quinta-feira, 18 de junho de 2009

MANIFESTO POR UMA VIDA SEM CATRACAS

Nós do Movimento Passe Livre – MPL - um movimento, Autônomo, Independente e Apartidario – entramos na quarta semana consecutiva de atos contra o aumento absolutamente arbitrário da tarifa de ônibus, por parte do prefeito Carlito Merss. Visando democratizar o debate sobre o transporte na cidade e denunciar a Câmara Municipal, pelo arquivamento do projeto de sustação do aumento por parte da comissão de legislação e justiça na tarde do dia 16/06 - terça-feira – o movimento ocupou de forma pacifica a câmara.

Com o intuito de que a câmara de vereadores junto do prefeito se prontifiquem a, de fato, explicar a planilha de forma pública, clara e transparente, onde todos os dados sejam rigorosamente colhidos e averiguados, para que posteriormente, possamos ter um calculo do real valor da tarifa.

Ocupamos a câmara até 00:40 do dia 17/06 – quarta-feira – quando recebemos o mandado de reintegração de posse emitida pelo judiciário de Joinville, onde mais uma vez o poder público desrespeitou a via de negociação já aberta com o presidente da câmara Sandro Silva. Enquanto negociávamos nossa saída da câmara, ele tramava nossa retirada sem diálogo.

Após a desocupação da câmara nos dirigimos a prefeitura onde acampamos no intuito de exigir do prefeito o cumprimento do acordo feito com varias entidades estudantis, de bairros e o MPL para um amplo debate sobre a planilha e o transporte coletivo da cidade.

Frente ao descaso de todos os poderes legalmente constituídos nessa cidade, o Movimento Passe Livre conclui que nenhum desses poderes esta realmente comprometido com os interesses da população de Joinville. Diante disso convocamos a todos e todas que moram e Joinville a se organizar junto ao movimento de forma autônoma, pois mais uma vez provou-se que essa é a única forma de termos nossos interesses assegurados.

O Movimento Passe Livre reivindica:- A revogação imediata da tarifa de ônibus, para seu valor anterior;- Uma audiência pública com o prefeito e todos os vereadores, explicando de forma transparente a toda população, a planilha do transporte coletivo;- Seja revista as concessões ilegais das atuais empresas de ônibus, para a criação de um transporte coletivo de fato público;- A não criminalização do Movimento Passe Livre e todos os envolvidos nas mobilizações contra o aumento na tarifa de ônibus.

Acampados na frente da prefeitura,
Movimento Passe Livre Joinville.
Por uma vida sem catracas.
17/06/2009.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Despedimo-nos..!

Ultima postagem enquanto chapa 5 de maio, agradecemos a todos/as que ajudaram a construir o Movimento Estudantil pelo CALHEV, independente da forma de ação. E desejamos à gestão da chapa 8 de maio, que seja infinitamente melhor que a atual!
Em seguida texto do Felipe sobre a gestão:

Da gestão da chapa 5 de maio.

É importante que já de antemão os possíveis leitores saibam que quem escreve estas linhas é o Felipe, então se houver algum questionável juízo de valor ou opinião, são provenientes de mim, não da chapa 5 de maio. O que tentarei fazer aqui não é justificar, nem exaltar, mas mais apresentar as realizações e as não realizações e as dificuldades, erros, acertos e experiências acumuladas nesse ano de movimento estudantil, e assim, buscar contribuir com a continuidade da luta, já que, felizmente sempre temos alguns interessados, dispostos e comprometidos a construir uma forma de resistência, a se enxergar como agentes históricos.

O ano passado, ao que me parece, estava mais propício à luta dentro do movimento estudantil de história. Tínhamos opiniões muito divergentes sobre como estava acontecendo e como deveria ser feito. Foram duas chapas, com orientações diferentes, propostas diferentes e com um embate bastante pesado, e por vezes até violento. Sem muitos detalhes da campanha, ganhamos por uma diferença considerável a eleição, e eu atribuo a “vitória” ao fato de nossa proposta de gestão ser mais ampla do que a da chapa concorrente. Porém, pensando hoje, e com uma visão real de como se configura o ME de história, penso que a amplitude que propusemos foi um erro. Adiante discorrerei sobre esta questão.

Nossa proposta era uma chapa horizontal, ou seja, que os “cargos” fossem desconsiderados e que todos teriam a mesma responsabilidade pela gestão. Que as propostas seriam aplicadas de acordo com o interesse dos estudantes e era aberta a qualquer sugestão, e ainda, procuraríamos ter uma descontinuidade com a gestão anterior com relação a algumas questões.

Com relação à questão da horizontalidade, ela funcionou em partes, a gestão sempre foi aberta, as reuniões sempre buscaram incluir o maior número de pessoas, mas a responsabilidade igual pela gestão não aconteceu. No decorrer dos meses, as dificuldades individuais, ou a falta de compromisso foram aparecendo e houve sim uma centralização de responsabilidades. O que não é nem um pouco positivo, mas infelizmente aconteceu, e na minha opinião esse é um esforço necessário, de buscar coletivizar cada vez mais as ações de horizontalizar mesmo para que o movimento realmente progrida, e não apenas resista. Já com relação às propostas serem realizadas de acordo com o interesse dos estudantes, isso foi encaminhado e a relativa, ou não tão relativa descontinuidade com relação à chapa anterior também.

Comentarei, daqui a diante ponto a ponto das propostas, o que foi e o que não foi feito, e minha opinião sobre a questão em específico, depois da experiência. Com relação à questão da informação / comunicação, no Jornal Mural nós realizamos uma modificação da política editorial, procuramos focar na cidade, nos movimentos que nos envolvem. Acho que isso foi realizado, porém tivemos um pecado: editamos poucos JMs, ou editamos com pouca freqüência, não dando talvez, o real valor que estes espaço tem. A criação de um boletim periódico do CA era uma outra proposta, que aconteceu, mas poucas vezes. A proposta de articulação com a FEMEH não aconteceu em nenhum nível, nem mesmo de comunicação, ou seja, ficamos presos e ocupados demais com a dinâmica do ME e da cidade e não pudemos nos dedicar ao movimento mais amplo. Os informativos com relação aos livros e publicações que tínhamos proposto também não passaram nem por discussão de ocorrer após nossa eleição. A minha visão é que a comunicação é informação são fundamentais, especialmente buscando utilizar-se de contra-informação, de resistência ao que somos “obrigados” a engolir diariamente. Temos um certo privilégio com relação a isso, pois temos o blog, o orkut, o JM, o zine e o e-mail, poderíamos e deveríamos ter sido mais freqüentes e ter focado mais na política da cidade, nos movimentos sociais e no movimento estudantil, e acho que isso na medida do possível deve ser feito, pois é uma grande ferramenta de mobilização.

Outro ponto são os problemas jurídicos que o CALHEV tem. O Estatuto e o CNPJ estão irregulares e tínhamos a proposta de resolver isso. Com relação à isso, fizemos apenas os primeiros contatos jurídicos para saber como deve ser feito, quais os procedimentos e qual a situação, mas parou por aí. Há um ponto importante sobre isso, que com a discussão de uma entidade representativa para os estudantes de licenciatura – que inclusive ficou bastante encaminhada e é talvez uma idéia interessante para mais adiante, que tentamos viabilizar no fim do ano passado e com as discussões do estatuto do DCE, entramos em um contato mais “íntimo” com essas questões, e então, apesar do DCE ter nos tomado um precioso tempo, no mínimo essa experiência e contato levamos e agora, com um pouco de esforço dos posteriores, podemos com certa facilidade resolver essa questão e adequar tanto em termos de concepção, quanto em termos legais estes documentos oficiais do CALHEV. E apesar de mais burocrático do que pragmático, penso que é uma necessidade, afinal, mesmo para negar a ordem, em termos de tática, temos de utiliza-la também.

Das questões artístico-culturais, prometemos basicamente duas coisas: o CASCA, e a Semana de Curtas. As diferenças que prometemos eram: buscar trazer coisas de fora – aconteceu uma vez em novembro com uma apresentação de hip-hop, Ampliar o CASCA para outros cursos e em locais que incluíssem mais pessoas, fizemos um CASCA e com essas características e ainda, este CASCA teve um cunho político bastante importante, e nesse sentido, acho que cumprimos o papel, mas poderíamos ter realizado mais desses. Apesar de que, na minha concepção de hoje, penso que tais atividades dão um grande trabalho e elas não necessariamente precisariam ser propostas do CA, que deveria priorizar a “luta política”, mas sim dos interessados, como por exemplo, as pessoas que tem interesse em se apresentar, daí com apoio do CA. Da semana de curtas, realizamos três durante a gestão, ou seja, cumprimos o prometido, mas eu pessoalmente vi uma validade quase nula de tais eventos, na medida em que eles existiram basicamente para deleite, sem discussão e sem necessariamente estarem vinculados com as lutas necessárias. Se tivéssemos tido a noção de inserir uma discussão nos eventos, talvez, na minha concepção, os mesmos fossem mais “úteis”.

Com relação ao que chamamos na época de “formação dos acadêmicos”, tivemos muitas idéias e propostas, como abrir espaços para publicações dos trabalhos dos estudantes, que não foi feito nada a respeito a não ser uma conversa com a Marta e uma idéia de inscrever projeto no edital de apoio cultural da prefeitura. Buscamos também fazer funcionar o banco de textos, que com muito trabalho chato conseguimos fazer, e inclusive já recebemos muitas doações e é necessário mais trabalho para colocar estas doações para o público, mas o passo principal está dado. Propusemos também um banco de textos virtual, que descobrimos ser ilegal, que por isso não o fizemos, mas que ainda assim “pode” ser feito.

Pensamos também num projeto de aproximação dos acadêmicos com a escola, como aula de reforço ou algo do tipo. Fizemos todos os contatos com a escola, elaboramos o projeto e este foi bem recebido pela Univille, o que faltou foi mobilização do pessoal, pois teria de ser no sábado. Como não tinha contingente, abandonamos a idéia, mas o projeto está lá, se um dia houver interesse, os caminhos estão um tanto quanto traçados. Uma outra proposta foram as oficinas de temas relacionados à profissão de professor. Conseguimos realizar uma, de contação de histórias, que ao meu ver foi bastante produtiva e prestigiada, e uma boa oportunidade que conseguimos dar, já que em muitos casos estes cursos não são tão acessíveis.

Procuramos ainda e realizar debates nos espaços da Universidade. Nesse sentido promovemos dois: um sobre consciência negra, com a Alessandra, militante do Movimento Negro, e outra sobre a questão agrária no Brasil, com o Parafuso, militante histórico do MST. O primeiro com o Depto de História e os estudantes do atual terceiro ano, e outro através da Semana Sócio-Ambiental do Depto. De Geografia. Ainda pensamos em viagens e aulas de campo. Foi realizada uma visita ao Assentamento do MST da Barra do Itapocu e a viagem ao EREH. Na minha opinião, ambas produtivas, apesar de não muito prestigiadas.

Com relação à esta questão de formação, eu ainda continuo com a opinião de que é fundamental, muito importante trazer debates, escrever projetos, ir aos locais de luta pra aprender e participar, fomentar o desenvolvimento intelectual através de material científico e fazer cursos. E creio que fizemos nosso papel, conseguimos tornar concretas quase todas as propostas, mas penso ainda que elas só são viáveis, na medida em que se tem grupos de trabalho empenhados e viabilizá-las, em termos de burocracia e organização, se houver um atropelo de trabalhos por parte dos mesmos indivíduos, como ocorreu, tais ações, assim como as questões culturais, na minha visão, devem ser tratados como secundários, dando espaço amplo à luta e prática política.

Nas lutas estudantis e sociais, penso que foi onde focamos mais e ainda assim tenho a sensação de falta, de que precisávamos de ainda mais. As lutas dentro e contra a instituição Univille como a pela maior representatividade discente nas reuniões de cúpula e a abertura das planilhas de custo da Universidade, fizemos o mínimo que é ir atrás, procurar conversar e oficiar os diálogos, buscamos também fazer um abaixo-assinado, com mais de 200 assinaturas e sempre pautamos essas questões quando temos a vez e voz diante da instituição, mas ainda assim foi pouco.

Com relação ao DCE, inicialmente tivemos um contato bem mínimo, até que o ano foi acabando e as eleições chegando, a tentativa de golpe estatutário, nos obrigamos a ocupar o espaço e tentar agir de maneira ética, apesar de, como sempre tem ocorrido, termos pouco número de indivíduos comprometidos. Daí aconteceu aquilo que todos já sabem, procuramos evitar o golpe, invalidar o estatuto que o legitimava, abrir espaços democráticos com Assembléia de estudantes e estamos até a data de hoje buscando regularizar a situação, que poderia ter sido resolvida antes, se não fosse essa questão de falta de comprometimento.

Tentamos ajudar outros CAs, como a criação do CA de Engenharia Química, que auxiliamos nas burocracias, e atualmente está em processo. E ainda fazer aproximação com movimentos sociais convergentes, como o MPL, CDH e MST, o que podemos dizer que também aconteceu e acontece, principalmente com relação ao MST, com a visita e a palestra e com o MPL, através da Frente de Luta e de todas as lutas pelo transporte público e estudantil. E ainda sobre isso, propomos os GDs, que aconteceram parcialmente, programamos pelo menos três, mas realizamos apenas um.

Realizamos ainda, a recepção dos calouros com o trote e a aula trote, nos posicionamos frente à declarações da Univille com relação à EaD, fizemos a festa do CALHEV, o Futebol Revolucionário, procuramos nos mobilizar contra o aumento das mensalidades do ano passado, que ocorreram em meio às infelizes tragédias naturais das chuvas em SC, participamos sutilmente da semana de história do ano passado, e nos envolvemos no debate sobre a reformulação do curso de história, participamos das manifestações contra o aumento do salário dos vereadores, do grito dos excluídos, nos posicionamos contra o partidarismo no DCE, e sobre estas lutas tivemos muitas publicações na imprensa da cidade, fomos contra a criminalização dos movimentos sociais, e finalmente trabalhamos burocraticamente discutindo estatutos e regimentos para as entidades estudantis.

Bom, acho que é isso, no fim eu talvez não tenha cumprido o prometido no início do texto, justifiquei algumas coisas, expliquei outras, exaltei algumas, descrevi e listei um outro tanto, mas está aí, esta é a experiência e espero que toda essa coisa tenha servido pra mais alguém além de mim mesmo.

E Vamos à luta!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resultado das eleições do CALHEV

O resultado das eleições do CALHEV:

Chapa única Inscrita: 8 de maio.

Votos:
SIM: 44 votos
NÃO: 17 votos
BRANCOS / NULOS: 04 votos

total de votos: 65.

Eleita a chapa 8 de maio.
Posse: 03 de junho, no intervalo na sala do CALHEV