quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mobilidade Urbana

Texto do inteligente amigo e militante dos movimentos da cidade, Hernandez Vivan Eichenberger, estudante de Filosofia da UFPR sobre a Mobilidade urbana em Joinville, publicado no Notícias do Dia de 22 de abril de 2009.
O artigo de Osmar Silva (ND, 21/4, página 6) levanta alguns questionamentos a respeito da possibilidade de aumento da tarifa em Joinville. Argumenta da necessidade de aumento invocando a contribuição social que as empresas Gidion/ Transtusa trazem à cidade. Para ele, o aumento ajudaria na superação da crise econômica.
No Brasil, 39 milhões de pessoas, segundo o IBGE, não andam de ônibus por não terem dinheiro para pagar. A razão principal disso é a privatização do transporte: quem tem dinheiro, pode utilizá-lo; quem não tem, é obrigado a buscar outros meios.
Via de regra, em todo o Brasil, o transporte é dominado por famílias tradicionais que têm a seu dispor financiamentos estatais para incremento de frota ou mesmo descontos de impostos. Além disso, há uma verdadeira fusão entre o poder econômico e o poder político, o que implica mínimos, quando não nulos, mecanismos de transparência sobre o transporte.
O que a Prefeitura faz hoje, com questionamentos sobre a planilha, pode ser acusado, no máximo, de tímido e não de “questionários desnecessários”. O necessário, em última instância, é inverter a atual lógica de financiamento do transporte.
A tributação de empresários, altos comerciantes (estes dois setores, os mais beneficiados com a mobilidade urbana, seja na modalidade de transporte de força de trabalho, seja como mobilidade para consumo) e sobre a especulação imobiliária é o modelo mais correto de financiamento do transporte, e não a tarifa, cujo aumento só expulsa usuários.
Isso permitiria distribuir renda, transformar o transporte em algo menos injusto e dar um primeiro passo para a inclusão da fração dos 39 milhões de excluídos do transporte que cabe a Joinville.
Quanto a dizer que o aumento de tarifa ajuda a reversão da crise econômica, trata-se de uma falácia: quando, no Brasil, em fevereiro, a média diária de demissões foi de 8 mil, como pensar que excluindo ainda mais os trabalhadores do transporte – agora, em boa parte, trabalhadores desempregados – isso ajudará contra a crise? Em Joinville, já foram 4 mil demitidos.
Qual é a contribuição social de empresas que aumentaram a tarifa 109,2% acima da inflação de 1996 a 2008? Os únicos efeitos sociais disso foram enriquecer a si próprias e diminuir o acesso ao transporte a trabalhadores e estudantes.
É necessário avançar para o fim da exploração privada do transporte, substituindo-o pela intervenção pública, com uma empresa pública e democrática, na qual a voz do cidadão seja ouvida. Osmar Silva diz que “somos, sim, a favor do aumento de passagem”. Nós quem, cara-pálida?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SINPRONORTE TRAZ A JOINVILLE O ESCRITOR VITO GIANNOTTIO

SINPRONORTE TRAZ A JOINVILLE O ESCRITOR VITO GIANNOTTIO

Sinpronorte promove no dia 23 de abril palestra com o escritor Vito Gianotti, coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação, com o tema“Comunicação e disputa de hegemonia". O evento será realizado noauditório da Associação Educacional Luterana BOM JESUS/IELUSC (RuaPrincesa Isabel, 438 - Centro), às 19h.

O local do evento foi escolhido por abrigar o único curso deComunicação Social - Jornalismo da cidade e o tema da palestra vir de encontro aos objetivos desse curso.

A finalidade da palestra é tratar da necessidade de contraponto às grandes mídias corporativas e mercadológicas.

A entrada é franca, as inscrições limitadas e podem ser feitas naprópria sede do sindicato (Rua Itaiópolis, 467, bairro América), pelosfones: (47) 3433 1100 (Joinville), (47) 3371 8528 (Jaraguá do Sul) ou(47) 3633 6783 (São Bento do Sul) ou por e-mail:http://br.mc552.mail.yahoo.com/mc/compose?to=imprensa@sinpronorte.org.br até o dia 22 de abril.

Essa palestra é a primeira desse ano e faz parte da programação deeventos da diretoria de formação sindical que, desde o ano passado,vem trazendo novidades e debates no âmbito sindical.

Evento muito interesante e indicado, quem tiver interesse em ir, podemos negociar liberação de estudante, com certa urgência pela limitação nas vagas.

Contribuição de nossa amiga Fer Ozório do 4º ano

Olhem o que saiu no site do Toninho Neves. www.toninhoneves.com.br

Fernanda Ozório

LEITOR É CONTRA PARADA GAY EM JOINVILLE (17/04/2009),

Olá, quero fazer um desabafo para a minha Igreja, àquela Igreja que eu reconheçço ser a instituída por Cristo.Ser cristão ao longo dos séculos sempre foi um ato de bravura e que em diversas vezes um divisor de águas entre o Sagrado e o profano. Os cristãos sempre foram conclamados pela Igreja Católica a defender a sua fé, nela a Igreja, na Palavra de Deus e a provar a cada dia o seu amor e sua fidelidade a Cristo.
Neste início de milênio vemos que o mundo a nossa volta está mudando. Uma mudança que está assassinando os valores morais. Nas grandes cidades do planeta aquilo que a Palavra de Deus condena (depravação sexual) é visto como modernidade.Não sou e nem nunca serei partidarista, mas tenho visto uma prática constante no PT. Assim como nas outras cidades grandes onde o nosso Partido dos Trabalhadores administra, também aqui, o prefeito petista tem a intenção de promover no mês de Junho a PASSEATA DO ORGULHO GAY. Respeitamos os homossexuais, até porque entendemos que existem 'N' motivos que podem levar ao homossexualismo, mas denunciamos o engano que é aceitar passivamente o pecado, pois Deus Ama o pecador, mas rejeita o pecado. Ninguém aqui é puritano, mas não podemos permitir que em Joinville secularizem a fé.
O que dirão nossos filhos educados dentro das nossas comunidades ao verem isso pelas nossa ruas? Quantas pessoas virão de fora para a tal passeata e ficarão desfilando pela cidade?
A nossa fé nos leva a ficarmos calados ou a denunciar?
Conclamo todos os joinvilenses que participam ativamente da vida pastoral das nossas comunidades, principalmente aos que votaram no prefeito a denunciarem isso, enviando emails para a imprensa e para a prefeitura colocando a sua posição sobre a passeata. Conclamo os nossos padres a defenderem os valores que os levaram a optar pelo sacerdócio.
Não podem brincar com a nossa fé. Tempos que provar que Nosso senhor não morreu em vão.
Se os nossos padres ficarem calados nessa hora, o que poderemos nós esperer deles? Seria o fim do catolicismo em Joinville.
Bispo dom irineu, pelo amor de Deus não nos deixe sozinhos.
Dirceu de Gomes
Comunidade São Cristóvão
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E a Resposta da Fer:
Resposta ao leitor Dirceu de Gomes sobre a Parada Gay em Joinville
Senhor Dirceu de Gomes
Concordo plenamente em desabafar quando a gente se sente afetado.
Mas, como o senhor mesmo diz que o "mundo a nossa volta está mudando", por vezes, penso que ele vem caminhando, infelizmente, para estes discursos moralista e sem sentido.
Pecador é quem tem preconceito, quem repudia tais atos achando que suas verdades e de sua religião, podem ditar as regras e controlar a vida de uma população que se faz diferente, não só em termos de sexualidade mas, em suas subjetividades.
Se tua religião faz bem para ti, ótimo!Senhor Dirceu, esse Estado é laico, ao menos se diz, então, faça o favor de não fazer muita algazarra com teus pensamentos puritanos e arcaicos e comece a aceitar teu próximo como ele é.
Fernanda Ozório
Estudante confirmada na Parada Gay de Joinville

Divulgando blog do Willian


divulgando o Blog do willian, estudante do 1º ano da história, notícias e textos abordando temas como a Reforma Agrária, socialismo, marxismo, economia, política partidária, movimentos socias e as lutas socias e polítcas na cidade de Joinville.
Vale muito à pena conferir:



Divulgação!!


domingo, 19 de abril de 2009

Semana de Curtas do CALHEV




A primeira semana de curtas do CALHEV de 2009.
"curtaoscurtassurreais" com apoio do Geipa-Joinville http://www.geipajoinville.blogspot.com/
PARTICIPE!