terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cesare Battisti

Em joinville:
http://www.barraracriminalizacao.blogspot.com/
Ato de solidariedade:
No dia 10 de dezembro (quinta-feira) acontecerá uma banca informativa do caso do Cesare Battisti. A banca estará acontecendo as 17 hs na praça da Bandeira, ao lado do Terminal Central Urbano.
Nas décadas de 60 e 70 o Estado italiano passou por um forte processo de direitização que, através de uma aliança macabra entre Estado e Máfia, passou a criminalizar toda agitação política.



Em resistência, surgiram grupos que buscaram na luta armada uma forma de se defender e promover uma revolução na Itália. Uma luta contra a repressão institucional do governo italiano, mas também, contra as ações de milícias de extrema direita. Nessa “guerra” registram-se cerca de 1700 atentados, sendo que 70% foram promovidos pela extrema direita, que assassinou militantes e forjou atentados para criminalizar a esquerda.


Cesare Battisti pertenceu ao grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo.



Os grupos armados, através de assassinatos e prisões de seus integrantes, foram dissolvidos, Cesare conseguiu fugir.

Em 2007 Cesare foi preso no Brasil, mas recebeu o status de refugiado político do governo brasileiro, imediatamente o governo italiano de Silvio Berlusconi pediu sua extradição, que recentemente o Superior Tribunal Federal aprovou. Mas a decisão final está nas mãos do presidente Lula, e ainda não foi tomada.
Condenação sem provas



Cesare foi julgado como um preso comum e condenado a prisão perpétua sem provas, apenas por testemunhos – através do sistema de delação premiada, no qual antigos guerrilheiros, após tortura física e psicológica, recebiam a chance de saírem livres ao incriminarem seus antigos companheiros.



Extraditar Cesare Battisti é abrir um precedente favorável à criminalização dos movimentos sociais e um retrocesso aos direitos constituídos.



O comitê que está sendo formado em Joinville visa à defesa dos movimentos sociais. Hoje Cesare, mas amanhã podendo ser qualquer um de nós que sofre repressão quando luta por uma vida mais justa e democrática.

*** texto do panfleto do comitê joinvilense***