Uma luta contra a repressão institucional do governo italiano, mas também, contra as ações de milícias de extrema direita. Nessa “guerra” registram-se cerca de 1700 atentados, sendo que 70% foram promovidos pela extrema direita, que assassinou militantes e forjou atentados para criminalizar a esquerda.


Cesare Battisti pertenceu ao grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo.



Os grupos armados, através de assassinatos e prisões de seus integrantes, foram dissolvidos, Cesare conseguiu fugir.

Em 2007 Cesare foi preso no Brasil, mas recebeu o status de refugiado político do governo brasileiro, imediatamente o governo italiano de Silvio Berlusconi pediu sua extradição, que recentemente o Superior Tribunal Federal aprovou. Mas a decisão final está nas mãos do presidente Lula, e ainda não foi tomada.
Condenação sem provas



Cesare foi julgado como um preso comum e condenado a prisão perpétua sem provas, apenas por testemunhos – através do sistema de delação premiada, no qual antigos guerrilheiros, após tortura física e psicológica, recebiam a chance de saírem livres ao incriminarem seus antigos companheiros.



Extraditar Cesare Battisti é abrir um precedente favorável à criminalização dos movimentos sociais e um retrocesso aos direitos constituídos.



O comitê que está sendo formado em Joinville visa à defesa dos movimentos sociais. Hoje Cesare, mas amanhã podendo ser qualquer um de nós que sofre repressão quando luta por uma vida mais justa e democrática.

*** texto do panfleto do comitê joinvilense***

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Moção de Apoio a FAG - Federação Anarquista Gaúcha

No dia 29 de outubro de 2009, ocorreu mais um ato de afronta aos
Movimentos Sociais brasileiros. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul,
a mando da governadora Yeda Crusius (PSDB), invadiu a sede da FAG
(Federação Anarquista Gaúcha), apreendendo documentos e equipamentos,
além de abrir processos criminais por injúria, calúnia e difamação. A
justificativa de tal ato foi a produção de materiais pela FAG, nos
quais a governadora é responsabilizada junto à Brigada Militar
(Polícia Militar Estadual) pelo assassinato do integrante do MST,
Eltom Brum da Silva bem como reivindicando a saída da governadora e
denunciando as medidas políticas de cunho neoliberal do Banco Mundial.
Foi procurado também identificar o responsável pelo site
www.vermelhoenegro.org, expressando uma ameaça à liberdade de
expressão.
Nós do CALHEV (Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi)
viemos através desta manifestar nossa solidariedade à FAG em repúdio
frente às atitudes da governadora do estado do Rio Grande do Sul.
Acreditamos que, independente da variedade de posicionamentos
políticos dentro do CALHEV, não podemos nos calar frente à atitudes
criminosas desta natureza que ferem direitos democráticos básicos,
afirmando que essa luta também é nossa. Com esta carta queremos pesar
as justas reivindicações de fim aos
processos judiciais e a devolução de todos os bens apreendidos da FAG
como a garantia das liberdades democráticas que foram violadas pelo
Estado.

Não tá morto quem peleia!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ASSEMBLEIA GERAL

O Diretório Central dos Estudantes, está promovendo uma ASSEMBLEIA GERAL.

Dia: 22/10/09

Horário: 9:10 e às 20:40

hLocal: Em frente ao HSBC.

Pauta: Repasse Já

Abaixo o aumento de mensalidades

Federalização Já



SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Universidade autoriza travestis e transexuais a usar nome social em documentos

Brasília – Alunos transexuais e travestis da Universidade Federal do Amapá (Unifap) conquistaram, na semana passada, o direito de passar a usar seus nomes sociais (como preferem ser chamados) em documentos acadêmicos, com exceção do diploma. A resolução, inédita no Brasil, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior da entidade e embora ainda não tenha sido publicada, deve entrar em vigor em janeiro de 2010.

Além de estabelecer a possibilidade de os alunos optarem por incluir seus nomes sociais nos documentos estudantis de todos os órgãos e colegiados da instituição, como carteirinha da biblioteca, certidões e no diário de classe, a resolução determina que travestis e transexuais devem ser respeitados nas chamadas de presença às aulas e em eventos acadêmicos como formaturas e entrega de premiações

Com a medida, a universidade afirma estar estimulando as discussões sobre os direitos dos estudantes e promovendo a inclusão das minorias discriminadas no ambiente universitário, ainda que, até o momento, não haja qualquer levantamento sobre quantos alunos poderão se beneficiar com a resolução.

“Ainda não foi feito nenhum levantamento neste sentido, mas eu acredito que há sim travestis e transexuais entre os alunos e que a discriminação impede que eles se assumam”, afirma Betânia Suzuki, funcionária do Departamento de Extensão da Unifap e integrante do Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá (Ghata), organização não governamental que luta pelos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e autora do pedido para que a universidade considerasse o tema.

Para Betânia, a iniciativa abre “um leque de possibilidades” para as minorias sexuais, sendo mais um avanço na luta contra o preconceito e a discriminação de que são vítimas os travestis e transexuais, “alvo de chacotas, de piadas”.

“Ser identificado pelo nome civil quando este está completamente desassociado da identidade visual causa constrangimento para transexuais e travestis”, diz Betânia, explicando que os alunos poderão optar por incluir ou não seu nome social nos documentos acadêmicos, com exceção do diploma. “Como ainda não existe uma lei nacional que me dê essa cobertura, o diploma continua tendo que trazer o nome civil [do estudante] para evitar qualquer tipo de problema às pessoas”.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) disse não existir qualquer ato normativo federal sobre o assunto e que cada universidade pública tem autonomia para tratar do tema.


http://femehnacional.wordpress.com/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FESTA DO CALHEV!


Cartaz da Festa do CALHEV que será nessa sexta, a partir das 22 horas na Associação dos Servidores Públicos de Joinville, no Boa Vista.
O Valor é R$ 10 com comes e bebes livre.
O som será discotecagem de todos os gostos ritmos e estilos.
Esperamos por você!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

MUDANÇA

A data do debate de mobilidade foi modificado para o dia 23 de setembro as 19h no anfiteatro 1 em frente a midas.

No dia 21/09 às 19:00 no Anfiteatro da Biblioteca acontecerá um debate a cerca de interesse dos acadêmicos. A pauta do debate será:

* Escritório de cobrança de mensalidade (SIC SUL);

* Contratação de professores pela Universidade;

* Federalização da Univille;

* Serviços terceirizados (Xerox, Estacionamento, Restaurante e outros);

* Eleições para Reitoria.


No dia 23/09 às 19:00 também no Anfiteatro 1 em frente a midas acontecerá um debate sobre “Mobilidade no Campus”. A pauta do debate será:

* Propostas no sentido de melhorias quanto às instalações para os alunos e ônibus que fazem o trajeto Bairros/Universidade e vice-versa, procurando adequar e aperfeiçoar as instalações existentes, permitindo um maior conforto e segurança para todos os usuários e envolvidos no sistema de transporte.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Debate na UNIVILLE

O DCE com o apoio dos centros academicos estara desenvolvendo uma serie de debates relacionados com a permanencia dos academicos na universidade, participe e debata assuntos diretamente ligados com o cotidiano academico.


No dia 21/09 às 19:00 no Anfiteatro da Biblioteca acontecerá um debate a cerca de interesse dos acadêmicos. A pauta do debate será:

* Escritório de cobrança de mensalidade (SIC SUL);

* Contratação de professores pela Universidade;

* Federalização da Univille;

* Serviços terceirizados (Xerox, Estacionamento, Restaurante e outros);

* Eleições para Reitoria.

No dia 22/09 às 20:00 também no Anfiteatro da Biblioteca acontecerá um debate sobre “Mobilidade no Campus”. A pauta do debate será:

* Propostas no sentido de melhorias quanto às instalações para os alunos e ônibus que fazem o trajeto Bairros/Universidade e vice-versa, procurando adequar e aperfeiçoar as instalações existentes, permitindo um maior conforto e segurança para todos os usuários e envolvidos no sistema de transporte.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Teatro, filmes, de graça!

ENTARDECER


Projeto de Inauguração do Teatro do SESC Joinville
Data: 28 de Agosto de 2009 – Sexta-feira
Horário: 20 horas
Local: Teatro SESC Joinville ( Rua Itaiópolis, 470)
INGRESSOS GRATUITOS.

Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.
Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.
Creio na cerração das manhãs.
Conforto-me em ser apenas homem.
Envelheci,Tenho muita infância pela frente.

Fabrício Carpinejar

Sinopse: Nino, Maria e Ubert encontram-se em algum lugar, qualquer lugar entre a lembrança e o esquecimento. Uma janela entre o que foi e o que poderia ser, e os sons de passado que se aninham em nosso presente. Fios de tempo que nos fazem vivos pela lembrança.
O espaço da memória e do esquecimento o vivido e o contado revivido, re-significado. Existiu mesmo? Aconteceu mesmo? Contamos o que fomos ou o que poderíamos ter sido? Vida que foi ou poderia ser. Ou pode ainda ser. Entre o entardecer e o breu da noite, muita luz ainda há, mesmo que filtrada pelo tempo. Pra amanhecer é preciso antes entardecer.

Sobre o espetáculo: A partir da observação e entrevista com pessoas idosas, o grupo construiu três personagens sínteses de muitas memórias pesquisadas. Em três corpos imitados reconstroem-se imagens e lembranças de muitos outros que se dizem através deles.
Expressões politicamente corretas como “melhor idade” ou “terceira idade” não dão conta desta faixa etária, que, por mais novos nomes que se procure, não abarcam a diversidade do sentimento que se avizinha quando se trata da velhice. Muito se tem falado sobre os direitos dos velhos de desenvolver-se e participar ativamente da vida comunitária, porém a sociedade, onde o ser produtivo é imperatório, ainda tem muito a caminhar para alcançar esse objetivo.
Nessa pesquisa, que utilizou a Mímesis Corpórea como ponto de partida procurou-se o contato com diversas pessoas, pois múltiplos são os indivíduos. Assim, não existe a proposta de uma velhice apenas, mas de múltiplas velhices, múltiplas formas de pensar e sentir.
Espetáculo contemplado pelo prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz com o patrocínio da Petrobras

Ficha Técnica
Elenco: Andréia Malena Rocha, Clarice Steil Siewert, Eduardo Campos
Figurinos e Maquiagem: Lucas David
Cenografia: O grupo, Marcelo de Mello e Lucas David
Iluminação: Hélio Muniz
Trilha Sonora Original: Lausivan Corrêa
Operação de Luz: Hélio Muniz / Manoella Carolina Rego
Operação de Som: Vinícius José Puhl Ferreira
Direção: Silvestre Ferreira

Duração: 50 minutos
Indicação: a partir dos 12 anos

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Programação de INAUGURAÇÃO DO TEATRO DO SESC



28/08 (Sexta-feira)
Programação de Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: Entardecer (Dionisos Teatro – Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre


29/08 (sábado)
Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Espetáculo: As Três Irmãs (Traço Cia De Teatro – Florianópolis/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre


30/08 (domingo)
Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Espetáculo: O Patinho Feio (Grupo Gats – Jaraguá Do Sul/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 16h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre


31/08 (segunda-feira)
Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Concerto: Grupo Arueira (Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre

01/09 (terça-feira)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: Amor Barato (Cia Didois – Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
Entrada Franca

02/09/2009 (quarta-feira)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Cine SESC
Filme: Eles Não Usam Black-Tie (Drama – 120’ )
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 19h30
Classificação: 14 Anos
ENTRADA FRANCA

03/09/2009 (quinta-feira)
Projeto De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Concerto: Orelha De Cobra (Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Livre
ENTRADA FRANCA

04/09/2009 (sexta-feira)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: S.O.S. Uma Mulher Só (Metamorfose Cia Teatral – Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
ENTRADA FRANCA

05/09/2009 (sábado)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: Mi Muñequita (Ponte Cultural Escritório De Produção Ltda)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
ENTRADA FRANCA

06/09/2009 (domingo)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: A Galinha Degolada (Persona Teatro E Teatro Em Trâmite – Florianópolis/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
ENTRADA FRANCA

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A Companhia de Teatro da Univille

Apresenta

“O Quadro das Maravilhas”

SEMPRE COM ENTRADA FRANCA

AGOSTO

Dia 29 às 11h, na Praça Nereu Ramos (Em caso de chuva, o espetáculo será transferido para a garagem da CONURB, na Cidadela Cultural Antártica)

SETEMBRO

Dia 12 às 16h, no Sábado Cultural do Bairro Aventureiro. Local: Pátio da Secretaria Regional do Aventureiro

Dia 19 às 16h, Na Semana da Comunidade do Centro Social Urbano do Bairro Iririu

Dia 26, às 14h, em parceria com a AJOCIRCO, na Estação da Memória

OUTUBRO

Dia 03 às 13h, no Mercado Público de Joinville (Em caso de chuva o espetáculo ocorrerá na área interna do Mercado)

Dia 17 às 15h, no Galpão da Igreja São Domingos Sávio, no Bairro Jardim Paraíso

Dia 24 às 16h, na Associação de Moradores do Bairro Itinga

NOVEMBRO

Dia 14 às 13 h, no Sábado Cultural da Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba

Dia 21, às 15h, na Festa das Flores

Dia 28, às 15h30min, no Sábado Cultural do Bairro Vila Nova. Local: Secretaria Regional do Bairro Vila Nova
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Obs.: A Trilha Sonora deste Espetáculo foi criada pelos atores e músicos da Dionisos Teatro Andréia Malena Rocha e Vinicius José Puhl Ferreira.

Esta programação está sujeita a alteração em caso de chuva. Maiores informações: 34619121/ 96079796 (UNIVILLE) ou 34332190/ 84323872 (Fundação Cultural de Joinville).

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CALHEV apresenta:


Semana de Debates


“Grupos Sociais Urbanos... Lutas, transformações e Representações"


Justificativa: Nos dias 31/08 a 04/09 o Departamento de História apresentará a “XVI Semana de História”, e em comunhão com a mesma, o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi, irá proporcionar uma semana de debates intitulada: “Grupos Sociais Urbanos... Lutas transformações e representações”.


A semana propõem uma abordagem contemporânea sobre diversas organizações sociais que discutem práticas e políticas à cerca das variadas problemáticas sócio-culturais, contribuindo para o posicionamento critico dos acadêmicos. Trata-se de uma contribuição para que a comunidade e os demais interessados possam conhecer os vários movimentos político sociais para além dos estereótipos, suas lutas e representações dentro da cidade, ampliando o conhecimento teórico epistemológico para a vida prática social-cidadã.

Objetivo: Conhecer e debater os diferentes aspectos referentes as manifestações estudantis, políticos e culturais. Buscando trazer para a Universidade as discussões políticas presentes na cidade de Joinville tendo em vista discussões como: igualdade de gênero, apropriações do patrimônio cultural na cidade de Joinville, transporte coletivo e ocupações urbanas.

PROGRAMAÇÃO

31 de agosto
Exibição de Curtas

01 de setembro
“O movimento Feminista e a luta pela igualdade de Gênero”
Exibição do Documentário “Quem são Elas? – Débora Diniz”
GEPAF - Grupo de Estudos, Políticas e Práticas Feminista

02 de setembro
O movimento Passe -Livre e o Transporte Coletivo em Joinville Exibição do Curta "A Revolta da Catraca - MPL Florianópolis"

03 de setembro
Retóricas do Abandono: Apropriações do Patrimônio
Cultural na cidade contemporânea
Prof. MSc. Fernando Cesar Sossai
Prof. MSc. Diego Finder Machado

04 de setembro
“As ocupações urbanas em Joinville:
um olhar para a comunidade do Juquiá”
Exibição do Curta “Ocupação do Juquiá uma História de Luta"

Exposição Itinerante
"História de Luta e Representação estudantil"

Encerramento
Festa da DiverCIDADE


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

MST denuncia violência da Brigada Militar e prática de tortura em São Gabriel

Aug 13th, 2009
by Marco Aurélio Weissheimer.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota denunciando práticas de truculência e de tortura por parte da Brigada Militar na ação de reintegração de posse da Prefeitura de São Gabriel (RS), ocorrida quarta-feira à tarde. Segundo o MST, pelo menos trinta pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridos – incluindo pessoas com dedos e braços quebrados – no despejo forçado realizado pela Brigada Militar. “Todos os 250 sem terra foram identificados e humilhados. Os manifestantes foram encurralados dentro da prefeitura, onde foram golpeados por cassetete, chutes e tapas dos policiais”, denuncia o movimento.

No entanto, o fato ocorrido em São Gabriel quarta-feira ultrapassou o limite do convencional e adquiriu características de tortura policial, acusa ainda. “As famílias relataram que, enquanto estavam na delegacia para serem identificadas, continuaram recebendo golpes de cassetete, chutes, socos e tapas dos policiais. Chegou a ser montado um corredor polonês em que as pessoas foram obrigadas a atravessar enquanto recebiam chutes e cacetadas. Inclusive a nova pistola elétrica, que deveria ser usada para ajudar na imobilização durante perseguição policial, foi utilizada para dar choque nas pessoas”.

Nesta quinta-feira (13), integrantes do Comitê Estadual Contra a Tortura estiveram em São Gabriel conversando com as famílias sem terra e recolhendo os depoimentos. O MST repudiou a ação da Brigada Militar, dirigida pelo subcomandante Lauro Binsfeld - o mesmo que comandou o despejo das mulheres da Via Campesina em uma área da papeleira Stora Enso em Rosário do Sul (RS), em 2008, e que resultou em quase cem manifestantes feridas. Além disso, repudiou a decisão do prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, de ter se negado a conversar com as famílias e ter autorizado a ação da Brigada Militar.



http://rsurgente.opsblog.org/2009/08/13/mst-denuncia-violencia-da-brigada-militar-e-pratica-de-tortura-em-sao-gabriel/

E os anos passam

Tenho dormido todas as noites muito tarde, às vezes quando escuto o despertador de minha mãe tocando é que me viro de cara para a parede e espero o sono chegar. A intenção é de estudar durante a madrugada, aproveitando o silêncio que é poucas vezes quebrado por meus cachorros ou pelo "guardinha" da rua. Ontem, porém, depois de terminar uma etapa de estudo, acabei fechando os cadernos e passando a curtir uma nostalgia. Não sei como, e isso também não interessa muito, comecei a pensar no aniversário de vinte anos do Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi - CALHEV, evento que pude participar diretamente por ser parte da gestão que trabalhava durante essa data.

Apesar de ter muita coisa que vale a pena ser lembrada naquele momento, meus pensamentos acabaram direcionados para a mesa redonda (não lembro se foi assim chamado) que aconteceu com presença de um ex-presidete do CALHEV, da então chefe do Departamento de História e do ex-presidente do DCE. Aliás, somente sobre os participantes e suas falas poderiam ser construídos milhares de postagens, mas não é sobre isso que quero falar. Não se pode esquecer de maneira nenhuma a presença na platéia do Magnífico Reitor da Univille, Paulo Ivo Koentopp.

Quero escrever aqui exatamente sobre a minha fala naquele dia. Assim que acabou o evento, um número considerável de críticas recaiu sobre o que apresentei, principalmente pontuando que eu deveria ter sido mais incisivo em minhas declarações, menos polido em meus argumentos. Apesar de concordar em parte com essas críticas e acreditar que poderia ter feito algumas coisas de maneira diferente, tinha pra mim que a minha postura fora boa. Continuo acreditando nisso, mas menos do que antes.

Hoje eu vejo que deveria ter ali, na frente de todos, lembrado, palavra por palavra, da falsa democracia existente naquela instituição, hipocrisia esta representada na não participação direta dos estudantes em assuntos como aumento de mensalidade, mudanças na grade curricular e investimentos da universidade. E, principalmente, deveria olhar efusivamente nos olhos de algumas professoras, umas que sorriam e se remexiam concordando com cada palavra minha, e falado da demagogia de suas atitudes. Mas infelizmente muitos desses acontecimentos acabaram ocorrendo depois daquela comemoração.

Se (sempre o eterno e maldoso 'se') eu estivesse hoje lá, preparando a minha fala, teria feito uma apresentação de slides com fotos das manifestações em que o curso de História já tinha se envolvido, e discutido uma por uma seus efeitos e as atitudes daqueles "democratas" que ali riam e concordavam comigo, mas que dentro dos seus gabinetes assinam papéis que destrõem patrimônios (como a sala do CALHEV que foi destruída sem aviso prévio esse ano), agindo como se os estudantes fossem fantoches. Como eu gostaria de poder fazer isso hoje.

Mas eu não posso. Aqueles dias passaram e hoje, tudo o que eu posso fazer é escrever para que não se percam mais essas oportunidades, uma chance de dizer com todas as letras que, enquanto alguém admira os fiordes noruegueses, existem estudantes que lutam apenas para conseguir uma vida melhor através da educação.

Escrito por: Douglas Neander - egresso

domingo, 9 de agosto de 2009

carta feita por ex-presidentes do CALHEV

Univille derruba sala do Centro Acadêmico Livre de História “Eunaldo Verdi”

O presente texto é escrito no calor das notícias e na falta de informação sobre o tal fato encaminhado pela Univille e o Departamento de História.

E a cada passo que se dá em busca do pote de ouro, parece que o arco-íris mais se afasta. É esse o sentimento que paira quando um ato de extrema falta de respeito à história e a democracia acontece na busca por uma excelência baseada em números e tabelas.

No ano de 2007 o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi – CALHEV – completou 20 anos de história em um evento que, no mínimo, fez acreditar em um respeito da direção da UNIVILLE pelo movimento estudantil da instituição quando, do alto de sua saleta que parece fazer parte de outra realidade dimensional, o magnífico reitor apareceu para prestigiar as comemorações. Infelizmente foi apenas um jogo de aparências.

Após esse fato presenciamos mais uma vez a falta de diálogo com os estudantes no aumento da mensalidade de 2007 e 2008, a extrema ausência de transparência no processo de mudança de grade curricular das licenciaturas (lembrando que o curso de história teve de forçar a sua entrada nas discussões) e, por último, a rasteira final e a facada nas costas dos homens de terno e das mulheres de tailleur (ou vice-versa): a tomada da sala de reuniões do CALHEV. Sem aviso, sem conversas e sem nenhuma desculpa, tomaram um espaço conquistado pelos discentes, usado há anos para a luta em prol de uma melhoria na qualidade da educação.

O processo é completamente inverso do que encontramos no sorriso dos deuses do universo univilesco! A fala reinante é de democracia, diálogo, crescimento mútuo e outros elementos que, no fim, não passam de chicotadas e pressões que os alunos são obrigados a acatar. Isso é absurdo! Uma universidade deve ser um espaço de vivência e diálogo, situações essas que estão muito além da sala de aula e, que tem no movimento estudantil a grande possibilidade de existência. Infelizmente esse crescimento não é passível de conversão em pontos e porcentagens, não entrando assim nas contas das pró-reitorias.

A restituição da sala do CALHEV deve ser imediata, tal qual a criação de um espaço de convivência e de novas salas para os outros centros e diretórios acadêmicos da universidade. E isso tudo em um local viável, não escondido nos cantos escuros recém adquiridos.

Por fim, é importante o registro que nos disponibilizamos, mesmo não estando mais diretamente ligados ao movimento estudantil da instituição, a trabalhar junto ao CALHEV no intuito de resgatar e preservar a memória do movimento estudantil de história da UNIVILLE com todos os seus anos de envolvimento e o alargamento na visão do fazer política.

Filipe Ferrari – Ex-Presidente gestão Tempos inconvenientes (2005/2006)
Maikon Jean Duarte – Ex-Presidente gestão 30 de Agosto (2006/2007)
Douglas Neander Sambati – Ex-Presidente gestão Unimultiplicidade (2007/2008)
Felipe Rodrigues – Ex-Presidente gestão 05 de maio (2008/2009)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Moção de Apoio do MPL ao CALHEV

O Movimento Passe Livre (MPL), vem através desta, demonstrar apoio ao Centro Academico Livre de História Eunaldo Verdi (CALHEV), entidade de representação dos estudantes de História da UNIVILLE e órgão de luta dentro e fora da instituição educacional.
Condenamos a falta de respeito da UNIVILLE, que de forma arbitraria, derrubou a sala que o centro acadêmico vinha utilizando a cerca de dez anos. Mostrando assim total falta de consideração aos seus acadêmicos.
O CALHEV, historicamente esteve presente nas diversas lutas sociais na cidade. Assim o MPL, se faz presente junto aos estudantes de história na luta por um novo espaço, melhor ou igual, para que a entidade continue atuando socialmente e culturalmente na cidade e de forma autônoma.






Movimento Passe Livre - Joinville

Moção de Apoio ao MPL

CALHEV – Centro Acadêmico Livre de Historia Eunaldo Verdi, vem a publico manifestar-se a favor das ocupações realizadas na Câmara de Vereadores e na Frente da Prefeitura nos dias 16 e 17 de junho de 2009, pelo Movimento Passe Livre (MPL), onde lá estavam estudantes e trabalhadores a reivindicar a revogação da tarifa de transporte coletivo, cujo aumento foi de 12,2%. Desde então o MPL junto a outras pessoas e entidades foi às ruas protestar, reivindicar, chamar a atenção da comunidade joivillense para o descaso com o atual “transporte publico”.


Contra as empresas Gidion e Transtusa que possuem o monopólio do mesmo e nada até o momento foi feito pelas autoridades para desfazer essa situação. Do Prefeito Carlito Merss que havia assumido um compromisso público com a Frente de Luta pelo Transporte Público, onde antes de conceder esse aumento abusivo iria ser realizada uma audiência pública para explicar a planilha de custos das empresas, que nunca até então foi feita. Os vereadores ditos representantes do povo, infelizmente no dia 16 de junho se mostraram favoráveis a elite do transporte, votando contra a revogação do aumento e arquivando o processo, sem argumentos plausíveis e objetivos, demonstraram assim a incompetência que existe neste setor público.

Em um ato de protesto contra essa ação dos vereadores, que se acumulou a todo o resto, os estudantes manifestaram-se interrompendo a seção que já estava a terminar e foram recebidos com violência por assessores da câmara dos vereadores. Após represálias, os estudantes e trabalhadores ocuparam até as 00h40min a Câmara de vereadores escoltados pela polícia, que pôde atestar a pacificidade das manifestações; neste horário a “Justiça” se fez presente e “trabalhou” rápido emitindo um Mandato de Reapropriação de Posse: ou seja, pessoas foram impossibilitadas de permanecer em um local público, mesmo sem oferecer risco nenhum a ela. Quando era para essa mesma “Justiça” intervir no aumento, nada foi feito. A solução encontrada foi acampar em frente à prefeitura, atividade realizada por cerca de vinte pessoas.

Com o intuito que o prefeito recebe o MPL, se permaneceu ali até meio-dia do dia seguinte, quando foram recebidos pelo Presidente do IPPUJ, e foram firmados ganhos plausíveis e possíveis para a comunidade joinvillense nessa reunião. Na luta por uma vida sem catracas, será realizado um fórum aberto a toda a população para se discutir um planejamento do transporte público; a não criminalização do movimento, haja vista que é um movimento de luta pacifico, que busca defender os interesses das maiorias que utilizam o transporte coletivo diariamente; e se abriu um diálogo pela efetivação de um transporte público de verdade.

O CALHEV apóia as manifestações e ocupações que ocorreram e manifesta-se contrário as reportagens que circularam na mídia, chamando os manifestantes de baderneiros, e denegrindo a imagem de luta do MPL.
Joinville, 07 de julho de 2009.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cinema em Joinvas

Ciclo de Cinema na Cidadela Cultural Antarctica
Rua 15 de Novembro, 1.383, América
Sextas e sábados, às 19 horas

Hoje(31) "Saawariya - Apaixonados" (Índia, 2007)
Amanhã(1) "Homem Olhando para o Sudoeste" (Argentina, 1986)

7 de agosto"Morango e Chocolate" (Cuba, 1993)

8 de agosto"Machuca" (Chile, 2004)

14 de agosto"O Rei do Tráfico" (Colômbia, 2004)

15 de agosto"Vozes Inocentes" (Porto Rico/México/EUA, 2004)

21 de agosto"Whisky" (Uruguai, 2004)

22 de agosto"Hamaca Paraguaya" (Paraguai, 2006)

28 de agosto"Qué Tan Lejos" (Equador, 2006)

29 de agosto"O Búfalo da Noite" (México, 2007)

Clube de Cinema do Bom Jesus/Ielusc
Rua Princesa Isabel, 438
Sábados, às 19 horas

Amanhã(1) "Ensaio de Um Crime" (México, 1954)

8 de agosto"Deserto Vermelho" (Itália, 1964)

15 de agosto"Eraserhead" (EUA, 1977)

22 de agosto"Fanny & Alexander" (Suécia/França/Alemanha, 1982)

29 de agosto"Sozinho Contra Todos" (França, 1998)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mudanças na UNIVILLE?

Não me lembro bem ao certo a data de quando os boatos começaram, mas, se não me engano, foi há mais ou menos um ou dois meses atrás, ainda na antiga gestão. De acordo com tais boatos, o departamento seria mudado para outro local. Naquela época, Professor Afonso Imhof, Chefe do Departamento, assegurou que a sala do CA seria mantida no seu devido local.

O tempo foi passando, a Gestão 8 de Maio assumiu, em momento algum nós ficamos sabendo de qualquer mudança nos planos da Instituição em transferir o nosso espaço para algum outro lugar. Até que no dia 17/07/09, sexta-feira, uma faca foi cravada no peito de todos aqueles que dedicaram seu tempo, e porque não, um período de sua vida ao nosso Centro Acadêmico. Afirmo isso pois acompanhei toda a repercussão na comunidade e vi toda a tristeza que os egressos e acadêmicos sentiram ao saberem da perda. A UNIVILLE, que sempre se julgou uma instituição tão democrática, sem aviso prévio, nem nenhum contato com qualquer pessoa ligada ao CALHEV, derrubou as paredes que faziam as divisórias do antigo Departamento de História.
O que, conseqüentemente, deixou o nosso CA sem sala. Pessoas ligadas à Gestão só ficaram sabendo por intermédio de pessoas que trabalhavam no Laboratório de História Oral, que também teve que mudar de local.

Hoje, dia 23/07/09, eu e a Marluce, conversamos com o Prof. Afonso, por volta das 18h, e tivemos a notícia de que as mudanças de plano para o Layout novo foram feitos em cima da hora, em uma reunião em que ele não se fez presente. Após isso nos dirigimos ao Departamento de Patrimônio, onde fomos mais uma vez negociar com a Geórgia, pessoa que está coordenando as mudanças, e a mesma se comprometeu em, além de conseguir um espaço novo para o CALHEV, fazer um layout novo para o DCE onde haja espaço para todos os CAs ativos e o CEE, para que estes possam estar se articulando politicamente.

São através destas medidas que notamos não existirem mudanças nos chefões do universo UNIVILLE. Nós, estudantes, continuamos alheios às decisões tomadas pelos engravatados que definem tudo arbitrariamente, continuamos sem poder participar das discussões quanto ao aumento das mensalidades e agora quanto à nossa remoção. Nós do CALHEV sempre estivemos presentes nas lutas do Movimento Estudantil na UNIVILLE e na cidade, e por muitas vezes, representamos mais os estudantes do que o próprio DCE. Não aceitamos tamanha afronta e falta de respeito, exigimos um espaço igual, ou melhor que o utilizado anteriormente, e também um espaço novo para os outros CAs. Apenas desculpas não bastam, queremos ação por parte da instituição, queremos DEMOCRACIA.
Escrito por Pato, 2º ano.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Coluna do SINTE - 16/7/2009

ALESC É CARTÓRIO DE LHS
Autor: Diretoria executiva do SINTE/SC

A ALESC mostrou ontem o quanto segue a política do Governo LHS: antidemocrática, autoritária e ditadora! Durante a votação do projeto de lei 015 (Plano de Carreira) e 029 (Fundeb) a segurança do poder legislativo catarinense usou de truculência e violência contra os trabalhadores de Educação. Três professores foram violentamente atingidos pelos policiais quando tentaram entrar no plenário da Alesc para acompanhar a votação: um foi encaminhado ao hospital com suspeita de fratura na costela; outro recebeu um ferimento no rosto e o terceiro sobre uma “gravata” que quase o sufocou.

A violência dos seguranças das ALESC contra os servidores estaduais é reincidente: no ano passado, durante a votação do IPREV, os policiais militares e civis também agrediram os servidores públicos. Esta é a forma que o LHS recebe os servidores na Casa do Povo!

Este lamentável quadro demonstra que a população catarinense não tem poder legislativo, mas sim - com exceção de alguns deputados - um executivo que não dialoga, não discute e utiliza a violência para afastar os trabalhadores e mantê-los impedidos de lutar por seus direitos adquiridos de forma legítima. A maior parte dos deputados diz “Amém” a tudo o que o Governo LHS determina, sem questionamentos e sem senso de responsabilidade para o qual foi eleita.

A violência que normalmente o Governo LHS emprega contra os movimentos organizados dos servidores é reflexo das escolas, onde não é permitido o diálogo, onde há repressão por maioria dos diretores e onde se convive com constantes ameaças.

O resultado da votação dos projetos 015 e 029 foi uma vergonha para a Educação e população de Santa Catarina; o poder legislativo aprovou projetos construídos de forma antidemocrática, sem o debate e discussão de sua elaboração com o Sindicato; além de trazerem pontos inconstitucionais, como é o caso dos assistentes de Educação, que não podem se afastar do cargo; aumenta o número de alunos para a regência de classe da Educação de Jovens e Adultos, cria rivalidade entre assistentes de Educação e técnicos pedagógicos, porque oferece gratificações distintas; e desmonta o Plano de Carreira do magistério. A lei do Piso, apresentada pelo Governo Estadual, ilude a categoria com reajuste que, de fato, não existe. LHS propôs a incorporação de R' 100,00 paga em 4 parcelas até agosto de 2010 e sem correção monetária.

Este aumento que o governador Luiz Henrique e o secretário da Educação Paulo Bauer alardearam nos meios de comunicação, na semana passada, representa uma mentira; pois não reflete ganhos significativos na tabela salarial do trabalhador em Educação da rede pública estadual.

O SINTE considera que esta é uma das piores propostas impostas à categoria por um governante; além de retirar direitos, desvaloriza o trabalhador em Educação.
No cenário nacional, Santa Catarina é um dos estados da federação com o maior número de profissionais em Educação com nível superior; mas, infelizmente, a proposta do Governo aprovada ontem na ALESC e a postura dos deputados da base governista, desconsideram este dado e se colocam contra a valorização e avanço da Educação pública catarinense.

Se você quiser receber a coluna do SINTE/SC por e-mail toda semana e informações sobre as atividades do sindicato, cadastre o seu endereço eletrônico. É só nos mandar um e-mail.

EXPEDIENTE:
Esta coluna sai às quintas-feiras no Jornal A Notícia

[AN] Dois confrontos na Assembleia

Manifestantes protagonizam cenas de violência em votação de projetos para professores e policiais militares


O dia foi tumultuado ontem na Assembleia Legislativa. Pela manhã, policiais militares de folga foram autorizados a entrar armados na casa – o que é proibido – para a discussão do projeto nº 027/09, que institui critérios de valorização profissional para a categoria. O clima tenso obrigou o presidente da casa, deputado Jorginho Mello (PSDB), a suspender a sessão e adiar a votação para hoje.


A confusão continou à tarde, quando professores e integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) tentaram invadir o plenário.
Eles queriam o pagamento integral do abono de R$ 100 em vez do parcelamento em quatro vezes, como foi aprovado (confira quadro ao lado).A confusão foi gerada porque os deputados tinham pressa em aprovar os projetos antes do recesso parlamentar, de amanhã a 3 de agosto. Cerca de 800 pessoas acompanharam a sessão nas galerias, que têm espaço para 220.O Sinte afirma que seis professores tiveram ferimentos.


Luiz Pustiglione, coordenador do Sinte em Florianópolis, ficou com a camisa rasgada e marcas de agressões nos braços. A professora aposentada Maria Tereza Cunha, 58 anos, foi empurrada. Um grupo de oficiais da PM que estava ao lado do incidente não interveio.Os ânimos só se acalmaram depois de cinco minutos de confronto, com a intervenção dos deputados Kennedy Nunes (PP) e Ângela Albino (PCdoB).


http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2581619.xml&template=4187.dwt&edition=12725&section=884

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Entrevista com o Prof. Tonhão

"Conversar com o professor Tonhão é estar diante de alguém que participou ativamente dos principais processos políticos do país, sobretudo no que diz respeito aos altos e baixos que teve a atividade sindical desde os fins da década de 1970. Ele esteve na fundação da CUT e do Partido dos Trabalhadores (PT), quando estes eram ainda tidos como organizações ultra-radicais até pelos militantes de horizontes mais revolucionários."

leia na íntrega em http://passapalavra.info/?p=7955

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O MST, a luta pela Democratização da Terra e da Soberania Popular

*Resposta do estudante Willian, do primeiro ano de História, à cronica do advogado Marcelo Harger publicada no Jornal A Notícia no dia 8 de julho de 2009.



O Movimento denominado pelo Srº MARCELO HARGER como Movimento dos Sem-tolerância, nada mais é do que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), maior e mais bem organizado movimento social de reivindicação e da luta pela reforma agrária no mundo, reconhecido mundialmente como importante organização para o processo de democratização de nosso país, inclusive pela ONU.

O que não trata o Srº Marcelo, é que o mesmo movimento que ataca, ocupa propriedade improdutivas, que não respeita as leis trabalhistas nem as ambientais. Essas terras que não cumprem sua função social como afirma a Constituição Brasileira nos artigos 184 e 186, devem ser desapropriadas para fins da reforma agrária. Se o MST, e os trabalhadores rurais sem-terra ocupam essas terras é por que não se tem o interesses das elites econômicas e políticas como o Srº Marcelo Harger de revolver este problema social histórico.

Lembrando que falo da maior concentração fundiária do mundo, origem de toda concentração de riqueza de nosso país e base da miséria que assola nosso povo no campo e nas cidades. Sendo utilizados pelos ricos e poderosos de nosso país todos os meios e mecanismos como o Ministério Público fascista do RS para criminalização de movimentos legítimos como o MST, suas escolas de formação humana, acampamentos, assentamentos e cooperativas que vem produzindo cada vez mais alimentos, exemplo a Terra Viva de nosso Estado que muitos conhecem.

O objetivo de uma reforma agrária deve ser de recuperar a esperanças e dignidade de milhões de trabalhadores brasileiros historicamente roubados, excluídos e marginalizados. Corrigindo a produção nacional de forma mais responsável e com o intuito de alimentar um povo, que todos os nutricionistas afirmam não ter o que comer, nem saber como se deve comer, e assegurar terras, dentro de novos termos de divisão do solo, para uma sempre maior população até agora sem alimento, sem teto, sem terra e instrumentos de trabalho próprios; as margens do grande latifúndio apesar de constituir uma classe de milhões de cidadãos na mais injusta e na mais irremediável das desigualdades, à econômica.
A reforma agrária consiste na democratização da terra que a partir da invasão europeia foi grilada, cercada e manchadas de sangue de índios, negros, colonos pobres, ou seja, da maioria do povo brasileiro, hoje se encontra nas mãos das grandes multinacionais que devastam, queimam e destroem nosso país em nome de um desenvolvimento nacional irresponsável, insustentável e desigual.
O Latifúndio permanece ainda hoje sendo sinônimo de riqueza, status e fetiche de nossa burguesia nacional controlada pelo capital financeiro internacional explorando milhões de crianças, adultos e velhos no antigo regime escravocrata e servil brasileiro onde predomina a monocultura da soja, da cana de açúcar e do pinús num processo industrial e comercial milionário que é voltado à exportação não tendo nenhum interesse com a soberania alimentar de nossa nação. A reforma agrária não será medida de Estado ou governo mais da vontade e interesse da população brasileira.

Convido-os a todos a conhecerem os assentamentos do MST na região, sua atividades de formação humana, de sua produção baseadas na agroecologia e na pluricultura, para que todos constatem que não tem monstros no campo, há não ser os que sustentam, defendem e legitimam o latifúndio assassino e desumano.

Willian Luiz da Conceição é estudante de História da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, presidente do PSOL – Joinville e colaborador do setor de relação com a sociedade do MST.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Bonde da História [*]


Um dos cursos mais mobilizados durante a greve da USP conseguiu construir, mesmo em meio a tantas dificuldades, relações interessantes entre os estudantes e professores grevistas, gerando debates que iam além dos fatos e criando formas dinâmicas de articulação. Por Luis Branco



A greve do primeiro semestre de 2009 na USP [Universidade de São Paulo] ficará marcada pela latência da crise das instituições de poder e representatividade da universidade. Seu fim, sem a conquista das pautas [reivindicações] mais evidenciadas, embora nos dê um gosto amargo, parece dessa vez não significar um momento alto de desgaste, sucedido por um período de “ressaca”. Pelo contrário, a simultânea saída das três categorias [1], articuladas no sentido de não só questionar, mas concretamente alterar a estrutura de poder na USP, significa que, para além das pautas específicas de cada categoria e a despeito de seus posicionamentos e ações políticas diferentes, a USP não ficará tal como está: chegamos ao limite.



A tensão será a tônica do próximo semestre. É bom lembrar que haverá eleição para reitor. A mobilização estudantil no curso de História certamente continuará forte nesse segundo semestre; ainda que com algumas limitações, uma profunda reflexão sobre o momento pelo qual estamos passando e a real possibilidade de intervenção efetiva nele foram construídas nesse mês de junho. A idéia aqui é dividir com todos o que foi, então, esse processo na História, sua mobilização e suas perspectivas.



A negação do diálogo e a (in)conseqüente opção da reitoria pela entrada do aparato militar para repressão propiciaram uma rápida resposta de parte da comunidade universitária, indignada com a presença da Polícia Militar no campus para “mediar” as relações entre as categorias. Os estudantes do curso de História deliberaram por greve no mesmo dia, como reação imediata a essa atitude.
Durante os dois dias seguintes, a mobilização no curso se deu por passagem nas salas no sentido de paralisá-las, conversando com os colegas e docentes sobre os motivos da greve. A partir do terceiro dia, barricadas, para impedir os fura-greves e forçar o diálogo e o posicionamento de professores e estudante, que se colocavam como indiferentes à grave situação presente da USP, completamente fora de sua normalidade.



A conseqüência das barricadas foi o tensionamento no departamento. A direita dos alunos se organizou para desmontar as cadeiras que bloqueavam os corredores na surdina, para jogá-las nos grevistas, chamar a polícia para garantir o tão propalado “direito de ir e vir” e o “direito de ter aula“. A chefia do departamento, compreendendo o grave momento que se colocava, convocou uma plenária departamental para discutir os acontecimentos. Com boa presença de discentes e docentes, a plenária girou em torno do fato de estudantes e professores desrespeitarem os fóruns das categorias e as suas decisões. A maioria dos presentes se colocou como preocupada em relação a isso: é evidente que os fóruns de deliberação possuem problemas, porém eles são os espaços coletivos, públicos, de discussão. Se existem problemas, cabe a todos tentar melhorar esses fóruns, quem sabe até transformá-los, para que eles recuperem sua legitimidade. Decisões e posicionamentos individualistas foram amplamente lamentados, rejeitados.



A constatação de que o nível de hostilidades era crescente entre os estudantes, e que alguns professores não iriam respeitar a decisão do movimento estudantil da História de paralisar as aulas por completo, passou pela questão de que esse tensionamento se dava muito pela inexistência de um canal de diálogo, de um debate franco entre os indivíduos que compõem o departamento.



A partir disso, estudantes e professores buscaram criar esse espaço de diálogo. O resultado foram os chamados «bate-papo [conversas] semanais», às quartas-feiras, em que professores e estudantes expõem, da maneira mais livre possível, suas visões sobre a greve, os problemas do departamento, análises e propostas sobre a USP. Foram até agora quatro encontros muito interessantes. Se o primeiro começou com uma série de desabafos pessoais sobre o que significava a universidade, a greve, o curso de História para cada um (o que demonstra realmente a falta de espaço para se debater publicamente uma série de questões), a última terminou com idéias sobre qual é o papel da Faculdade de Filosofia na universidade, na sociedade; sobre a estrutura de poder no departamento e na USP; o que significa uma greve; que tipo de estudante entra na História, que tipo de historiador, de cidadão estamos formando, que tipo de professor entra no departamento; o caráter político das aulas ministradas, o papel do professor, a estrutura curricular do curso, o caráter das pesquisas, o peso do CNPQ e da FAPESP [instituições de financiamento à pesquisa], as condições de pesquisa oferecidas na graduação e na pós-graduação, a falta de relação entre elas… Enfim, uma série de reflexões há tanto tempo acumuladas individualmente ou guardada por poucos grupos e que agora se abrem para o esforço de pensar coletivo, um esforço de elaborar projetos coletivos de transformação. Garantido esse espaço e que as decisões tomadas coletivamente seriam respeitadas, as barricadas deixaram de cumprir o seu papel, fundamental, aliás, para que ocorresse efetivamente uma mobilização ativa e complexa no curso.



As plenárias dos estudantes de História durante o período em que a greve esteve vigente sempre giraram em torno de 100 alunos – um número muito significativo. Diferentemente das assembléias gerais, com seus vícios, conchavos, manobras e marcações de posições intransigentes de certos grupos partidários, as plenárias da História, embora cansativas como toda plenária, correram num clima de respeito às posições, discussões intensas e complexas sobre as pautas da greve - superando, inclusive, essas. A penúltima, nem mesa tinha – e funcionou muito bem! Isso se deve ao grande e intenso envolvimento dos estudantes autônomos, militantes independentes – a atuação destes permite que as diferenças possam coexistir e serem discutidas, proporcionando uma radicalização do debate e das tomadas de posição. Assim, os partidos políticos são impossibilitados de se tornarem “a vanguarda do movimento” (argh!): não conseguem pautá-lo e delimitá-lo politicamente. Não engessam [congelam] o processo de reflexão e radicalização, o que esvazia o próprio movimento. Foram obrigados de fato a dialogar e a construir verdadeiramente com seus colegas.



Durante o processo de mobilização, nos bate-papos de quarta-feira, nas plenárias estudantis e nos comandos de greve, uma das coisas mais colocadas foi a necessidade de se aprofundar os temas que geraram maior discussão no departamento. Surgiu a idéia, por exemplo, de se ocupar as salas de aula, no período de greve e também quando esta acabar – com grupos de estudos e trabalho. Quatro já foram formados, sendo que dois já estão funcionando. São eles:
*Ensino de História;*Universidade: Projetos;*História Recente do Movimento Estudantil;*Estado, Violência e Autoridade.




Assim, o que se busca é pensar, estimular um outro projeto não só para o departamento de História, mas para a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, resgatando o seu espírito crítico na universidade e também na sociedade, pois é evidente que esse está se desmilinguindo [desmanchando], sendo massacrado pelo produtivismo acadêmico e pela noção, tosca, de que a Universidade é uma mera prestadora de serviços, formadora de profissionais.



É preciso, sim, reafirmar a história da FFLCH [Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas] e as suas lutas. É preciso fazer a história do departamento de História, ainda inexistente, para que a gente não ouça mais absurdos como os ouvidos no último mês, de que “greve não serve para nada”, “sou contra a greve política (????)”, “o meu direito de assistir (ou dar) aula tem que ser respeitado”, “quero me formar e ponto” ou atitudes de franca ridicularização por parte de alguns professores e estudantes frente àqueles que buscavam dialogar com seus colegas. Isso sem contar as manifestações de cunho classista contra os funcionários e o seu direito de greve. Essas frases e atitudes foram, sobretudo, realizadas por gente que está cursando o seu primeiro ano, segundo ano. Pois é evidente que a greve desse semestre é um divisor de águas no que diz respeito à mobilização, em vários sentidos. Aponto aquele que nos interessa nesse texto: o conservadorismo, a tecnocracia e a ação reacionária que se encontram de maneira bem mais organizada na Faculdade de Filosofia – e não se restringe aos professores e a um pequeno grupo de estudantes.



A disputa está dada e não basta apenas nos defendermos contra o processo de desmantelamento, de esvaziamento das chamadas Ciências Humanas. Reafirmo: é preciso atacar - o que significa irmos além do urgente resgate político e acadêmico da FFLCH, mas elaboramos um novo projeto, um novo sentido para a sua existência, que a coloque em relação com as questões, a problemática da nossa sociedade, com os movimentos que visem a sua transformação.



O que houve no curso de História foi um salto de qualidade no que tange a organização do movimento e no embasamento das discussões. A saída da greve se tornou inevitável, e a sua escolha, dentro de um contexto maior, preserva os ganhos que essa mobilização teve. Não, não falo em vitórias e derrotas – a idéia aqui não é vender os resultados da greve. É constatar que, ainda que as pautas que encabeçam o movimento geral não tenham sido alcançadas - Fora PM, Fora Reitora, Fora Univesp (o que aponta para os limites do movimento, que devem ser discutidos criticamente) - na História houve um real aprofundamento do que significa a Univesp, o que é o ensino à distância; a entrada e permanência da PM, o papel, aliás, da PM na sociedade (defendemos o FORA PM DO MUNDO!), o que significa o exercício de poder na USP, que aliás tem muito a ver com a periodicidade em que ocorrem as greves.



Em agosto, a volta às aulas, com garantia de reposição efetiva, se apresenta com uma perspectiva de empenho, para estudantes e professores, de continuar fortemente a mobilização a partir, então, de um patamar de debate mais qualificado e com muitas ações já em mente, visando a articulação de todo o departamento - funcionários inclusive, uma vez que, sem dúvida, não conseguimos aproximá-los das discussões, um problema grave. Logicamente que julho não passará batido. Os grupos de estudo e trabalho continuarão na ativa, bem como reuniões visando a organização do semestre no que tange as lutas.



Ficou claro que posicionamentos individualistas não serão mais tolerados no departamento e sim atacados. Cabe aos estudantes continuar puxando e tensionando. O fim da greve não deve ser encarado como a volta à normalidade. E isso é um grande desafio: é difícil nos mobilizarmos realmente, concretamente, com as aulas de volta (até quando estamos em greve as dificuldades são grandes!). Por isso, mais do que alterar a estrutura de poder, necessária mesmo num departamento conhecido como um dos mais democráticos da USP, a questão é exercer de fato o poder (tomá-lo ou destruí-lo…) exercer de fato a democracia. É agir no sentido de que não serão mais as aulas ordinárias, as atividades acadêmicas que ditarão o ritmo do departamento.



A mobilização na História tem um peso muito grande no movimento. Não é à toa que as bombas da polícia estouraram no prédio que nos abriga, além de outro curso bem mobilizado, o da Geografia. Nossas posições e ações influenciam, certamente, os outros cursos da FFLCH. Para que esses debates de fato possam vislumbrar um maior alcance é preciso articularmos com os nossos vizinhos, aprofundando as discussões e a radicalidade a partir do acúmulo já construído, para a Faculdade de Filosofia tomar uma posição clara na disputa pela universidade e na sociedade.



[*] Bonde [carro eléctrico] da História é como alguns alunos do curso, muito ativos na mobilização e notadamente conhecidos por sua criatividade na composição de músicas e ações para as manifestações, se denominam.
[1] A assembléia geral dos estudantes ainda não deliberou o seu fim, mas a tendência é a saída da greve, seguindo o posicionamento das assembléias de curso, que definiram por sua suspensão - casos da História, Geografia e Filosofia.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

MANIFESTO POR UMA VIDA SEM CATRACAS

Nós do Movimento Passe Livre – MPL - um movimento, Autônomo, Independente e Apartidario – entramos na quarta semana consecutiva de atos contra o aumento absolutamente arbitrário da tarifa de ônibus, por parte do prefeito Carlito Merss. Visando democratizar o debate sobre o transporte na cidade e denunciar a Câmara Municipal, pelo arquivamento do projeto de sustação do aumento por parte da comissão de legislação e justiça na tarde do dia 16/06 - terça-feira – o movimento ocupou de forma pacifica a câmara.

Com o intuito de que a câmara de vereadores junto do prefeito se prontifiquem a, de fato, explicar a planilha de forma pública, clara e transparente, onde todos os dados sejam rigorosamente colhidos e averiguados, para que posteriormente, possamos ter um calculo do real valor da tarifa.

Ocupamos a câmara até 00:40 do dia 17/06 – quarta-feira – quando recebemos o mandado de reintegração de posse emitida pelo judiciário de Joinville, onde mais uma vez o poder público desrespeitou a via de negociação já aberta com o presidente da câmara Sandro Silva. Enquanto negociávamos nossa saída da câmara, ele tramava nossa retirada sem diálogo.

Após a desocupação da câmara nos dirigimos a prefeitura onde acampamos no intuito de exigir do prefeito o cumprimento do acordo feito com varias entidades estudantis, de bairros e o MPL para um amplo debate sobre a planilha e o transporte coletivo da cidade.

Frente ao descaso de todos os poderes legalmente constituídos nessa cidade, o Movimento Passe Livre conclui que nenhum desses poderes esta realmente comprometido com os interesses da população de Joinville. Diante disso convocamos a todos e todas que moram e Joinville a se organizar junto ao movimento de forma autônoma, pois mais uma vez provou-se que essa é a única forma de termos nossos interesses assegurados.

O Movimento Passe Livre reivindica:- A revogação imediata da tarifa de ônibus, para seu valor anterior;- Uma audiência pública com o prefeito e todos os vereadores, explicando de forma transparente a toda população, a planilha do transporte coletivo;- Seja revista as concessões ilegais das atuais empresas de ônibus, para a criação de um transporte coletivo de fato público;- A não criminalização do Movimento Passe Livre e todos os envolvidos nas mobilizações contra o aumento na tarifa de ônibus.

Acampados na frente da prefeitura,
Movimento Passe Livre Joinville.
Por uma vida sem catracas.
17/06/2009.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Despedimo-nos..!

Ultima postagem enquanto chapa 5 de maio, agradecemos a todos/as que ajudaram a construir o Movimento Estudantil pelo CALHEV, independente da forma de ação. E desejamos à gestão da chapa 8 de maio, que seja infinitamente melhor que a atual!
Em seguida texto do Felipe sobre a gestão:

Da gestão da chapa 5 de maio.

É importante que já de antemão os possíveis leitores saibam que quem escreve estas linhas é o Felipe, então se houver algum questionável juízo de valor ou opinião, são provenientes de mim, não da chapa 5 de maio. O que tentarei fazer aqui não é justificar, nem exaltar, mas mais apresentar as realizações e as não realizações e as dificuldades, erros, acertos e experiências acumuladas nesse ano de movimento estudantil, e assim, buscar contribuir com a continuidade da luta, já que, felizmente sempre temos alguns interessados, dispostos e comprometidos a construir uma forma de resistência, a se enxergar como agentes históricos.

O ano passado, ao que me parece, estava mais propício à luta dentro do movimento estudantil de história. Tínhamos opiniões muito divergentes sobre como estava acontecendo e como deveria ser feito. Foram duas chapas, com orientações diferentes, propostas diferentes e com um embate bastante pesado, e por vezes até violento. Sem muitos detalhes da campanha, ganhamos por uma diferença considerável a eleição, e eu atribuo a “vitória” ao fato de nossa proposta de gestão ser mais ampla do que a da chapa concorrente. Porém, pensando hoje, e com uma visão real de como se configura o ME de história, penso que a amplitude que propusemos foi um erro. Adiante discorrerei sobre esta questão.

Nossa proposta era uma chapa horizontal, ou seja, que os “cargos” fossem desconsiderados e que todos teriam a mesma responsabilidade pela gestão. Que as propostas seriam aplicadas de acordo com o interesse dos estudantes e era aberta a qualquer sugestão, e ainda, procuraríamos ter uma descontinuidade com a gestão anterior com relação a algumas questões.

Com relação à questão da horizontalidade, ela funcionou em partes, a gestão sempre foi aberta, as reuniões sempre buscaram incluir o maior número de pessoas, mas a responsabilidade igual pela gestão não aconteceu. No decorrer dos meses, as dificuldades individuais, ou a falta de compromisso foram aparecendo e houve sim uma centralização de responsabilidades. O que não é nem um pouco positivo, mas infelizmente aconteceu, e na minha opinião esse é um esforço necessário, de buscar coletivizar cada vez mais as ações de horizontalizar mesmo para que o movimento realmente progrida, e não apenas resista. Já com relação às propostas serem realizadas de acordo com o interesse dos estudantes, isso foi encaminhado e a relativa, ou não tão relativa descontinuidade com relação à chapa anterior também.

Comentarei, daqui a diante ponto a ponto das propostas, o que foi e o que não foi feito, e minha opinião sobre a questão em específico, depois da experiência. Com relação à questão da informação / comunicação, no Jornal Mural nós realizamos uma modificação da política editorial, procuramos focar na cidade, nos movimentos que nos envolvem. Acho que isso foi realizado, porém tivemos um pecado: editamos poucos JMs, ou editamos com pouca freqüência, não dando talvez, o real valor que estes espaço tem. A criação de um boletim periódico do CA era uma outra proposta, que aconteceu, mas poucas vezes. A proposta de articulação com a FEMEH não aconteceu em nenhum nível, nem mesmo de comunicação, ou seja, ficamos presos e ocupados demais com a dinâmica do ME e da cidade e não pudemos nos dedicar ao movimento mais amplo. Os informativos com relação aos livros e publicações que tínhamos proposto também não passaram nem por discussão de ocorrer após nossa eleição. A minha visão é que a comunicação é informação são fundamentais, especialmente buscando utilizar-se de contra-informação, de resistência ao que somos “obrigados” a engolir diariamente. Temos um certo privilégio com relação a isso, pois temos o blog, o orkut, o JM, o zine e o e-mail, poderíamos e deveríamos ter sido mais freqüentes e ter focado mais na política da cidade, nos movimentos sociais e no movimento estudantil, e acho que isso na medida do possível deve ser feito, pois é uma grande ferramenta de mobilização.

Outro ponto são os problemas jurídicos que o CALHEV tem. O Estatuto e o CNPJ estão irregulares e tínhamos a proposta de resolver isso. Com relação à isso, fizemos apenas os primeiros contatos jurídicos para saber como deve ser feito, quais os procedimentos e qual a situação, mas parou por aí. Há um ponto importante sobre isso, que com a discussão de uma entidade representativa para os estudantes de licenciatura – que inclusive ficou bastante encaminhada e é talvez uma idéia interessante para mais adiante, que tentamos viabilizar no fim do ano passado e com as discussões do estatuto do DCE, entramos em um contato mais “íntimo” com essas questões, e então, apesar do DCE ter nos tomado um precioso tempo, no mínimo essa experiência e contato levamos e agora, com um pouco de esforço dos posteriores, podemos com certa facilidade resolver essa questão e adequar tanto em termos de concepção, quanto em termos legais estes documentos oficiais do CALHEV. E apesar de mais burocrático do que pragmático, penso que é uma necessidade, afinal, mesmo para negar a ordem, em termos de tática, temos de utiliza-la também.

Das questões artístico-culturais, prometemos basicamente duas coisas: o CASCA, e a Semana de Curtas. As diferenças que prometemos eram: buscar trazer coisas de fora – aconteceu uma vez em novembro com uma apresentação de hip-hop, Ampliar o CASCA para outros cursos e em locais que incluíssem mais pessoas, fizemos um CASCA e com essas características e ainda, este CASCA teve um cunho político bastante importante, e nesse sentido, acho que cumprimos o papel, mas poderíamos ter realizado mais desses. Apesar de que, na minha concepção de hoje, penso que tais atividades dão um grande trabalho e elas não necessariamente precisariam ser propostas do CA, que deveria priorizar a “luta política”, mas sim dos interessados, como por exemplo, as pessoas que tem interesse em se apresentar, daí com apoio do CA. Da semana de curtas, realizamos três durante a gestão, ou seja, cumprimos o prometido, mas eu pessoalmente vi uma validade quase nula de tais eventos, na medida em que eles existiram basicamente para deleite, sem discussão e sem necessariamente estarem vinculados com as lutas necessárias. Se tivéssemos tido a noção de inserir uma discussão nos eventos, talvez, na minha concepção, os mesmos fossem mais “úteis”.

Com relação ao que chamamos na época de “formação dos acadêmicos”, tivemos muitas idéias e propostas, como abrir espaços para publicações dos trabalhos dos estudantes, que não foi feito nada a respeito a não ser uma conversa com a Marta e uma idéia de inscrever projeto no edital de apoio cultural da prefeitura. Buscamos também fazer funcionar o banco de textos, que com muito trabalho chato conseguimos fazer, e inclusive já recebemos muitas doações e é necessário mais trabalho para colocar estas doações para o público, mas o passo principal está dado. Propusemos também um banco de textos virtual, que descobrimos ser ilegal, que por isso não o fizemos, mas que ainda assim “pode” ser feito.

Pensamos também num projeto de aproximação dos acadêmicos com a escola, como aula de reforço ou algo do tipo. Fizemos todos os contatos com a escola, elaboramos o projeto e este foi bem recebido pela Univille, o que faltou foi mobilização do pessoal, pois teria de ser no sábado. Como não tinha contingente, abandonamos a idéia, mas o projeto está lá, se um dia houver interesse, os caminhos estão um tanto quanto traçados. Uma outra proposta foram as oficinas de temas relacionados à profissão de professor. Conseguimos realizar uma, de contação de histórias, que ao meu ver foi bastante produtiva e prestigiada, e uma boa oportunidade que conseguimos dar, já que em muitos casos estes cursos não são tão acessíveis.

Procuramos ainda e realizar debates nos espaços da Universidade. Nesse sentido promovemos dois: um sobre consciência negra, com a Alessandra, militante do Movimento Negro, e outra sobre a questão agrária no Brasil, com o Parafuso, militante histórico do MST. O primeiro com o Depto de História e os estudantes do atual terceiro ano, e outro através da Semana Sócio-Ambiental do Depto. De Geografia. Ainda pensamos em viagens e aulas de campo. Foi realizada uma visita ao Assentamento do MST da Barra do Itapocu e a viagem ao EREH. Na minha opinião, ambas produtivas, apesar de não muito prestigiadas.

Com relação à esta questão de formação, eu ainda continuo com a opinião de que é fundamental, muito importante trazer debates, escrever projetos, ir aos locais de luta pra aprender e participar, fomentar o desenvolvimento intelectual através de material científico e fazer cursos. E creio que fizemos nosso papel, conseguimos tornar concretas quase todas as propostas, mas penso ainda que elas só são viáveis, na medida em que se tem grupos de trabalho empenhados e viabilizá-las, em termos de burocracia e organização, se houver um atropelo de trabalhos por parte dos mesmos indivíduos, como ocorreu, tais ações, assim como as questões culturais, na minha visão, devem ser tratados como secundários, dando espaço amplo à luta e prática política.

Nas lutas estudantis e sociais, penso que foi onde focamos mais e ainda assim tenho a sensação de falta, de que precisávamos de ainda mais. As lutas dentro e contra a instituição Univille como a pela maior representatividade discente nas reuniões de cúpula e a abertura das planilhas de custo da Universidade, fizemos o mínimo que é ir atrás, procurar conversar e oficiar os diálogos, buscamos também fazer um abaixo-assinado, com mais de 200 assinaturas e sempre pautamos essas questões quando temos a vez e voz diante da instituição, mas ainda assim foi pouco.

Com relação ao DCE, inicialmente tivemos um contato bem mínimo, até que o ano foi acabando e as eleições chegando, a tentativa de golpe estatutário, nos obrigamos a ocupar o espaço e tentar agir de maneira ética, apesar de, como sempre tem ocorrido, termos pouco número de indivíduos comprometidos. Daí aconteceu aquilo que todos já sabem, procuramos evitar o golpe, invalidar o estatuto que o legitimava, abrir espaços democráticos com Assembléia de estudantes e estamos até a data de hoje buscando regularizar a situação, que poderia ter sido resolvida antes, se não fosse essa questão de falta de comprometimento.

Tentamos ajudar outros CAs, como a criação do CA de Engenharia Química, que auxiliamos nas burocracias, e atualmente está em processo. E ainda fazer aproximação com movimentos sociais convergentes, como o MPL, CDH e MST, o que podemos dizer que também aconteceu e acontece, principalmente com relação ao MST, com a visita e a palestra e com o MPL, através da Frente de Luta e de todas as lutas pelo transporte público e estudantil. E ainda sobre isso, propomos os GDs, que aconteceram parcialmente, programamos pelo menos três, mas realizamos apenas um.

Realizamos ainda, a recepção dos calouros com o trote e a aula trote, nos posicionamos frente à declarações da Univille com relação à EaD, fizemos a festa do CALHEV, o Futebol Revolucionário, procuramos nos mobilizar contra o aumento das mensalidades do ano passado, que ocorreram em meio às infelizes tragédias naturais das chuvas em SC, participamos sutilmente da semana de história do ano passado, e nos envolvemos no debate sobre a reformulação do curso de história, participamos das manifestações contra o aumento do salário dos vereadores, do grito dos excluídos, nos posicionamos contra o partidarismo no DCE, e sobre estas lutas tivemos muitas publicações na imprensa da cidade, fomos contra a criminalização dos movimentos sociais, e finalmente trabalhamos burocraticamente discutindo estatutos e regimentos para as entidades estudantis.

Bom, acho que é isso, no fim eu talvez não tenha cumprido o prometido no início do texto, justifiquei algumas coisas, expliquei outras, exaltei algumas, descrevi e listei um outro tanto, mas está aí, esta é a experiência e espero que toda essa coisa tenha servido pra mais alguém além de mim mesmo.

E Vamos à luta!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resultado das eleições do CALHEV

O resultado das eleições do CALHEV:

Chapa única Inscrita: 8 de maio.

Votos:
SIM: 44 votos
NÃO: 17 votos
BRANCOS / NULOS: 04 votos

total de votos: 65.

Eleita a chapa 8 de maio.
Posse: 03 de junho, no intervalo na sala do CALHEV

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ELEIÇÔES DO CALHEV - 27/05 - quinta-feira

Como definido na reunião do CALHEV de terça-feira, 26/05, as Eleições do CALHEV foram adiadas para amanha, quinta-feira, dia 27/05.

Os horários permanecem os mesmos: das 18:30 as 19:00 e das 20:30 as 21:00. Assim como a data de posse da nova gestão, que será dia 03/06/2009. No intervalo.

O motivo da mudança da data é o Grande Ato contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, que será hoje, a partir das 18 horas na Praça da Bandeira, participe!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mudança na Eleição do CALHEV

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO DO
CENTRO ACADÊMICO LIVRE DE HISTÓRIA “EUNALDO VERDI” - ALTERAÇÃO


O Presidente do CALHEV – Centro Acadêmico Livre de História “Eunaldo Verdi”, Gestão 5 de Maio, no uso de suas atribuições, juntamente com a Comissão Eleitoral do CALHEV, para as eleições da gestão 2009/2010, torna público o Edital de alteração do Edital de Eleição do CALHEV gestão 2009/2010.

A alteração se justifica pela inviabilidade da data prevista, por motivo das mobilizações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. Assim, o presidente do CALHEV, Gestão 5 de Maio, no uso de suas atribuições convoca os alunos do curso de História para:

- Eleição do Centro Acadêmico para gestão de 2009/2010.

A eleição ocorrerá no dia 27/05/2009, das 19:00 horas às 21:00 horas, no corredor de História, Bloco A do Campus Universitário.

A Campanha irá acontecer até o dia 22/05/2009.

A posse da nova gestão será no dia 03/06/2009

Joinville, 20 de maio de 2009.


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Felipe Rodrigues da Silva
Presidente do CALHEV

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ELEIÇÕES DO CALHEV - Chapa 8 de maio.

Relembramos que as eleições do CALHEV, que acontecerão na semana que vem, na quarta-feira, dia 20 no corredor de história, antes da aula e no intervalo.
Informamos também que tivemos apenas uma chapa inscrita, a chapa "8 de maio", e que, por causa do aumento da passagem de ônibus, e todas as ações que temos tentado com relação à isso, a campanha das eleições do CALHEV vai ser prorrogada por mais dois dias, indo até o dia anterior à eleição, na terça-feira, dia 19, para que os representantes da chapa tenham oportunidade de passar nas salas, já que este é o próximo dia em que todas as turmas estarão em nosso corredor. Desculpe-nos pelo transtorno e pela alteração do edital, mas é uma situação emergencial.
A seguir as propostas da Chapa "8 de maio".
Chapa 8 de maio

Bruno - 2º ano – presidente
Fernando - 1º ano – vice
Marluce - 2º ano – secretária
Tobler - 2º ano – secretário
Felipe Bello - 1º ano – tesoureiro
Gabriel - 1º ano – tesoureiro
Marcelo – 3º ano
Willian –1º ano
Guilherme – 3º ano
Thiago – 1º ano
Felipe – 4º ano
Douglas – 4º ano

Por um Centro Acadêmico de Luta, voltado às reivindicações dos estudantes e suas bandeiras, com objetivo de lutar pelo acesso à educação e à democracia, na instituição e na sociedade.

Propostas:

1) Reforma Estatutária.

O atual, e/ou antigo, estatuto do CALHEV necessita ser reformado, nossa chapa considera que - além das adequações necessárias no que diz respeito às normas jurídicas –, é necessário transformar a diretoria do CALHEV num colegiado, onde ficam extintas as peculiaridades de cargos (presidente, secretário...) assim todos/as que compõem a gestão terão a mesma função e responsabilidade, o que também minaria (pelo menos no papel) o “protagonismo” e a acumulação de tarefas pelo presidente, que na prática – apesar do discurso de horizontalidade das últimas gestões –, vem acorrendo nos últimos anos.

A simples mudança no estatuto não garante que todos/as participantes da gestão trabalhem da mesma forma e intensidade, mas já é um primeiro passo, e, um rompimento com a estrutura hierárquica do estatuto de nosso Centro Acadêmico. Vale lembrar que para fazer tal mudança é necessária a aprovação em assembléia do curso. Com espaço para a discussão e a defesa, ou não, dessa mudança.

2) Lutas.

Movimento Estudantil.


O presente de burocratização e estagnação do Movimento Estudantil, tanto na Univille como em todo Brasil, resultado não só da falta de uma "grande luta", mas também pela atual conjuntura política do país – que, através de reformas neoliberais e assistencialistas na educação, apoiadas por uma UNE cooptada pelo governo Lula, vem freando há tempo às ações e o debate estudantil –, não tira a responsabilidade de uma entidade como Centro Acadêmico de História ser um instrumento de luta. Temos como metas:

- Lutar em todos os espaços possíveis, no CEE e no DCE.


- Aproximar o nosso curso da FEMEH e de suas lutas.

- Lutar pelo não aumento da mensalidade na Univille, que todo ano aplica um reajuste baseado apenas em cálculos, esquecendo a tão propagada razão social da Universidade, que não visa lucro, mas sim ser acessível à comunidade joinvilense e promotora da inclusão social.

- Fomentar o debate de uma Universidade pública, acessível e de qualidade. Colocando –se crítico a atual gestão e ao modelo administrativo da Univille. Somos contra as privatizações dos serviços na Universidade (estacionamento, restaurante, acessoria de cobrança, serviço de cópias), pois é uma contradição, a Univille justifica o preço das mensalidades: diz reverter todo dinheiro aos acadêmicos na forma de melhorias e investimentos, a menos que essas empresas terceirizadas trabalhem de graça, de alguma forma, nosso dinheiro está parando no bolso de setores privados.

Movimentos Sociais.

Nossa chapa se compromete a estar atento e ser um braço atuante nas lutas da cidade, participando de frentes de luta, das manifestações, dos movimentos sociais e demais reivindicações da sociedade civil onde possamos nos inserir.

3) Comunicação

Entendemos que a comunicação é um instrumento fundamental para a luta, dessa maneira, procuraremos otimizar os espaços que o CALHEV dispõe, para informar, convocar e debater sobre o movimento estudantil e as lutas da cidade.

Zine

Apesar de ser um espaço pequeno e limitado é importante por se tratar de uma mídia impressa, por isso deve ter o caráter quase que panfletário, dando preferência aos textos próximos a nossa realidade e escrito pelos/as estudantes, com todo respeito aos que se dispõe a divulgar seus trabalhos artísticos no Zine, consideramos que esse não é o espaço devido às limitações que temos.

Blog

Espaço importante deve ser constantemente atualizado, aqui sim com espaço para qualquer publicação, política, música, teatro, arte, futebol....

Jornal Mural

Que não seja uma reprodução mais ampla do zine, nossa proposta é a de que seja um espaço com constante atualização das notícias e discussões da atualidade, para que o estudante que trabalha, que não tem acesso fácil a informação, possa suprir essa necessidade no seu ambiente de estudo.

4) Atividades artístico-culturais e Grupos de Discussão

Utilizar das práticas artísticas organizadas pelo CA com o objetivo de formação política e de discussão da história, das lutas e da educação.

Os projetos nos molde do CASCA, não são prioridades da gestão: é notável que a organização de tais eventos trazem um desgaste para algumas pessoas (que já se ocupam de uma série de responsabilidades acadêmicas, com a luta e com o próprio CALHEV), e, pois, resultam apenas no mero entretenimento de outros acadêmicos. Para nós o CA não é um promotor de eventos, é um instrumento de luta, e facilmente as atividades artísticas podem colaborar com essa tarefa.

Propostas:

CASCA - Qualquer espaço do curso pode ser utilizado para a manifestação artística, nossa proposta é que a realização desse evento parta de qualquer estudante ou grupo de estudantes, fazendo parte ou não da gestão, devendo se responsabilizar pelo andamento e organização da atividade.

CINECASCA - Exibição de filmes com debates ou uma introdução do tema abordado, que busquem a discussão política: sobre história, educação, arte e movimentos sociais.

GRUPO DE DISCUSSÃO - Proposta de criação de um, ou mais, grupo(s) de discussão, para debater questões dos movimentos sociais e da formação em História.

5) Organização

A chapa se organizará de forma horizontal, as tarefas e funções ficaram a cargo dos grupos de trabalho permanentes e provisórios (que deverão ser criados de acordo com uma necessidade ou uma tarefa especifica, exemplo: realização de uma festa)

Qualquer acadêmico, mesmo não fazendo parte da gestão, pode participar de um grupo de trabalho, basta solicitar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS


O prefeito Carlito Merss rompeu seu compromisso com a população joinvilense e decretou um aumento de 12,2% nas tarifas do transporte coletivo. Para reverter a situação, a Frente de Luta pelo Transporte promove nessa sexta-feira um ato para barrar o aumento. A manifestação vai ocorrer na Univille, e será a primeira de muitas, até o aumento ser revogado.
Contamos com a sua participação!
O Ato será no Bloco A da Univille
A partir das 19 horas
NO dia 15/05/2009 - sexta feira

segunda-feira, 4 de maio de 2009

ELEIÇÕES DO CALHEV!

ELEIÇÕES DO CALHEV!


Já está publicado o Edital de Eleição do CALHEV. Quem tiver interessado em mobilizar-se para a luta no Movimento Estudantil de História através do CALHEV, não deixe de se organizar pelas datas do Edital.

As chapas que quiserem que suas propostas sejam divulgadas através dos meios do CALHEV, favor enviar material para o e-mail, ou entregar a algum integrante da gestão.

As datas:

A eleição: 20/05/2009 – das 18:30 AS 21:00 – No Corredor de História – BLOCO A do Campus Universitário.

Período de Inscrição de Chapa: 30/04/2009 a 08/05/2009.

Período de Campanha: 11/05/2009 a 17/05/2009

Posse da nova gestão: 27/05/2009.


ATENÇÃO

Para inscrição de Chapas e demais dúvidas pode-se e deve-se recorrer à comissão eleitoral – que é formada por um/a representante de cada turma. Pode-se também recorrer à integrantes da atual gestão.


Da comissão eleitoral são:
Carolina – 1º ano.
Lisandra – 2º ano.
Tere – 3º ano.
Priscila D. 4º ano.

Para inscrever chapa basta entregar por escrito os nomes completos e séries dos/as integrantes, assim como o “cargo” que este/a representará na nominata.

O EREH 2009



Começou tudo meio errado. Não se deve culpar ninguém, já que é uma organização voluntária de estudante pra estudante, mas muitos que tinham interesse não puderam participar por causa do atraso na divulgação, e assim o despreparo financeiro, que é na maioria dos casos o maior problema, além é claro da disponibilidade de tempo, conceito este que é caro pra maioria dos estudantes.

Ainda assim vamos tentar nos organizar, pois sabemos que sempre há os comprometidos em ajudar a construir o movimento, a discutir e aprender. É muito longe... Outro problema! Vai ficar muito caro. Como o apoio é pouco, a maioria do ônus sai de nós mesmos. Mesmo assim, vamos lá, pois sabemos que sempre há os comprometidos em ajudar a construir o movimento, a discutir e aprender, e assim, no mínimo ficamos satisfeitos com o bônus.

Excesso de burocracia pra organizar e um tanto de concentração de trabalho, mas no fim, tudo certo... Levamos uma boa quantidade de estudantes, e ainda conseguimos colaborar com outra Universidade, ótimo. A viagem tranqüila, e chegamos à Caxias... Um friozinho, um pessoal conhecido daqui e dali, e a expectativa de satisfação com a coisa toda.

Com exceção de algumas críticas possíveis à organização, como a questão da alimentação, e o infeliz recorte temático dos palestrantes que falariam sobre o tema, que todos foram mais descritivos do que analíticos e falaram basicamente a mesma coisa, outros pontos são muito elogiáveis.

Os GDs foram muito produtivos, apesar de estar um tanto quanto por fora das discussões que quase não acontecem em nossa Universidade, e que a partir desse EREH tentamos uma ação pra que isso acontecesse, as atividades paralelas, quem participou elogiou e as socializações e integrações, como sempre muito boas.

No final, nem todos participaram e se comprometeram com a discussão política, mas os que os fizeram confirmaram a expectativa de que sabemos que sempre há os comprometidos em ajudar a construir o movimento, a discutir e aprender, e no domingo, na volta, mesmo com alguns probleminhas que talvez poderiam ser maiores do que este diminutivo, a visão era uma só: todos visivelmente atingidos por um feriadão no mínimo movimentado, e cada qual com a sua concepção e movimento.


Felipe Rodrigues da Silva