quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Teatro, filmes, de graça!

ENTARDECER


Projeto de Inauguração do Teatro do SESC Joinville
Data: 28 de Agosto de 2009 – Sexta-feira
Horário: 20 horas
Local: Teatro SESC Joinville ( Rua Itaiópolis, 470)
INGRESSOS GRATUITOS.

Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.
Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.
Creio na cerração das manhãs.
Conforto-me em ser apenas homem.
Envelheci,Tenho muita infância pela frente.

Fabrício Carpinejar

Sinopse: Nino, Maria e Ubert encontram-se em algum lugar, qualquer lugar entre a lembrança e o esquecimento. Uma janela entre o que foi e o que poderia ser, e os sons de passado que se aninham em nosso presente. Fios de tempo que nos fazem vivos pela lembrança.
O espaço da memória e do esquecimento o vivido e o contado revivido, re-significado. Existiu mesmo? Aconteceu mesmo? Contamos o que fomos ou o que poderíamos ter sido? Vida que foi ou poderia ser. Ou pode ainda ser. Entre o entardecer e o breu da noite, muita luz ainda há, mesmo que filtrada pelo tempo. Pra amanhecer é preciso antes entardecer.

Sobre o espetáculo: A partir da observação e entrevista com pessoas idosas, o grupo construiu três personagens sínteses de muitas memórias pesquisadas. Em três corpos imitados reconstroem-se imagens e lembranças de muitos outros que se dizem através deles.
Expressões politicamente corretas como “melhor idade” ou “terceira idade” não dão conta desta faixa etária, que, por mais novos nomes que se procure, não abarcam a diversidade do sentimento que se avizinha quando se trata da velhice. Muito se tem falado sobre os direitos dos velhos de desenvolver-se e participar ativamente da vida comunitária, porém a sociedade, onde o ser produtivo é imperatório, ainda tem muito a caminhar para alcançar esse objetivo.
Nessa pesquisa, que utilizou a Mímesis Corpórea como ponto de partida procurou-se o contato com diversas pessoas, pois múltiplos são os indivíduos. Assim, não existe a proposta de uma velhice apenas, mas de múltiplas velhices, múltiplas formas de pensar e sentir.
Espetáculo contemplado pelo prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz com o patrocínio da Petrobras

Ficha Técnica
Elenco: Andréia Malena Rocha, Clarice Steil Siewert, Eduardo Campos
Figurinos e Maquiagem: Lucas David
Cenografia: O grupo, Marcelo de Mello e Lucas David
Iluminação: Hélio Muniz
Trilha Sonora Original: Lausivan Corrêa
Operação de Luz: Hélio Muniz / Manoella Carolina Rego
Operação de Som: Vinícius José Puhl Ferreira
Direção: Silvestre Ferreira

Duração: 50 minutos
Indicação: a partir dos 12 anos

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Programação de INAUGURAÇÃO DO TEATRO DO SESC



28/08 (Sexta-feira)
Programação de Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: Entardecer (Dionisos Teatro – Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre


29/08 (sábado)
Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Espetáculo: As Três Irmãs (Traço Cia De Teatro – Florianópolis/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre


30/08 (domingo)
Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Espetáculo: O Patinho Feio (Grupo Gats – Jaraguá Do Sul/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 16h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre


31/08 (segunda-feira)
Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Concerto: Grupo Arueira (Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA
Classificassão: livre

01/09 (terça-feira)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: Amor Barato (Cia Didois – Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
Entrada Franca

02/09/2009 (quarta-feira)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Cine SESC
Filme: Eles Não Usam Black-Tie (Drama – 120’ )
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 19h30
Classificação: 14 Anos
ENTRADA FRANCA

03/09/2009 (quinta-feira)
Projeto De Inauguração Teatro Sesc Joinville
Concerto: Orelha De Cobra (Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Livre
ENTRADA FRANCA

04/09/2009 (sexta-feira)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: S.O.S. Uma Mulher Só (Metamorfose Cia Teatral – Joinville/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
ENTRADA FRANCA

05/09/2009 (sábado)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: Mi Muñequita (Ponte Cultural Escritório De Produção Ltda)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
ENTRADA FRANCA

06/09/2009 (domingo)
Projeto De Inauguração Teatro SESC Joinville
Espetáculo: A Galinha Degolada (Persona Teatro E Teatro Em Trâmite – Florianópolis/SC)
Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)
Horário: 20h
Classificação: Adulto
ENTRADA FRANCA

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A Companhia de Teatro da Univille

Apresenta

“O Quadro das Maravilhas”

SEMPRE COM ENTRADA FRANCA

AGOSTO

Dia 29 às 11h, na Praça Nereu Ramos (Em caso de chuva, o espetáculo será transferido para a garagem da CONURB, na Cidadela Cultural Antártica)

SETEMBRO

Dia 12 às 16h, no Sábado Cultural do Bairro Aventureiro. Local: Pátio da Secretaria Regional do Aventureiro

Dia 19 às 16h, Na Semana da Comunidade do Centro Social Urbano do Bairro Iririu

Dia 26, às 14h, em parceria com a AJOCIRCO, na Estação da Memória

OUTUBRO

Dia 03 às 13h, no Mercado Público de Joinville (Em caso de chuva o espetáculo ocorrerá na área interna do Mercado)

Dia 17 às 15h, no Galpão da Igreja São Domingos Sávio, no Bairro Jardim Paraíso

Dia 24 às 16h, na Associação de Moradores do Bairro Itinga

NOVEMBRO

Dia 14 às 13 h, no Sábado Cultural da Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba

Dia 21, às 15h, na Festa das Flores

Dia 28, às 15h30min, no Sábado Cultural do Bairro Vila Nova. Local: Secretaria Regional do Bairro Vila Nova
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Obs.: A Trilha Sonora deste Espetáculo foi criada pelos atores e músicos da Dionisos Teatro Andréia Malena Rocha e Vinicius José Puhl Ferreira.

Esta programação está sujeita a alteração em caso de chuva. Maiores informações: 34619121/ 96079796 (UNIVILLE) ou 34332190/ 84323872 (Fundação Cultural de Joinville).

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CALHEV apresenta:


Semana de Debates


“Grupos Sociais Urbanos... Lutas, transformações e Representações"


Justificativa: Nos dias 31/08 a 04/09 o Departamento de História apresentará a “XVI Semana de História”, e em comunhão com a mesma, o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi, irá proporcionar uma semana de debates intitulada: “Grupos Sociais Urbanos... Lutas transformações e representações”.


A semana propõem uma abordagem contemporânea sobre diversas organizações sociais que discutem práticas e políticas à cerca das variadas problemáticas sócio-culturais, contribuindo para o posicionamento critico dos acadêmicos. Trata-se de uma contribuição para que a comunidade e os demais interessados possam conhecer os vários movimentos político sociais para além dos estereótipos, suas lutas e representações dentro da cidade, ampliando o conhecimento teórico epistemológico para a vida prática social-cidadã.

Objetivo: Conhecer e debater os diferentes aspectos referentes as manifestações estudantis, políticos e culturais. Buscando trazer para a Universidade as discussões políticas presentes na cidade de Joinville tendo em vista discussões como: igualdade de gênero, apropriações do patrimônio cultural na cidade de Joinville, transporte coletivo e ocupações urbanas.

PROGRAMAÇÃO

31 de agosto
Exibição de Curtas

01 de setembro
“O movimento Feminista e a luta pela igualdade de Gênero”
Exibição do Documentário “Quem são Elas? – Débora Diniz”
GEPAF - Grupo de Estudos, Políticas e Práticas Feminista

02 de setembro
O movimento Passe -Livre e o Transporte Coletivo em Joinville Exibição do Curta "A Revolta da Catraca - MPL Florianópolis"

03 de setembro
Retóricas do Abandono: Apropriações do Patrimônio
Cultural na cidade contemporânea
Prof. MSc. Fernando Cesar Sossai
Prof. MSc. Diego Finder Machado

04 de setembro
“As ocupações urbanas em Joinville:
um olhar para a comunidade do Juquiá”
Exibição do Curta “Ocupação do Juquiá uma História de Luta"

Exposição Itinerante
"História de Luta e Representação estudantil"

Encerramento
Festa da DiverCIDADE


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

MST denuncia violência da Brigada Militar e prática de tortura em São Gabriel

Aug 13th, 2009
by Marco Aurélio Weissheimer.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota denunciando práticas de truculência e de tortura por parte da Brigada Militar na ação de reintegração de posse da Prefeitura de São Gabriel (RS), ocorrida quarta-feira à tarde. Segundo o MST, pelo menos trinta pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridos – incluindo pessoas com dedos e braços quebrados – no despejo forçado realizado pela Brigada Militar. “Todos os 250 sem terra foram identificados e humilhados. Os manifestantes foram encurralados dentro da prefeitura, onde foram golpeados por cassetete, chutes e tapas dos policiais”, denuncia o movimento.

No entanto, o fato ocorrido em São Gabriel quarta-feira ultrapassou o limite do convencional e adquiriu características de tortura policial, acusa ainda. “As famílias relataram que, enquanto estavam na delegacia para serem identificadas, continuaram recebendo golpes de cassetete, chutes, socos e tapas dos policiais. Chegou a ser montado um corredor polonês em que as pessoas foram obrigadas a atravessar enquanto recebiam chutes e cacetadas. Inclusive a nova pistola elétrica, que deveria ser usada para ajudar na imobilização durante perseguição policial, foi utilizada para dar choque nas pessoas”.

Nesta quinta-feira (13), integrantes do Comitê Estadual Contra a Tortura estiveram em São Gabriel conversando com as famílias sem terra e recolhendo os depoimentos. O MST repudiou a ação da Brigada Militar, dirigida pelo subcomandante Lauro Binsfeld - o mesmo que comandou o despejo das mulheres da Via Campesina em uma área da papeleira Stora Enso em Rosário do Sul (RS), em 2008, e que resultou em quase cem manifestantes feridas. Além disso, repudiou a decisão do prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, de ter se negado a conversar com as famílias e ter autorizado a ação da Brigada Militar.



http://rsurgente.opsblog.org/2009/08/13/mst-denuncia-violencia-da-brigada-militar-e-pratica-de-tortura-em-sao-gabriel/

E os anos passam

Tenho dormido todas as noites muito tarde, às vezes quando escuto o despertador de minha mãe tocando é que me viro de cara para a parede e espero o sono chegar. A intenção é de estudar durante a madrugada, aproveitando o silêncio que é poucas vezes quebrado por meus cachorros ou pelo "guardinha" da rua. Ontem, porém, depois de terminar uma etapa de estudo, acabei fechando os cadernos e passando a curtir uma nostalgia. Não sei como, e isso também não interessa muito, comecei a pensar no aniversário de vinte anos do Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi - CALHEV, evento que pude participar diretamente por ser parte da gestão que trabalhava durante essa data.

Apesar de ter muita coisa que vale a pena ser lembrada naquele momento, meus pensamentos acabaram direcionados para a mesa redonda (não lembro se foi assim chamado) que aconteceu com presença de um ex-presidete do CALHEV, da então chefe do Departamento de História e do ex-presidente do DCE. Aliás, somente sobre os participantes e suas falas poderiam ser construídos milhares de postagens, mas não é sobre isso que quero falar. Não se pode esquecer de maneira nenhuma a presença na platéia do Magnífico Reitor da Univille, Paulo Ivo Koentopp.

Quero escrever aqui exatamente sobre a minha fala naquele dia. Assim que acabou o evento, um número considerável de críticas recaiu sobre o que apresentei, principalmente pontuando que eu deveria ter sido mais incisivo em minhas declarações, menos polido em meus argumentos. Apesar de concordar em parte com essas críticas e acreditar que poderia ter feito algumas coisas de maneira diferente, tinha pra mim que a minha postura fora boa. Continuo acreditando nisso, mas menos do que antes.

Hoje eu vejo que deveria ter ali, na frente de todos, lembrado, palavra por palavra, da falsa democracia existente naquela instituição, hipocrisia esta representada na não participação direta dos estudantes em assuntos como aumento de mensalidade, mudanças na grade curricular e investimentos da universidade. E, principalmente, deveria olhar efusivamente nos olhos de algumas professoras, umas que sorriam e se remexiam concordando com cada palavra minha, e falado da demagogia de suas atitudes. Mas infelizmente muitos desses acontecimentos acabaram ocorrendo depois daquela comemoração.

Se (sempre o eterno e maldoso 'se') eu estivesse hoje lá, preparando a minha fala, teria feito uma apresentação de slides com fotos das manifestações em que o curso de História já tinha se envolvido, e discutido uma por uma seus efeitos e as atitudes daqueles "democratas" que ali riam e concordavam comigo, mas que dentro dos seus gabinetes assinam papéis que destrõem patrimônios (como a sala do CALHEV que foi destruída sem aviso prévio esse ano), agindo como se os estudantes fossem fantoches. Como eu gostaria de poder fazer isso hoje.

Mas eu não posso. Aqueles dias passaram e hoje, tudo o que eu posso fazer é escrever para que não se percam mais essas oportunidades, uma chance de dizer com todas as letras que, enquanto alguém admira os fiordes noruegueses, existem estudantes que lutam apenas para conseguir uma vida melhor através da educação.

Escrito por: Douglas Neander - egresso

domingo, 9 de agosto de 2009

carta feita por ex-presidentes do CALHEV

Univille derruba sala do Centro Acadêmico Livre de História “Eunaldo Verdi”

O presente texto é escrito no calor das notícias e na falta de informação sobre o tal fato encaminhado pela Univille e o Departamento de História.

E a cada passo que se dá em busca do pote de ouro, parece que o arco-íris mais se afasta. É esse o sentimento que paira quando um ato de extrema falta de respeito à história e a democracia acontece na busca por uma excelência baseada em números e tabelas.

No ano de 2007 o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi – CALHEV – completou 20 anos de história em um evento que, no mínimo, fez acreditar em um respeito da direção da UNIVILLE pelo movimento estudantil da instituição quando, do alto de sua saleta que parece fazer parte de outra realidade dimensional, o magnífico reitor apareceu para prestigiar as comemorações. Infelizmente foi apenas um jogo de aparências.

Após esse fato presenciamos mais uma vez a falta de diálogo com os estudantes no aumento da mensalidade de 2007 e 2008, a extrema ausência de transparência no processo de mudança de grade curricular das licenciaturas (lembrando que o curso de história teve de forçar a sua entrada nas discussões) e, por último, a rasteira final e a facada nas costas dos homens de terno e das mulheres de tailleur (ou vice-versa): a tomada da sala de reuniões do CALHEV. Sem aviso, sem conversas e sem nenhuma desculpa, tomaram um espaço conquistado pelos discentes, usado há anos para a luta em prol de uma melhoria na qualidade da educação.

O processo é completamente inverso do que encontramos no sorriso dos deuses do universo univilesco! A fala reinante é de democracia, diálogo, crescimento mútuo e outros elementos que, no fim, não passam de chicotadas e pressões que os alunos são obrigados a acatar. Isso é absurdo! Uma universidade deve ser um espaço de vivência e diálogo, situações essas que estão muito além da sala de aula e, que tem no movimento estudantil a grande possibilidade de existência. Infelizmente esse crescimento não é passível de conversão em pontos e porcentagens, não entrando assim nas contas das pró-reitorias.

A restituição da sala do CALHEV deve ser imediata, tal qual a criação de um espaço de convivência e de novas salas para os outros centros e diretórios acadêmicos da universidade. E isso tudo em um local viável, não escondido nos cantos escuros recém adquiridos.

Por fim, é importante o registro que nos disponibilizamos, mesmo não estando mais diretamente ligados ao movimento estudantil da instituição, a trabalhar junto ao CALHEV no intuito de resgatar e preservar a memória do movimento estudantil de história da UNIVILLE com todos os seus anos de envolvimento e o alargamento na visão do fazer política.

Filipe Ferrari – Ex-Presidente gestão Tempos inconvenientes (2005/2006)
Maikon Jean Duarte – Ex-Presidente gestão 30 de Agosto (2006/2007)
Douglas Neander Sambati – Ex-Presidente gestão Unimultiplicidade (2007/2008)
Felipe Rodrigues – Ex-Presidente gestão 05 de maio (2008/2009)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Moção de Apoio do MPL ao CALHEV

O Movimento Passe Livre (MPL), vem através desta, demonstrar apoio ao Centro Academico Livre de História Eunaldo Verdi (CALHEV), entidade de representação dos estudantes de História da UNIVILLE e órgão de luta dentro e fora da instituição educacional.
Condenamos a falta de respeito da UNIVILLE, que de forma arbitraria, derrubou a sala que o centro acadêmico vinha utilizando a cerca de dez anos. Mostrando assim total falta de consideração aos seus acadêmicos.
O CALHEV, historicamente esteve presente nas diversas lutas sociais na cidade. Assim o MPL, se faz presente junto aos estudantes de história na luta por um novo espaço, melhor ou igual, para que a entidade continue atuando socialmente e culturalmente na cidade e de forma autônoma.






Movimento Passe Livre - Joinville

Moção de Apoio ao MPL

CALHEV – Centro Acadêmico Livre de Historia Eunaldo Verdi, vem a publico manifestar-se a favor das ocupações realizadas na Câmara de Vereadores e na Frente da Prefeitura nos dias 16 e 17 de junho de 2009, pelo Movimento Passe Livre (MPL), onde lá estavam estudantes e trabalhadores a reivindicar a revogação da tarifa de transporte coletivo, cujo aumento foi de 12,2%. Desde então o MPL junto a outras pessoas e entidades foi às ruas protestar, reivindicar, chamar a atenção da comunidade joivillense para o descaso com o atual “transporte publico”.


Contra as empresas Gidion e Transtusa que possuem o monopólio do mesmo e nada até o momento foi feito pelas autoridades para desfazer essa situação. Do Prefeito Carlito Merss que havia assumido um compromisso público com a Frente de Luta pelo Transporte Público, onde antes de conceder esse aumento abusivo iria ser realizada uma audiência pública para explicar a planilha de custos das empresas, que nunca até então foi feita. Os vereadores ditos representantes do povo, infelizmente no dia 16 de junho se mostraram favoráveis a elite do transporte, votando contra a revogação do aumento e arquivando o processo, sem argumentos plausíveis e objetivos, demonstraram assim a incompetência que existe neste setor público.

Em um ato de protesto contra essa ação dos vereadores, que se acumulou a todo o resto, os estudantes manifestaram-se interrompendo a seção que já estava a terminar e foram recebidos com violência por assessores da câmara dos vereadores. Após represálias, os estudantes e trabalhadores ocuparam até as 00h40min a Câmara de vereadores escoltados pela polícia, que pôde atestar a pacificidade das manifestações; neste horário a “Justiça” se fez presente e “trabalhou” rápido emitindo um Mandato de Reapropriação de Posse: ou seja, pessoas foram impossibilitadas de permanecer em um local público, mesmo sem oferecer risco nenhum a ela. Quando era para essa mesma “Justiça” intervir no aumento, nada foi feito. A solução encontrada foi acampar em frente à prefeitura, atividade realizada por cerca de vinte pessoas.

Com o intuito que o prefeito recebe o MPL, se permaneceu ali até meio-dia do dia seguinte, quando foram recebidos pelo Presidente do IPPUJ, e foram firmados ganhos plausíveis e possíveis para a comunidade joinvillense nessa reunião. Na luta por uma vida sem catracas, será realizado um fórum aberto a toda a população para se discutir um planejamento do transporte público; a não criminalização do movimento, haja vista que é um movimento de luta pacifico, que busca defender os interesses das maiorias que utilizam o transporte coletivo diariamente; e se abriu um diálogo pela efetivação de um transporte público de verdade.

O CALHEV apóia as manifestações e ocupações que ocorreram e manifesta-se contrário as reportagens que circularam na mídia, chamando os manifestantes de baderneiros, e denegrindo a imagem de luta do MPL.
Joinville, 07 de julho de 2009.